quarta-feira, 24 de julho de 2013

Encontros e desencontros do rock maringaense



Ocasionalmente abordamos aqui no blog e no programa de rádio situações do rock independente em Maringá. O que antes era reclamação contra as bandas covers está perdendo espaço para a falta de organização e camaradagem entre as bandas de som autoral. Vamos fazer uma série de posts comentando algumas dessas situações sem a intenção de criticar ou reclamar de alguém, banda ou lugar. Simplesmente debater assuntos em comum a muita gente e que são comentados em conversas isoladas. Quem sabe conseguimos melhorar alguma coisa.
Uma reclamação que sempre ouvimos é: “Não tem nada em Maringá...”. Só isso já é algo bem errado. Tivemos nos últimos meses shows do Stephen Malkmus (ex-Pavement), festival Maringá Rock, Racionais, série de shows gratuitos do Anônimos Aduzidos, CJ Ramone, série de saraus na UEM, shows autorais no Eden Beer, lançamento de CD do Salamanders, bandas de destaque no cenário nacional como Drakula, Cólera, Charme Chulo, The Mullet Monster Mafia, O Lendário Chucrobillyman, entre tantos outros shows. E em agosto tem show do italiano Wasted Pido. Ou seja, só não participa quem não quer.
E o que falta realmente para melhorar a situação para as bandas maringaenses é a participação de músicos de outras bandas. Infelizmente ainda há quem não prestigia outros eventos. Ou seja, só vai no próprio show. Sequer compartilha cartaz na internet par ajudar em outros eventos. É claro que cada um tem sua vida particular, trabalha, tem família, tem a banda como passatempo, não gosta de ficar até de manhã nos bares, entre outras situações. Mas que falta camaradagem, falta.
AGENDA LOTADA - Esse final de semana temos outro exemplo. Teremos na sexta (26) Bad Motors, Montanas Trio e FFAR, no Tribo´s. No mesmo dia tem Anônimos Aduzidos, Os Botos e Burning Tons no Juscelino; tem Pearl Jam Cover (Cash in Flowers) mais duas bandas no MPB Bar. E no sábado (27) tem Holocaust in Your Head com Reiketsu, Distanásia, Obliteração e Agonia, no Tribo´s. Mais o fim de mês com o povo sem grana e o frio que tem feito. Aí sobra público dividido. Claro que é bacana ter vários eventos em lugares diferentes. Mas seria bem melhor se houvesse organização e camaradagem, com as pessoas podendo ir a mais eventos, conhecendo e valorizando as bandas locais.
Há finais de semana que só tem show cover, realmente não há nenhuma opção para quem curte som autoral. E há finais de semana como o dessa semana. Sempre procuro fazer os eventos com antecedência e verifico se não há nada marcado que seja do gênero parecido ou camarada que esteja organizando. Sempre divulgamos no rádio as bandas locais independente da repercussão. É claro que teríamos mais audiência se tocássemos Ramones no lugar das bandas locais. Sempre rola uma grande divulgação para as bandas que tocam nos eventos Zombilly com flyer, cartaz, rádio, jornal, vídeo e blogs. Sem contar que vou nos shows e ensaios fotografa e filmar para divulgar as bandas novas e indico bandas para shows em parcerias com outras cidades. Coisas que até em cidades maiores que Maringá não rolam.
Nunca houve na história cultural maringaense uma iniciativa que divulgasse tanto as bandas autorais da cidades como fazemos no Projeto Zombilly. Usamos como exemplo a banda A Família Palim. Ou seja, basta ter iniciativa para ajudar. E, na medida do possível, tento passar alguma coisa pras bandas de abertura, mesmo com a dificuldade de pagar cachê para a banda principal e arcar com as despesas do evento.
Lembrando que os comentários são moderados (então, nada de ofensas) e o objetivo é debater e analisar o trabalho bacana de muita gente, visando o bem comum.
ASSUNTOS PARA OUTROS POSTS:
- bandas não divulgam próprio trabalho;
- pagamento para as bandas maringaenses;
- bar prefere banda cover porque dá mais público que autoral;
- show de rock em bar que não é de rock;
- dificuldade das bandas vender merchandising;
- horários, agendas e valores dos shows;
- falta de divulgação da mídia tradicional (jornal, TV,...)

23 comentários:

Anônimo disse...

