quarta-feira, 17 de maio de 2017

Daniel Belleza reúne seleção para gravar disco de samba


O músico Daniel Belleza não cansa de surpreender seu público. Seja pelo repertório eclético misturando punk, glam e sons nordestinos, seja pela performance de palco, seja pelo estilo irreverente, ele está sempre produzindo algo. E trabalha atualmente no que deve ser o projeto mais audacioso de sua carreira: um disco de samba e variantes.
Para isso ele convidou amigos e músicos badalados em diferentes segmentos e grava no estúdio do China (que também produz) o disco "Altos Papos com Si Self" que deve ser lançado em agosto desse ano com aproximadamente 12 músicas. “Eu sempre fui fã de samba”, justifica Belleza. “Mas samba tipo Paulinho da Viola. Aí fui juntando os meus sambas e resolvi gravar tudo num disco só”.

O disco "Altos Papos com Si Self" será lançado primeiro em CD, depois em formato digital e em 2018 numa versão em vinil. Uma das músicas é “Samba Desgraça”, versão brasilidade de “Baile desgraça”, do último disco dos Corações em Fúria.  “Esse meu disco era pra ter saído muito antes do disco de samba do Criolo. E é bem melhor!”, se diverte ao conceituar sua nova gravação. A diversão segue até no nome da banda que fará os shows de divulgação do disco novo: Daniel Belleza e grupo Sambelleza.
ROCK - Para os fãs roqueiros que não curtiram a novidade sambista, resta esperar até 2018 quando será lançado o disco novo do Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, cujas músicas já estão prontas e só falta gravar. E será o disco mais pesado de todos garante Belleza.

Confira alguns dos músicos que tocam em "Altos Papos com Si Self":
-Junio Barreto – voz
-Astronauta Pinguim – teclados
-China – vozes e produção
-Rafael Castro - guitarras e vozes
-Chiquinho (Mombojó) - teclados e vozes
-Danislau Tmabém (porcas borboletas) – voz
-Eristhal - violão de 7 cordas e cavaquinho
-Mestre Nico – percussões
-Marcelo Monteiro – sopros
-Felipe Faraco – baixo
-Tony Gordin – Baterias
-Tiago Trad – baterias
-Homero Basílio- percussões
-Yuri Queiroga - guitarras e teclado
-Laya – voz
-Bárbara Eugênia – silêncio
Entre outros

Foto do Daniel Belleza: Andye Iore
Foto da gravação: Arquivo pessoal

Londres realiza festival sobre discos de vinil


Será realizado em Londres, na Inglaterra, nos dias 23 e 24 de setembro, o Vinyl Festival. O evento será no espaço cultural Printworks London e reunirá DJs, selos, gravadoras, lojas, empresários, entre outros da cadeia produtiva do disco de vinil.
A ideia dos organizadores é fazer uma grande feira sobre vinil englobando toda a indústria fonográfica, aproveitando o crescimento do mercado no país. Além da parte comercial o festival terá também palestras sobre o vinil.

Texto: Andye Iore com informações traduzidas do What Hi-Fi?

quinta-feira, 11 de maio de 2017

A criatividade no impresso não acompanha a importância do fato


Tivemos ontem (10) um dia histórico na política brasileira. O primeiro depoimento do ex-presidente Lula para o juiz Sergio Moro, dentro da ação da Lava Jato.
A cobertura da imprensa brasileira é diferente, dependendo da região e dos interesses econômicos e políticos. Como fica claro nas capas dos principais jornais brasileiros.
Vale ressaltar a falta de criatividade na diagramação das capas, o que mostra outro perfil dos jornais: a crise no setor com o fechamento de empresas e redução no quadro das redações. Com isso, a qualidade vai ficando cada vez mais para trás. Numa pauta histórica como essa sempre é comum os jornais ousarem na criatividade do material publicado.

