quarta-feira, 19 de julho de 2017

Bandas de Maringá tocam em festival em SP


O próximo sábado (22) será dia de muito barulho em Rancharia (SP, a aproximadamente 210km de Maringá). Acontece a sexta edição do Festival Intervenção Cultural Underground com 13 bandas paranaenses e paulistas, incluindo duas de Maringá: Desgraceria (foto acima) e Turbulence. “O evento tem grande influencia na cena local e da região”, comenta o organizador Fernando Shi, 39 anos. “Logo após o festival recebo vários contatos de pessoas e bandas a fim de participar e enviando material. Bandas novas principalmente”.
O evento tem uma história interessante e que serve de exemplo para prefeituras de outras cidades, inclusive de grandes centros. O comerciante Shi teve a ideia do festival em 2013 quando voltou a morar em Rancharia depois de viver em Bauru. Ele fez as três primeiras edições cobrando ingresso num bar da cidade e depois conseguiu uma parceria com a prefeitura, fazendo os shows com entrada gratuita para o público. “Me senti na necessidade de criar o Intervenção, pois percebi que  a nova geração não ia fazer e ficaria carente por aqui de eventos como esse”, lembra Shi. O Intervenção Cultural Underground reforça o rock independente na região que já tinha em Presidente Prudente, o festival Prudente Inferno.

MARINGÁ – O underground maringaense está bem movimentado, apesar das poucas opções de espaço para shows. Mas as bandas tem a iniciativa no “do it yourself” e sempre tem destaque em outras cidades, como em Rancharia. “Fui nos dois últimos e não vi nenhum ponto negativo”, elogia o festival o baixista do Desgraceria, Digo Cabrel. “Tudo é a um preço bom e tem bandas de lugares diferentes do Brasil”.
O trio maringaense de grindcore tocará quatro músicas novas que estarão num split a ser lançado em breve com bandas sul-americanas e ainda uma versão de uma das principais bandas do gênero no Brasil.

Outro fã do festival ranchariense é o baterista do Turbulence, Denis Maka  (foto acima). “Eu acho o festival sensacional, equipamento bom, bem organizado, bandas boas”, considera o músico que volta ao Intervenção Cultural Underground depois de já ter ido como público e tocado outra vez. A banda que é uma das mais novas do underground maringaense preparou um set com dez músicas e planeja gravar um disco em breve.

GRÁTIS - O festival Intervenção Cultural Underground acontece na Ilha do Balneário, em Rancharia, a partir das 17h, com entrada gratuita. O local tem boa estrutura com equipamento de qualidade para as bandas e espaços como quiosques para alugar. Também há bancas que vendem materiais das bandas. O Projeto Zombilly representará o Clube do Vinil de Maringá no evento com discos de vinil e bottons e ainda na cobertura do festival.
Rancharia fica na região Oeste de São Paulo, tem 100 anos e população de aproximadamente 30 mil pessoas. A região é agrícola, destacando a pecuária.

BANDAS
Feces On Display – goregrind
Chaoslace Death metal
Academic Worms - noise unx D.I.Y.
Deu B.O. H.C. – hardcore
Desalmado – grindcore
Búfalos D'Água – surf music
Desgraceria – grindcore
Surra – crossover / hardcore
Subcut – grindcore
Hutt – grindcore
Obitto – grindcore
Turbulence - metal punk
Discrepante - punk

- Confira o site do festival Intervenção Cultural Underground .  

Fotos das bandas: Andye Iore

sábado, 15 de julho de 2017

Wander Wildner faz um dos seus melhores shows no Paraíso do Rock


A primeira noite da décima edição do festival Paraíso do Rock, em Paraíso do Norte (a aproximadamente 80km de Maringá) teve um show memorável de Wander Wildner (foto acima). Poucas vezes os fãs o viram tão à vontade num palco como foi ontem (14). Ele alternou o set com músicas mais conhecidas do público, com as do disco novo “A vida é uma toalha estendida no varal” (2017) e ainda tocou “Sandina”, de sua época com Os Replicantes.
O final do show foi de uma grande interação entre banda e público com uma situação bem incomum na carreira de Wander Wildner: um fã subiu ao palco para tocar guitarra e deixar o artista somente cantando. Foi em “Eu tenho uma camiseta...” que foi tocada por Tiago Tu, músico local. O que mostra o quanto Wander Wildner se sente à vontade em Paraíso do Norte, pequena cidade do interior do Paraná que recebeu ontem o sexto show do músico. O que mostra que nem sempre a cidade grande tem os melhores espaços e o melhor público. Que mesmo numa cidade pequena, o artista é respeitado e sua obra incomum é admirada como deve ser.
Depois de terminado o set a madrugada animada ganhou ares de festa com o a banda brindando o público que cantou em coro clássicos como “Amigo punk”, com os microfones tomados pela família Vizzotto, “Eu não consigo ser alegre o tempo todo”, “Mares de cerveja”, “Boas notícias”, entre outras.