Andye, vamos ser sinceros, nem nos seus eventos você consegue ser original com rotatividade de bandas, dando chance para muitas outras que já lançaram discos nesse ano. Se você não curte outros estilos, e só fica no rockabilly e afins, te entendo perfeitamente, então erga a bandeira pelo menos deste gênero exclusivamente, não menospreze os outros gêneros de rock de Maringá, porque na fila tem muita gente que te contacta querendo oportunidade e você joga para a galera o problema, em fez de postar e diversificar diante seu potencial comunicativo no blog e nos eventos no tribos e outras casas.
Tem bandas que se odeiam, tem bandas que são abafadas porque não fazem parte do clube da "lulu" ou do "bolinha" e o principal: A MÚSICA. Isso poderia ser superado e suportado se todos tivessem palco para mostrar seu trabalho de uma forma escalonada e rotativa. Mas isso é uma utopia, cada um por si e com seu som. Um músico pagar ingresso para ver outro músico se não ocorre o inverso? É melhor a honestidade pelo desprezo e o boicote do que a falsidade da promessa que algo vai melhorar.

Andye Iore disse...

A Karen Gomes comentou no Facebook: "a parte do "Sempre procuro fazer os eventos com antecedência e verifico se não há nada marcado que seja do gênero parecido ou camarada que esteja organizando", a gente tenta, mas quase sempre aparece uma infeliz surpresa, tipo quando agendaram Nando Reis pro mesmo dia de uma edição da Circular. O som era diferente, mas eu por exemplo, curto Garage Fuzz e Nando Reis. Se não fosse um evento meu, ainda preferia Garage (haha) mas gostaria de ter curtido Nando tb... e muitos amigos que curtem o evento da revista, optaram pelo show do Nando. E concordo plenamente: Mais união e menos concorrência, seria lindo pra essa cidade! E falando nisso, já agendamos a edição #5 pro dia 14 de setembro... compareça e não marque nada nesse dia! hahahah (se bem que a gente faz no mesmo bar, então tá tudo em família!)"

Thiago Guglielmi disse...

Realmente as coisas estão mudando em Maringá! E fico muito feliz com isso. Tanto a mentalidade das bandas quanto da galera. As pessoas tem de estar abertas e ouvir o som autoral, o som próprio, a verdadeira criação! E falando como quem já tocou muito cover por ai, tocar música autoral é OUTRA COISA! É muito mais emocionante e a energia sai mais verdadeira. Recentemente tocamos em Petrópolis no RJ e porra, a galera de lá tava na SEDE de ouvir som NOVO. Na sede de conhecer uma banda lá de Maringá que viajou 1200km pra tocar 45 minutos de música autoral. Iniciativas como o Zombilly, Maringá Rock Festival, Domingo Autoral, Role Chill e outros são essenciais para nossa cena. Tudo isso fica pra história e serve como uma base consistente para novas bandas! Genial! Bora curtir e produzir, essa é a real.

Andye Iore disse...

Não precisa comentar como Anônimo se não concorda... é um ponto de vista interessante esse que comentou as 12:04. to ligado que muita gente não curte o Projeto Zombilly. Mas dizer que não há espaço para as bandas locais está errado. Olha aí um dos exemplos, programa só com bandas de Maringá: http://zombilly.blogspot.com.br/2011/03/zombilly-no-radio-bandas-de-maringa.html

Já fizemos varias edições assim e sempre rola um bloco só com bandas de Maringá. Nos últimos shows já tocaram Copacabana Pé Vermelho, Raivah, Indexsonnora, Raivah, Anônimos Aduzidos, Cash in Flowers, O Fora da Lei, era pra ter rolado Proletas,... algumas são bandas que não se conhecem, não são amigos fora dos shows... e também vale citar a dificuldade de encaixar datas para os eventos...

ARGUMENTO UNIVERSAL disse...