Das oito capas selecionadas aqui, somente três fizeram uma diagramação fora do comum. O Correio Braziliense usou a repetição em sequencia de imagens (numa boa opção frente à falta de imagens que foram tiradas de um video e nao feita por fotógrafos dos veículos); o Metro usou a linguagem dos quadrinhos com balões e falas de Lula; e o Diário de Cuiabá abriu uma foto, num recurso simples, mas que nem os maiores jornais usaram.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O punk não existiria sem Danny Fields


Já está disponível no Netflix o documentário “Danny says” que foi lançado em 2015. O vídeo é sobre a vida e obra do agente cultural americano Danny Fields, 77 anos, que foi uma mistura de produtor, fotógrafo e assessor de imprensa de bandas que aprendemos a gostar no decorrer dos anos. Como Velvet Undeground, The Stooges, MC5, Ramones, Modern Lovers, entre tantas outras que ele tinha afinidades artística e sexuais, de maneira independente ou trabalhando para revistas e gravadoras.
O documentário nem é tão bem produzido, mas é muito interessante com entrevistas com Danny em diferentes períodos, até gravações em fitas cassete com ele conversando com artistas entre as décadas de 1960 e 1970.
O filme tem muitas passagens curiosas e divertidas com as bandas falando sobre Danny. Como a com Iggy Pop contando que a banda não gostava dele como empresário e tentava de todas as maneiras se livrar dele. Até que um dia, propositalmente, a banda passou com o caminhão deles numa ponte baixa, estourou o veículo e destruiu parte dos equipamentos dando um prejuízo enorme para o empresário que desistiu de trabalhar com a problemática The Stooges.
Na parte jornalística tem uma sequencia irônica de como Danny influenciou a mídia cultural americana. Ele trabalhava para revistas adolescentes e conseguia incluir a tosquice punk nas publicações. E acabou criando polêmicas que correram o mundo, como um caso que fez os Beatles serem odiados e perseguidos nos Estados Unidos.
Danny Fields foi tão importante nos bastidores da época que foi até homenageado pelos Ramones na música “Danny says”, gravada no disco “End of the Century” em 1980. “Danny says” tem 1h45 de duração e é o segundo doc do cineasta Brendan Toller, que em 2008 fez o vídeo “I Need That Record!” sobre lojas de discos de vinil.
* Confira o trailer do doc  Danny says”.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Barbearia vira espaço cultural em Londrina


O próximo sábado (18) em Londrina terá uma boa opção cultural. A Mi Casa receberá a primeira edição da feira de discos de vinil - com participação do Clube do Vinil de Maringá -  com um bazar cultural e discotecagem de Gustavo Veiga. O evento será entre 12h e 20h com entrada gratuita.

O espaço que fica na rua Paraíba, 191, é uma barbearia e um estúdio de tatuagem. E se transforma num ponto cultural dos londrinenses, incluisve com shows de bandas. Essa semana teve até gravação de um video do músico local Mau Werner.

Para o evento de sábado a Mi Casa terá chopp bem gelado, sendo Pilsen Brasser e um Pale Ale da Birra Morcelli. O acervo de discos tem destaque para rock, entre o independente brasileiro e até importados. E também de outros gêneros variados, com discos usados, a preços camaradas. Os expositores aceitam pagamento com cartão.
- Confira a página do Mi Casa no Facebook . 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Festival valoriza bandas de rock autoral na região



Será realizada amanhã (11) em Maringá o festival Arapyau 2017. O evento será no Casa da Vó Bar, na avenida Euclídes da Cunha, 155, a partir das 18 horas, com ingresso antecipado a R$ 10.
Sete bandas de Maringá, Mandaguari e Paranavaí se apresentarão com rock de composições próprias. São elas Kanis, Laundromaths, Claudio Caldeira, Dedo na Quina, Draw the Line, Fracasoul e Montanas Trio, que está agendado para fechar a noite roqueira.
O Montanas Trio estava parado há um ano e volta com sua formação original que não tocava junta há dois anos. O trio que mistura rock com black music foi formado em 2013 e teve uma curiosidade na cena roqueira maringaense: os músicos colocaram os instrumentos num carro e caíram na estrada, sem depender de produtores ou bares. Dessa maneira passaram por vários estados e foram até o Uruguai, chegando até a tocar na praia e na calçada.
Os estilos das bandas do Arapyau são bem variados como psicodélico, black music, hard core, pop, entre outros. O festival também terá bazar cultural com discos de vinil, roupas e acessórios.