A primeira noite teve abertura da já tradicional dupla Cidão & Tuzinho, tocando clássicos das edições anteriores do festival. Em seguida os catarinenses dos Helvéticos mandaram seu rock´n´roll clássico. A boa surpresa que saiu do palco com fãs a mais foram os paraibanos do Seo Pereira & o Coletivo 401 que mantem o mangue beat presente na música brasileira. Wander Wildner foi a quarta atração aglomerando o público na frente do palco. E fechando a noite uma celebração ao psicodelismo com os brasilienses do Almirante Shiva que fez um show em homenagem ao guitarrista e baixista Pedro Souto que morreu esse ano. No final a banda seguiu atendendo pedidos e desfilou um set de clássicos psicodélicos e garage como Jimi Hendrix, The Sonics, entre outros. Mais uma vez o público foi convidado ao palco com Tiago Tu e o maringaense Thiago Guglielmi (do Montanas Trio) dando um show à parte na guitarra e vocal.

DIA DOIS – A comemoração de uma década de Paraíso do Rock está tão bacana que é a primeira vez que o evento pe realizado com calor, apesar de ser Inverno. Tanto é que a sexta-feira que, tradicionalmente, tem menos público e termina cedo, ontem recebeu mais público que o comum e foi até  quase 5h da madrugada. Hoje o festival termina com a confraternização das bandas num churrasco à tarde e shows de Cadillac Dinossauros (PR), Las Diferencias (Arg), Acústicos & Valvulados (RS) e Corpsia (PR).

Fotos: Andye Iore 





sexta-feira, 14 de julho de 2017

Tributo a Belchior abre Paraíso do Rock 2017







O Paraíso do Rock 2017 começou hoje (13) em Paraíso do Norte (a aproximadamente 80km de Maringá). A abertura do evento foi com um Tributo a Belchior com Cidão Tim (vocalista do The Jalmas) tocando violão e o jornalista Jotabê Medeiros falando sobre o livro “Apenas um rapaz latino-americano”, que ele escreveu sobre o cantor e será lançado em breve pela Todavia Editora.
O evento teve ainda participação do grafiteiro local Felipe Newmove fazendo no palco um grafiti de Belchior que foi presenteado para Medeiros no final da apresentação.
O jornalista contou detalhes da produção do livro que começou a ser escrito antes da morte do cantor. Curiosamente, Jotabê Medeiros não conheceu Belchior justamente por outra morte na família, de um irmão, que acabou adiando a viagem que ele faria para encontrar o cantor. O que foi o momento emocionante da noite de hoje, que levou o jornalista às lágrimas ao lembrar das histórias que se cruzaram.
A palestra teve apresentação de discos de vinil da coleção de Medeiros que ajudaram a ilustrar a cronologia da carreira de Belchior. 

Fotos: Andye Iore

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Paraíso do Rock celebra dez anos de rock autoral


O festival Paraíso do Rock, em Paraíso do Norte (a aproximadamente 80km de Maringá) chega em sua décima edição tendo como headliners Wander Wildner (foto), Acústico e Valvulados e uma banda argentina, somando 14 shows no total incluindo os eventos paralelos, com cobertura do Zombilly. São dez anos realizando um festival de rock autoral numa região dominada pelo sertanejo e bandas covers. O desafio do organizador Beto Vizzotto foi encarado sem mudar o perfil do evento, caracterizado pela bandas com som próprio, rock regional nordestino e bandas sulamericanas. 
É uma mostra cultural de dar inveja aos produtores culturais dos grandes centros que não conseguem manter uma marca por tanto tempo na ativa como é o Paraíso do Rock. "É uma década na resistência à massificação da cultura sertaneja , patrocinado pela indústria fonográfica", avalia Vizzotto, que é ex-prefeito da cidade e costuma cantar com as bandas durante o show na frente do palco. "Oferecemos uma alternativa musical para a juventude do Paraná". Outro aspecto importante no histórico do Paraíso do Rock é o caráter amistoso que existe com as bandas, muitas delas retornam para outras apresentações. Bem diferente da formalidade na maioria das cidades onde a banda chega, fica hospedada em hotel, faz o show e vai embora. Em Paraíso do Norte as bandas se confraternizam na casa de Vizzotto em animados churrascos no quintal embalados por sets acústicos dos músicos que se alternam nos instrumentos e microfone. 