Andye,
Falando em nome do Esquema Rock Livre, tenho percebido que a coisa está mudando, lógico que poderia ser infinitamente melhor, mas o pessoal das bandas está mais participativo.
Quando estava organizando o Maringá Rock festival, fizemos reuniões com as bandas para explicar como seria o evento, mas também tentar criar o sentimento de camaradagem que você citou no seu texto. Para exemplificar, uma das regras impostas era que todas as bandas deveriam estar presentes no horário de apresentação da primeira banda da noite. Funcionou.
Mas o mais importante dessas reuniões, que aconteceram lá na sede do Cobra Moto Clube, foi a troca de informações e experiências entre o pessoal das bandas mais rodadas com o pessoal das bandas mais novas. Acho que foi bastante positivo e rolou uma empatia entre o pessoal.
Então, disso tudo, sugiro o seguinte:
1. A criação de uma agenda aberta entre o pessoal dos eventos (Zombilly, Circular, Esquema Rock Livre, etc...) para não rolar conflito de datas e para que possamos nos organizar para ajudar na divulgação (eu fiquei sabendo do show do Charme Chulo só no dia que ia rolar);
2. Que sejam realizadas reuniões/confraternizações (ou sei lá o que) periodicamente entre as bandas para que os músicos se conheçam, troquem experiências, conheçam o som das outras bandas. e pra quem achar que isso é viagem, basta ver que o FutRock está firme há quase dois anos;
3. Ações gerais visando profissionalizar a produção de eventos de rock.
Espero que essas discussões todas não fiquem restritas ao mundo das ideias.
Um abraço!

Gary Azevedo disse...

Tô curtindo demais o que tá rolando em Maringá. Desde que o Flávio meio que largou a SONIC FLOWER CLUB, a cena roqueira da cidade ficou meio perdida, mesmo com tantos eventos da Zombilly rolando. Agora acho que tá bacana pra caramba, com uma galera se mobilizando sozinha para mover a parada em busca do reconhecimento do público alternativo, não só em Maringá, como em Londrina e toda a região norte.
Admiro demais a Circular Pocket, o Projeto Zombilly, os brothers da Anônimos, o corre do Rafael Morais e os papos sobre DIY que rola com a galera que conheço.
Mas ainda assim concordo com o anônimo acima.
Tem muita "panelinha" e tem muita visão de que tem um público que gosta mais disso, então vamos fazer o evento disso.
E também sempre vi isso que o Andye falou, picunha de "só vou no show que eu toco", e nem compartilhar um misero cartaz na internet faz.
Triste por um lado, feliz por outro, acho válido o que tá rolando em Maringá e em Londrina também, com uma galera que abriu as portas para a força de vontade e tá botando pra mover a cultura independente no Paraná.

Digu Hang disse...

Discussão muito pertinente diante da efervescência de bandas que tenho observado, não só em Maringá, mas em toda a região. O Thiago comentou da nossa viagem pro RJ e tive a oportunidade de estar junto lá no levante da cena autoral. O fato das bandas terem oportunidades (e não devem só esperar projetos como o Zombilly, Circular Pocket, Arte e rua entre outros, mas também criar essas oportunidades) de tocar com outras bandas que não conhecem, da mesma cidade, estimula a amizade entre os músicos de toda a cena. E essa parceria e amizade aliada ao som autoral, é o que cria uma verdadeira "cena". Aumentar a diversidade de locais para o som autoral também é muito positivo, e é mais um motivo para haver essa união entre os músicos, porque com camaradagem conseguimos nos organizar para que eventos de uns não prejudiquem os dos outros e até para que todos possam compartilhar e divulgar a cena em geral.

Karen Gomes disse...

Concordo plenamente com o cometário de quem falou pelo Esquema Rock Livre. (Principalmente depois de ler que você só ficou sabendo do show do Charme Chulo no dia, sendo que eu estava divulgando a 2 meses!) hahah
Parceria, criação da agenda aberta, um ajudando a divulgar o show do outro - mesmo a gente tendo a página /CircularPocket, distribuindo revistas por toda a cidade e ainda divulgando em nossos perfis pessoais, AINDA tem gente que não recebe a informação. Realmente, concorrência nesse meio que a gente trabalha é o pior atraso que pode acontecer. Quem organiza sabe: é data, é banda, hotel, alimentação... é todo um corre que vai uma grana - e nem sempre tem lucro, mas quem faz, é porque realmente curte e cansou de ficar sentado lamentando-se pelo fato de "não ter nada nessa cidade". Vamos MESMO unir nossas forças e levar essa ideia adiante. Sempre que vejo um evento bacana, com bandas autorais, eu divulgo na página da Circular... mas podem me deixar msg inbox também, caso eu não veja... a gente ajuda sem problemas! Mas realmente, o lance é união, porque juntos... podemos fazer uma grande diferença no cenário cultural daqui!

Eder Fabrilo Rosa disse...