EXEMPLO - Um dos melhores exemplos está no gaúcho Wander Wildner que faz esse ano sua sexta apresentação na cidade, incluindo Paraíso do Rock, Festa das Nações no aniversário da cidade e festa particular de aniversário. "É sempre um prazer incrível voltar porque temos boas amizades em Paraíso do Norte. Eles gostam de nós e da nossa música, somos bem tratados e nos divertimos muito. O festival é sensacional, são dez anos. Deve servir de exemplo para todas as cidades". O show de Wander Wildner será na sexta-feira (14) com os clássicos da carreira solo e mais músicos do disco novo "A vida é uma toalha estendida no varal". Ele estará acompanhado de Georgia Branco no baixo e Pitchu Ferraz na bateria. 

Por volta de 2009 Wander Wildner comentava que não escrevia mais músicas novas. O que, felizmente, para os fãs acabou, já que desde 2013 ele fez cinco lançamentos: “Mocochinchi Folksom” (2013), "Existe alguém aí?" (2015), "Wanclub" (2016), "Delírios do sul do mundo em um pub irlandês" (2016) e "A vida é uma toalha estendida no varal" (2017).

O outro headliner desse ano também é gaúcho e também tem muitos fãs na cidade, com as músicas cantadas em coro pelo público. O Acústicos & Valvulados faz sua terceira apresentação na cidade, já tendo tocado em 2010 e 2013. A banda comenta que é muito bacana reencontrar os amigos na cidade e que o set do show será baseado na coletânea "Diamantes Verdadeiros" com os sucessos de 25 anos de banda. 
GRÁTIS - Vale lembrar que o festival oferece camping gratuito com reserva antecipada ligando nos telefones (44) 99909-1744 ou 99940-6699.


O Paraíso do Rock se caracterizou como um evento multicultural e não somente de música. Além dos dois dias de festival que acontecem sempre no final de semana do Dia Mundial do Rock, o organizador Beto Vizzotto (foto à direita) faz questão de realizar eventos paralelos - muitos gratuitos - como Pré-Paraíso, em cidades próximas, valorizando artistas regionais. E também com parcerias como com a argentina Scatter Records, a Cervejaria Araucária, o Projeto Zombilly, o festival londrinense Demo Sul, entre outros. Sem contar que o festival sempre leva produtores e jornalistas de outros estados para participarem do evento. 
 O que acaba sendo uma ótima oportunidade para bandas da região mostrarem seu trabalho. Mas nem todos aproveitam as facilidades, já que há bandas que agendam shows no mesmo final de semana do Paraíso do Rock, se mantendo no seu ostracismo local ao invés de aproveitarem a chance de entregarem seu material para produtores e jornalistas que visitam o Paraíso do Rock, tentando melhor sorte na carreira. 

PARCEIROS - Entre os eventos paralelos desse ano teve o Pré-Paraíso na Cervejaria Araucária, no dia 10 de junho, com bandas de Maringá e Londrina; show com a banda Histeria, no Jumbs Bar, em Paraíso do Norte, no dia 7 de julho; a 24ª Feira do Clube do Vinil de Maringá, com show de Tiago Tu, no dia 9 de julho; e por último o Tributo a Belchior com Cidão Tim (vocalista do The Jalmas) e o jornalista Jotabê Medeiros (da revista Carta Capital) lançando seu livro "Apenas um rapaz latino-americano", na próxima quinta-feira (13), às 19h30, na Casa da Cultura de Paraíso do Norte. (A.I.)