Desde que me conheço por gente ouço falar que músico é a classe mais desunida que existe. Sorte que há bandas em que os integrantes não são músicos, mas curtidores. Curtem tocar, curtem ouvir, curtem estar em um lugar, em um ambiente em que o som, o rock, a atmosfera é o que importa… Conheci vários assim fazendo o Maringá Rock e isso me deu bastante alegria e esperança. Porém a gente também conhece o estereótipo do músico arrogante e que só enxerga o próprio umbigo. Esses a seleção natural se encarrega de afastar. Mas para isso acontecer, para que a seleção natural ocorra é preciso que eventos estejam acontecendo. Cada um promove aquilo que gosta, senão seria falso, não dá para exigir que o Andy promova Heavy Metal se ele não curte, mas quem curte pode faze-lo, não pode? Músico ver músico não rola mesmo, agora curtidor de rock and roll ver curtidores de rock and roll tocando… ah isso rola… e é nessa galera que o foco da organização deve estar mirando, quando todo mundo curte o resultado positivo é certo, fácil e duradouro.

Hastan Palim (Camarão) disse...

Devo dizer que já houveram dias e noites melhores para o rock'nd'roll autoral em Maringá. Mas penso que exista um bom espaço para se divulgar o som autoral, claro que tudo dentro do limite que o underground possibilita. Os festivais a céu aberto, festas em repúblicas, chácaras e afins fazem muita falta! Tem muitas bandas de fora querendo vir pra Maringá. Bandas novas, outras mais antigas que querem fazem intercambio.
Em relação a FAMÍLIA PALIM, estamos em marcha lenta devido as questões pessoais e familiares de cada um. Até o fim do ano será bem corrido nesse sentido.
Mas não deixamos de tocar influenciados pelo clima frio que passa a cena underground. Estamos sempre a disposição para novas empreitadas, ajudando a divulgar, tocando e tudo mais.

Bêjóta disse...

Maringá já esteve bem melhor do que é hoje, nunca foi perfeito, mas já foi muito melhor, você está nisso faz tempo e sabe do que estou falando. Sabe qual é o problema hoje? O cara monta uma banda e fica esperando ser chamado pra tocar, ele não corre atrás pra fazer com que a banda dele toque, ele só quer subir no palco e soar os acordes, essa é a merda. Monte sua banda, faça seu som e corra atrás dos seus shows, ficar esperando que as coisas aconteçam não vai te ajudar. Aí eu vejo uma caralhada de gente falando em DIY sem saber de onde isso surgiu, sinceramente, irrita.

stone disse...

Andie ,PENSO Q SEJA ASSIM ,o rock marigaense é como a própria vida tem altos e baixos, tem gente que faz tem gente que fala , tem gente com estoria tem gente com historia, tem gente que vai viver mais tem gente q vai morrer logo ,teremos trabalhos serios outros por curtição , enfim ele continuará como sempre EXISTINDO APESAR DA ADVERSIDADE E DAS DIVERSIDADE!!!

Jefferson Gomes disse...

É verdade. Infelizmente ainda existem pessoas nesta cidade que só vão a shows de outras bandas se visualizarem oportunidade futura para divulgar a sua. "Metem o pau" em "todas" as bandas e eventos da cidade. Infelizmente ainda vigora, parece que está mudando, o "umbiguismo" (primeiro minha banda, se sobrar, a sua) entre algumas pessoas de bandas. Para se fazer um evento de qualidade, precisa de instrumentos, aparelhagem etc..., quando se empresta seu (meu) querido e caroooooo instrumento, no meu caso a bateria, a pessoa além de zuar o instrumento, não agradece, não ajuda a guardar, parece que fizemos uma obrigação em emprestar; é foda (PRATOS NÃO SE EMPRESTAM, OK?). A bateria para sair um som razoável, necessita ser microfonada, ok? Não gosto muito de emprestar por este e outros motivos.Realmente tem finais de semana que não tem "nada para fazer" e outros em que tem "muitos" shows, daí falta tempo e grana. Não curto muito ir a shows de bandas cover. Uma conversa entre quem promove eventos, poderia solucionar isto, creio eu. Entendo não existir "panelinha" por parte de Andye, relacionado as bandas escolhidas para seus eventos, mas acho que poderia ter maior diversificação; mas entendo que não é fácil trabalhar com músicos, as vezes a banda não tem qualidade (apesar dos membros acharem que sim)e tantos outros contratempos. Os canais de divulgação dos eventos, as vezes falham; mas como cobrar dos promotores melhor divulgação se o "lucro" é quase inextinte? Se você curte tais eventos "independentes" se "filie" ao blog, face etc... de quem o promove, e ajude na divulgação, compartilhando no face, twiter, orkut (rsrsrs), boca a boca etc... . Sabemos que para divulgar na grande (e idiota)midia precisa de grana. Faço pedido para os shows começarem no horário marcado (não muito tarde, por favor), é horrível ficar esperando, esperando, e a primeira banda começa tarde pra cacete, na última então eu já estou em estado dormente. Creio que a última banda tem menor e desatento público, que a prejudica em minha opinião. Por hora é só minha gente rsrsr. Rock and roll forever e para sempre. Toco em banda cover, pois é difícil achar pessoas não arrogantes, de cabeça aberta e realmente desejosos de vestir a camisa da música própria.