Integração social e cultural reúne músicos e profissionais de outros países
O festival Paraíso do Rock ganhou destaque também pela integração sócio-cultural que promove entre músicos, jornalistas e produtores brasileiros e estrangeiros. Nos dez anos do evento já foram dez bandas internacionais que se apresentaram no palco em Paraíso do Norte. 
O desse ano será o trio argentino de garage rock Las Diferencias (foto à direita), que ganhou no mês passado o Prêmio Gardel de Melhor Disco de Novo Artista de Rock na Argentina, pelo “Al borde del filo”, o segundo album da banda. “Quando estávamos começando, perguntávamos se algum dia o rock nos levaria a compartilhar nossa música com os brasileiros”, lembra o baterista Nicolas Heis, sobre o sonho realizado ao tocar no Paraíso do Rock. 
 O Las Diferencias toca garage rock, gênero que tem garantia de shows animados, barulhentos e muitos fãs no underground. “O garage nunca foi um estilo do mainstream. Mas, tem seu pequeno e fiel grupo de seguidores na maior parte do mundo”, afirma Heis que pretende conhecer grupos novos de garage em sua curta viagem ao Brasil, citando que conhece algumas bandas antigas, mas sabe que tem muitos grupos garageiros novos e de boa qualidade. (A.I.)

GRINGOS
Dead Elvis (Holanda)
Pelea de Galos (Argentina) 
The Great Munzini (India) 
Amazing Onemanband (Uruguai) 
NormA (Argentina) 
Vale de Muñecas (Argentina) 
Molina y Los Cosmicos (Uruguai) 
Los Cocineros (Argentina) 
Jarrah Thompson (Australia) 
Expulsados (Argentina) 

PARAÍSO DO ROCK 2017 
Local: CTG São Jorge, em Paraíso do Norte 
Horário de abertura: 21h Início dos shows: 22h 
Site: www.paraisodorock.com.br
  • 14 de julho (sexta-feira): 
  • 22h - Helvéticos (SC) 
  • 23h30 - Seu Pereira e o Coletivo 401 (PB) 
  • 1h - Wander Wildner (RS) 
  • 2h30 - Almirante Shiva (DF)
  • 15 de julho (sábado): 
  • 22h - Cadillac Dinossauros (PR) 
  • 23h30 - Las Diferencias (Arg) 
  • 1h - Acústicos & Valvulados (RS) 
  • 2h30 - Corpsia (PR)
Texto e fotos: Andye Iore 
Foto Las Diferencias: Diego Giménez 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Recomeçar a vida parte de um simples acorde

* esse post contem spoilers

O filme "Sonhos à Deriva" ("Rudderless", de 2014) parte de uma família bem sucedida que tem um filho estudando numa badalada universidade do interior americano. Tudo vai bem sem vestígios de problemas, até que o filho adolescente dessa família é o autor de um dos tradicionais massacres nas escolas dos Estados Unidos. Ele mata colegas estudantes e acaba morrendo. O que muda drasticamente a vida na comunidade, principalmente dos pais que se separaram e o pai vai morar num barco, passando a viver de subempregos sem se conformar com a tragédia.

Até que ele começa a mexer nas coisas do filho e descobre diversas gravações de um filho talentoso musicalmente. Como um auto-tratamento psicológico, ele começa a tocar as músicas do filho. Se apresenta sozinho num bar da cidade e as músicas chamam a atenção de um adolescente que também é músico e tem problema de auto-estima.
Os dois ficam amigos e o homem vê no adolescente a chance de ter um relacionamento de pai-filho que não teve com o filho que morreu. Eles formam uma banda e fazem sucesso na comunidade. Prestes a darem um importante passo como banda profissionalmente, o segredo é revelado pela ex-namorada do rapaz morto. As músicas eram do assassino da comunidade e não do homem que havia tido a iniciativa de tocar as músicas do filho para tentar corrigir um erro e seguir com a vida.

A banda se separa, os problemas do homem aumentam com desentendimentos com vizinhos e ele acaba preso. Apesar de tantas crises e problemas o filme termina num clima de redenção com o pai em mais uma tentativa de seguir a vida... sem mentir e esconder coisas dessa vez.
"Sonhos à Deriva" tem 1h45 de duração e tem no elenco Billy Crudup (de " Watchmen", 2009, e que fará o novo "The Flash" previsto para 2020) e o músico Ben Kweller. A dupla rende bem na tela e eles tocam e cantam a maioria das músicas do filme. Há referências musicais de Flaming Lips, Sun Records, Wilco, The Stooges, Sonic Youth, entre outros. O elenco tem ainda a monótona Selena Gomez que entra e sai rapidamente de poucas cenas e nem faria falta se fosse substituída por um animal adestrado.
O filme é dirigido por William H. Macy (de "Fargo", 1986) num daqueles raros (e bacanas) casos de atores que ficam milionários em Hollywood e produzem filmes menores prum público alternativo.
* Veja o trailer de "Sonhos à deriva" .