Lucas Trabuco disse...

É que talvez role um certo estrelismo tbm por parte dos músicos, já que nao vamos citar nomes, andei fragando uns que ignoram tudo mas se transformam em umas putinhas quando precisam de convidados. Comecei na cena cover, persisti por mto tempo conhecendo espaços, produtores,bandas, apreciadores, etc... TUDO ISSO com ctza me deu uma certa coragem para de vez criar meu primeiro PROJETO AUTORAL(AnônimosAduzidos), é claro que sabia que muita coisa seria diferente e que tbm iriam mudar, assim como o público principalmente, da curtição fantasiada passei para o lado da verdade, e os que continuaram comigo...esses sim são os verdadeiros! a gente correndo e os amigos dando apoio: derrepente tudo muda! NÃO acompanhei mto a trajetória do SonicFlower, portanto hj em dia fico mto mais satisfeito em saber que uns continuaram como Zombylly e outros que estão surgindo como a Circular Pocket.
APOIO 100% o lance da UNIÃO, grando exemplo o MaringáRock Festival... enquanto isso temos que continuar DIVULGANDO a toda pressão, e se infelizmente o mundo é feita de panelinhas... criaremos uma as com nossas regras! =D

Fabricio Guerrero - Patriotas do Rock disse...

Caro Andye.

Há 10 anos estamos nesta luta, há pessoas e pessoas, gente que gosta do nosso som e outras que não, no entanto falta espaço sim para bandas autorais, ao menos sentimos muito a questão do "o amigo do amigo vai tocar hoje". Participamos muitas vezes do projeto Zombilly no Fernandes Bar, duas vezes tocando e outras apreciando o evento e sinceramente estava muito bacana o projeto. Também as vezes pecamos, e devemos assumir a culpa também, mas muitas vezes não participamos de certos eventos, por não termos uma certa amizade com alguns músicos e não por não querermos e sim talvez por não irem com a nossa cara, isso pode acontecer, pois todos erram, mas poucos assumem o erro e tenta corrigir, já queimei a cara muitas vezes tentando arrumar as coisas. MUITAS VEZES nos tiraram do set list de eventos por causa de rixas que nem mesmo criamos, a não ser quando "plagiaram nossa música", se não plagiaram, tiraram uma lasquinha da nossa criação, ai sim, brigo mesmo. Sem contar que fomos também inúmeras vezes nos eventos do Tribos e quando foi a nossa vez de ser prestigiados, ficamos a esmo. Lançamos 3 CDs,uma música internacionalmente e mesma coisa, e corremos muito atrás de divulgação, com grana do bolso e etc. Sendo assim, creio que realmente fica difícil lutar sozinho, pois uma andorinha só não faz verão. PROPONHO ENTÃO À TODOS que nos unamos num propósito de realizar nosso sonho em conjunto, saber reconhecer os próprios erros, passar uma borracha nos erros que cometeram conosco e caminharmos todos juntos para um mesmo ideal, tal como aconteceu em SEATTLE com o Grunge. Se a minha sugestão servir, e todos quiserem mudar realmente esta história, se topar, seja o nosso líder nesta empreitada, e tenha a certeza que estaremos juntos nessa pra lutar por coisas boas para TODAS AS BANDAS E MÚSICOS DE MÚSICA AUTORAL, mas a galera tem que participar mesmo e parar de putaria. BOM ISSO SE VOCÊ QUISER TAMBÉM....ABRAÇOS

Michel Gomes disse...