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Daniel Belleza reúne seleção para gravar disco de samba


O músico Daniel Belleza não cansa de surpreender seu público. Seja pelo repertório eclético misturando punk, glam e sons nordestinos, seja pela performance de palco, seja pelo estilo irreverente, ele está sempre produzindo algo. E trabalha atualmente no que deve ser o projeto mais audacioso de sua carreira: um disco de samba e variantes.
Para isso ele convidou amigos e músicos badalados em diferentes segmentos e grava no estúdio do China (que também produz) o disco "Altos Papos com Si Self" que deve ser lançado em agosto desse ano com aproximadamente 12 músicas. “Eu sempre fui fã de samba”, justifica Belleza. “Mas samba tipo Paulinho da Viola. Aí fui juntando os meus sambas e resolvi gravar tudo num disco só”.

O disco "Altos Papos com Si Self" será lançado primeiro em CD, depois em formato digital e em 2018 numa versão em vinil. Uma das músicas é “Samba Desgraça”, versão brasilidade de “Baile desgraça”, do último disco dos Corações em Fúria.  “Esse meu disco era pra ter saído muito antes do disco de samba do Criolo. E é bem melhor!”, se diverte ao conceituar sua nova gravação. A diversão segue até no nome da banda que fará os shows de divulgação do disco novo: Daniel Belleza e grupo Sambelleza.
ROCK - Para os fãs roqueiros que não curtiram a novidade sambista, resta esperar até 2018 quando será lançado o disco novo do Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, cujas músicas já estão prontas e só falta gravar. E será o disco mais pesado de todos garante Belleza.

Confira alguns dos músicos que tocam em "Altos Papos com Si Self":
-Junio Barreto – voz
-Astronauta Pinguim – teclados
-China – vozes e produção
-Rafael Castro - guitarras e vozes
-Chiquinho (Mombojó) - teclados e vozes
-Danislau Tmabém (porcas borboletas) – voz
-Eristhal - violão de 7 cordas e cavaquinho
-Mestre Nico – percussões
-Marcelo Monteiro – sopros
-Felipe Faraco – baixo
-Tony Gordin – Baterias
-Tiago Trad – baterias
-Homero Basílio- percussões
-Yuri Queiroga - guitarras e teclado
-Laya – voz
-Bárbara Eugênia – silêncio
Entre outros

Foto do Daniel Belleza: Andye Iore
Foto da gravação: Arquivo pessoal

Londres realiza festival sobre discos de vinil


Será realizado em Londres, na Inglaterra, nos dias 23 e 24 de setembro, o Vinyl Festival. O evento será no espaço cultural Printworks London e reunirá DJs, selos, gravadoras, lojas, empresários, entre outros da cadeia produtiva do disco de vinil.
A ideia dos organizadores é fazer uma grande feira sobre vinil englobando toda a indústria fonográfica, aproveitando o crescimento do mercado no país. Além da parte comercial o festival terá também palestras sobre o vinil.

Texto: Andye Iore com informações traduzidas do What Hi-Fi?

quinta-feira, 11 de maio de 2017

A criatividade no impresso não acompanha a importância do fato


Tivemos ontem (10) um dia histórico na política brasileira. O primeiro depoimento do ex-presidente Lula para o juiz Sergio Moro, dentro da ação da Lava Jato.
A cobertura da imprensa brasileira é diferente, dependendo da região e dos interesses econômicos e políticos. Como fica claro nas capas dos principais jornais brasileiros.
Vale ressaltar a falta de criatividade na diagramação das capas, o que mostra outro perfil dos jornais: a crise no setor com o fechamento de empresas e redução no quadro das redações. Com isso, a qualidade vai ficando cada vez mais para trás. Numa pauta histórica como essa sempre é comum os jornais ousarem na criatividade do material publicado.

Das oito capas selecionadas aqui, somente três fizeram uma diagramação fora do comum. O Correio Braziliense usou a repetição em sequencia de imagens (numa boa opção frente à falta de imagens que foram tiradas de um video e nao feita por fotógrafos dos veículos); o Metro usou a linguagem dos quadrinhos com balões e falas de Lula; e o Diário de Cuiabá abriu uma foto, num recurso simples, mas que nem os maiores jornais usaram.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O punk não existiria sem Danny Fields


Já está disponível no Netflix o documentário “Danny says” que foi lançado em 2015. O vídeo é sobre a vida e obra do agente cultural americano Danny Fields, 77 anos, que foi uma mistura de produtor, fotógrafo e assessor de imprensa de bandas que aprendemos a gostar no decorrer dos anos. Como Velvet Undeground, The Stooges, MC5, Ramones, Modern Lovers, entre tantas outras que ele tinha afinidades artística e sexuais, de maneira independente ou trabalhando para revistas e gravadoras.
O documentário nem é tão bem produzido, mas é muito interessante com entrevistas com Danny em diferentes períodos, até gravações em fitas cassete com ele conversando com artistas entre as décadas de 1960 e 1970.
O filme tem muitas passagens curiosas e divertidas com as bandas falando sobre Danny. Como a com Iggy Pop contando que a banda não gostava dele como empresário e tentava de todas as maneiras se livrar dele. Até que um dia, propositalmente, a banda passou com o caminhão deles numa ponte baixa, estourou o veículo e destruiu parte dos equipamentos dando um prejuízo enorme para o empresário que desistiu de trabalhar com a problemática The Stooges.
Na parte jornalística tem uma sequencia irônica de como Danny influenciou a mídia cultural americana. Ele trabalhava para revistas adolescentes e conseguia incluir a tosquice punk nas publicações. E acabou criando polêmicas que correram o mundo, como um caso que fez os Beatles serem odiados e perseguidos nos Estados Unidos.
Danny Fields foi tão importante nos bastidores da época que foi até homenageado pelos Ramones na música “Danny says”, gravada no disco “End of the Century” em 1980. “Danny says” tem 1h45 de duração e é o segundo doc do cineasta Brendan Toller, que em 2008 fez o vídeo “I Need That Record!” sobre lojas de discos de vinil.
* Confira o trailer do doc  Danny says”.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Barbearia vira espaço cultural em Londrina


O próximo sábado (18) em Londrina terá uma boa opção cultural. A Mi Casa receberá a primeira edição da feira de discos de vinil - com participação do Clube do Vinil de Maringá -  com um bazar cultural e discotecagem de Gustavo Veiga. O evento será entre 12h e 20h com entrada gratuita.

O espaço que fica na rua Paraíba, 191, é uma barbearia e um estúdio de tatuagem. E se transforma num ponto cultural dos londrinenses, incluisve com shows de bandas. Essa semana teve até gravação de um video do músico local Mau Werner.

Para o evento de sábado a Mi Casa terá chopp bem gelado, sendo Pilsen Brasser e um Pale Ale da Birra Morcelli. O acervo de discos tem destaque para rock, entre o independente brasileiro e até importados. E também de outros gêneros variados, com discos usados, a preços camaradas. Os expositores aceitam pagamento com cartão.
- Confira a página do Mi Casa no Facebook . 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Festival valoriza bandas de rock autoral na região



Será realizada amanhã (11) em Maringá o festival Arapyau 2017. O evento será no Casa da Vó Bar, na avenida Euclídes da Cunha, 155, a partir das 18 horas, com ingresso antecipado a R$ 10.
Sete bandas de Maringá, Mandaguari e Paranavaí se apresentarão com rock de composições próprias. São elas Kanis, Laundromaths, Claudio Caldeira, Dedo na Quina, Draw the Line, Fracasoul e Montanas Trio, que está agendado para fechar a noite roqueira.
O Montanas Trio estava parado há um ano e volta com sua formação original que não tocava junta há dois anos. O trio que mistura rock com black music foi formado em 2013 e teve uma curiosidade na cena roqueira maringaense: os músicos colocaram os instrumentos num carro e caíram na estrada, sem depender de produtores ou bares. Dessa maneira passaram por vários estados e foram até o Uruguai, chegando até a tocar na praia e na calçada.
Os estilos das bandas do Arapyau são bem variados como psicodélico, black music, hard core, pop, entre outros. O festival também terá bazar cultural com discos de vinil, roupas e acessórios.