Bicho, é foda. Na minha opinião o rock daqui só vai vingar quando o foco não for mais a própria cidade. Temos que pensar em fortalecer as bandas pra que elas decolem. Quando a primeira banda daqui cair no mundo (e se der bem) outras farão o mesmo e isso fará com que público, bares e imprensa local dêem mais credibilidade aos artistas daqui.

Karen Gomes disse...

Michel Gomes, o Cidade Verde Sounds é uma banda de reggae/dub MARINGAENSE, que saiu da zona de conforto e correu atrás. Os caras tão bombando, já tocaram na Costa Rica e vive com a agenda lotada, tocando no Brasil inteiro! Tocaram na edição #2 da revista tb e não tenho do que reclamar quanto à divulgação... os caras divulgam em seus perfis pessoais, página da banda (acho que TODA banda deveria ter uma página no facebook pra divulgar e mostrar o trabalho!). Os Anônimos Aduzidos, são outros... correria! Foram atrás, gravaram um CD suado, participam de tudo que é evento/concurso pra divulgar o som e ainda fizeram os próprios rolês de lançamento do CD. Soundscapes nem se fala... os caras moram e são conhecidos na gringa e tem muita gente de Maringá que nunca ouviu falar. O foco tem que ser a cidade SIM! Só que não tem que esperar sentado, o produtor musical convidar... tem que dar a cara a tapa, correr atrás, conversar, conhecer gente, UNIR! Essas bandas que citei fizeram isso e as que ainda não ganharam, estão chegando perto de conquistar seu espaço. E tem pra todo mundo! Mas como disse nos comentários acima, o lance de evitar concorrência, ajudar um a divulgar o trampo do outro... isso faz a diferença! E quanto ao Andye só organizar Rockabilly (o que é mentira - em partes - pois ele traz o som que realmente curte (assim como nós da Circular Pocket) mas, sempre convida bandas maringaenses pra abrir esses shows! ( Assim como a gente). E na boa, eu não vou trazer uma banda de metal se eu não curto metal. Mas o cara do metal, pode muito bem fazer esse corre, certo? (acho que alguém já falou sobre isso). Enfim... posso não trazer a banda de metal, mas eu posso ajudar na divulgação, por que não? Posso não ouvir, mas respeito. E é isso que falta, união e respeito pelo trampo alheio. Vamos fortalecer essa ideia!

DMacowski disse...

Porra, o Stone matou a pau!
Os futuros tópicos são bacanas, estarei de olho neles!

Michel Gomes disse...

( continuando) assim com as ditas "cenas". Toda ajuda é bem vinda e o fato de se unir, colar nas festas e tudo o mais que foi dito acho válido. Mas penso que as bandas devem expandir os horizontes e saber que o quintal do artista é o mundo, e não só sua cidade. É importante não esquecer nunca de onde se vem, mas também tem que se saber onde quer chegar.

Michel Gomes disse...

Tô no celular, e tá foda... Mas bem, o que eu tinha tido antes desse comentário acima é: Karen, conheço todas as bandas que você citou e eles são correria. É isso que TODAS as bandas devem fazer e sempre foi assim com as ditas "cenas"...

Michel Gomes disse...

Pra finalizar, se unan não só ao rock. Compareçam aos eventos de outros segmentos que lhe agradarem. Tem muita gente na cidade querendo fazer a diferença. Cito aqui a cena literária da cidade que pra mim deve servir de exemplo para a roqueira. Escritores dos "contos maringaenses" (que é um blog e uma compilação de textos) estão ganhando o cenário nacional porque se uniram para dar base aos escritores se profissionalizarem

Eduardo Oliveira disse...

Eduardo (Mãozinha).

Concordo e assino embaixo sobre o que o Bj disse, acho que tem muito "pajé pra pouco indio", a molecada devia parar de ficar esperando e correr atrás, eu sei de muitas bandas boas que só ensaiam, em partes por serem acomodados, mas tem o lado das panelas que existem sim. E já faz um tempo que parei de criar grandes expectativas sobre o assunto, mas acredito que a coisa ainda tenha que piorar muito para melhorar realmente.

Eduardo Oliveira disse...

Concordo com o BJ, os próprios músicos tente que correr atras dos shows, pelo menos comigo sempre foi assim. E não adianta tentar fazer todo mundo ser camarada e tudo mais, isso não da certo e todos sabem, e vamos parar com os falsos engajados que isso já virou piada.