ROCK NACIONAL - Essa é a segunda edição do festival que valoriza a produção de som autoral entre bandas da região. O grupo de produtores Esquema Rock Livre faz eventos desde 2012 e realizará no segundo semestre a sexta edição do Maringá Rock Festival, com participação de bandas do cenário nacional. O evento teve nas edições anteriores Casa das Máquinas, Wander Wildner, entre outros. Mais informações no Facebook : @maringarocklivre


Foto: Andye Iore

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Punks se unem e fazem Carnaval roqueiro em Maringá

FFAR

The Junkies

Fossa Punk
Quem não gosta de Carnaval terá uma boa opção para não ficar em casa reclamando da vida na próxima terça-feira (28) em Maringá. Um grupo de amigos e bandas punks da cidade se mobilizou para fazer o evento batizado de Punk Folia, no Crowbar (na avenida São Paulo, 330, centro).
O nome e o cartaz são uma ironia à alienação que ronda a sociedade nessa época. Os nomes das bandas foram colocados sobre confetes e serpentinas que, claro, não tem relação com a ideologia punk. "Essa é uma época que quem gosta de rock fica em casa ou viaja. Mas nem todo mundo consegue viajar para se distrair. Então resolvemos fazer um evento para nós mesmos nos divertir", comentou o jornalista Andye Iore, um dos organizadores.
O Crowbar abrirá às 16 horas e a banda Força Fé Ataque e Resistência (FFAR) toca a partir das 17h30. Em seguida entram The Junkies e Fossa. Tem ainda a estreia do Caos 77 que fará uma participação. E mais leitura de poesia maldita e bazar cultural com discos de vinil. Evento com entrada gratuita, dentro do lema punk "do it yourself", o faça você mesmo. Já que as bandas ajudam na organização e levam equipamentos para os shows.
Contrastando com a ilusão carnavalesca as bandas do Punk Folia tem letras e  discurso contra injustiças sociais, corrupção política, discriminação racial e sexual, alienação religiosa, entre outras situações que fazem parte da rotina de qualquer pessoa na comunidade. É um evento que alia a diversão com a conscientização.

- Veja video da música "Inferno", da banda The Junkies.

- Veja video da música "Liberdade", com o FFAR.

- Veja video da música "Corrompido", da banda Fossa.



FOTOS: Andye Iore / Arquivo The Junkies

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

TMMM foca nos palcos em 2017


A banda piracicabana de surf music The Mullet Monster Mafia  (foto) vai se dedicar a fazer muitos shows em 2017 e não deve lançar disco esse ano. O trio se prepara para tocar no festival Psycho Carnival no final do mês, onde costuma fazer grandes apresentações e ganhar mais fãs, inclusive gringos.
O TMMM está em tour divulgando o disco “Surf´n´goat”. A banda apresenta um novo baixista Jeferson “Jé” Novaes, que substitui temporariamente Netão que está em tratamento de saúde. Jé chegou no primeiro ensaio na semana passada já com todas as músicas do set tiradas e foi muito bem em três shows que a banda fez no último final de semana (fotos desse post).
O disco “Surf´n´goat” é um compacto 7” lançado pelo selo belga Drunkabilly Records com quatro músicas – “Surf 'n'Goat”, “Porno diesel”, “Fishwater Cataia” e “Black Coffin Board”. O disco é em vinil vermelho e as copias são numeradas. Foram feitas mil copias na Europa, sendo que 250 vieram para o Brasil. A gravadora considera fazer uma segunda prensagem menor e com o vinil em outra cor.
O TMMM fez uma tour no ano passado na Europa passando por oito países e eles voltam esse ano para a quarta temporada europeia, tocando nos principais festivais europeus de surf music.
O festival Psycho Carnival acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro, no Jokers Pub, em Curitiba, com 24 bandas em quatro dias. O Projeto Zombilly bateu um papo com o baterista Nery que comentou sobre as novidades do The Mullet Monster Mafia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como está o trabalho do Mullet Monster Mafia agora ?
NERY -
Estamos na tour do compacto “Surf´n´goat” que saiu no ano passado e vamos fazer mais shows esse ano pra divulgar esse disco em outros lugares. E vamos voltar pra Europa no meio do ano, que será a segunda parte dessa tour europeia. Vamos participar de festivais de Verão lá, devem ser uns cinco ou seis festivais. E também estamos tentando shows na Argentina e Colombia.
A banda está com baixista temporário ...
Estamos fazendo uma mini tour em São Paulo e Minas Gerais antes do Psycho Carnival. Quem está tocando baixo é o Jé [Jeferson Novaes]. Ele está ajudando a gente depois do Murilo que tocou também, enquanto define a situação do Netão. O Jé que está escalado para tocar no Psycho Carnival conosco. Ele tocava numa banda de Piracicaba chamada One Minute Less. Ele tem uma história bacana na cena punk e hard core da cidade.
E qual planejamento para gravação e discos?
Provavelmente não devemos fazer disco novo esse ano. Vamos bater bastante no “Surf´n´goat” mesmo, que é o material novo, bacana e tem boa aceitação. Vamos divulgar bem esse material e podemos até lançar uma segunda edição dele na Europa. Vamos tratar disso na tour na Europa. Vamos entrar em estúdio só no ano que vem pra fazer um álbum novo da banda.
Como será o show no Psycho Carnival?
Quem vai tocar baixo será o Jé que já fez alguns shows essa semana. Vamos fazer o nosso surf porrada. Vamos mexer em alguma coisa no set para não fazer show igual todo ano pra dar uma dinâmica diferente no show.
Como é o público do Mullet Monster Mafia na Europa?
A Europa é bom demais pra gente! Na última tour que fizemos teve gente viajando de um país pro outro pra ver a gente tocar. Vimos muitas camisetas de tour passadas nossas. E a recepção é sempre muito boa. O público compra o merchandising da banda... é uma puta diversão. Não é muito diferente do Brasil, mas é mais intenso. Nós fechamos blocos de shows e acabamos sentindo essa intensidade mais frequente. O fato de voltarmos para Europa esse ano não estava nos nossos planos. Íamos trabalhar num disco esse ano, mas no decorrer da tour no ano passado surgiram mais convites para tocarmos nos festivais de Verão lá. Então vamos fortalecer ainda mais o nome da banda na Europa e voltar com um disco novo em 2018.
Quais são as regiões que tem um público e bandas mais bacanas de surf music?
A França é massa demais pra surf music! As escolas francesa e belga, que sempre falo que são a segunda geração da surf music. Hoje na França tem umas bandas absurdas como a Cannibal Mosquitos, Demon Vendetta, The Irradiates, o Hawaii Samurai voltou e está fazendo shows. Na Bélgica tem o SpeedBall Jr, Fifty Foot Combo lançou um puta disco novo e um dos melhores lançados no ano passado. Pra mim, sempre Bélgica e França são bem legais. Além disso tem a Austria que sempre vamos pra lá fazer shows com o Burning Aces que são nossos irmãos de lá e são sempre legais também.
DISCOGRAFIA

- “Power surf orchestra” (CD, 2009)
 - “Dogs of the seas” (CD, 2011)
 - “Clash Of The Irresistible” (12”, 2013)
 - “To mega surf” (12” picture, 2015)
- “Adenaline explosion” (K7, 2016)
- “Surf´n´goat” (7”, 2016)








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Fotos: Andye Iore

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Cash in Flowers faz acústico no Clube do Vinil



O músico Nelson Cancini mal chegou em Maringá para passar as férias e já está rodando os palcos da cidade com o Cash in Flowers. A banda já fez um show essa semana e tocará novamente – em versão duo acústico - na 20ª Feira do Clube do Vinil de Maringá (CVM), no Mercadão Municipal de Maringá, no próximo domingo (15).
O evento acontece entre 9h e 15h, com entrada gratuita, e apresentação está marcada para o começo da tarde após o encerramento da agenda cultural do Mercadão na praça de eventos. O show do Cash in Flowers terá Nelson Cancini e Maycon Milani com voz e violão  e acontecerá no espaço da feira de discos, no fim do corredor principal, em frente ao bar Holy Hops – Tap Station. Vale ressaltar que após um certo horário à tarde a entrada principal do Mercadão pela avenida fecha e fica aberta somente a entrada lateral no Calçadão pelos restaurantes.
Cancini mora em Londres atualmente onde canta na banda Chasing Ghosts. Mesmo em outro país ele mantém o Cash in Flowers em atividade, com a banda já tendo músicas novas e com planejamento de lançar um disco. Saiba mais sobre a feira de discos do CVM .
Foto: Andye Iore