ROCK NACIONAL - Essa é a segunda edição do festival que valoriza a produção de som autoral entre bandas da região. O grupo de produtores Esquema Rock Livre faz eventos desde 2012 e realizará no segundo semestre a sexta edição do Maringá Rock Festival, com participação de bandas do cenário nacional. O evento teve nas edições anteriores Casa das Máquinas, Wander Wildner, entre outros. Mais informações no Facebook : @maringarocklivre


Foto: Andye Iore

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Punks se unem e fazem Carnaval roqueiro em Maringá

FFAR

The Junkies

Fossa Punk
Quem não gosta de Carnaval terá uma boa opção para não ficar em casa reclamando da vida na próxima terça-feira (28) em Maringá. Um grupo de amigos e bandas punks da cidade se mobilizou para fazer o evento batizado de Punk Folia, no Crowbar (na avenida São Paulo, 330, centro).
O nome e o cartaz são uma ironia à alienação que ronda a sociedade nessa época. Os nomes das bandas foram colocados sobre confetes e serpentinas que, claro, não tem relação com a ideologia punk. "Essa é uma época que quem gosta de rock fica em casa ou viaja. Mas nem todo mundo consegue viajar para se distrair. Então resolvemos fazer um evento para nós mesmos nos divertir", comentou o jornalista Andye Iore, um dos organizadores.
O Crowbar abrirá às 16 horas e a banda Força Fé Ataque e Resistência (FFAR) toca a partir das 17h30. Em seguida entram The Junkies e Fossa. Tem ainda a estreia do Caos 77 que fará uma participação. E mais leitura de poesia maldita e bazar cultural com discos de vinil. Evento com entrada gratuita, dentro do lema punk "do it yourself", o faça você mesmo. Já que as bandas ajudam na organização e levam equipamentos para os shows.
Contrastando com a ilusão carnavalesca as bandas do Punk Folia tem letras e  discurso contra injustiças sociais, corrupção política, discriminação racial e sexual, alienação religiosa, entre outras situações que fazem parte da rotina de qualquer pessoa na comunidade. É um evento que alia a diversão com a conscientização.

- Veja video da música "Inferno", da banda The Junkies.

- Veja video da música "Liberdade", com o FFAR.

- Veja video da música "Corrompido", da banda Fossa.



FOTOS: Andye Iore / Arquivo The Junkies

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

TMMM foca nos palcos em 2017


A banda piracicabana de surf music The Mullet Monster Mafia  (foto) vai se dedicar a fazer muitos shows em 2017 e não deve lançar disco esse ano. O trio se prepara para tocar no festival Psycho Carnival no final do mês, onde costuma fazer grandes apresentações e ganhar mais fãs, inclusive gringos.
O TMMM está em tour divulgando o disco “Surf´n´goat”. A banda apresenta um novo baixista Jeferson “Jé” Novaes, que substitui temporariamente Netão que está em tratamento de saúde. Jé chegou no primeiro ensaio na semana passada já com todas as músicas do set tiradas e foi muito bem em três shows que a banda fez no último final de semana (fotos desse post).
O disco “Surf´n´goat” é um compacto 7” lançado pelo selo belga Drunkabilly Records com quatro músicas – “Surf 'n'Goat”, “Porno diesel”, “Fishwater Cataia” e “Black Coffin Board”. O disco é em vinil vermelho e as copias são numeradas. Foram feitas mil copias na Europa, sendo que 250 vieram para o Brasil. A gravadora considera fazer uma segunda prensagem menor e com o vinil em outra cor.
O TMMM fez uma tour no ano passado na Europa passando por oito países e eles voltam esse ano para a quarta temporada europeia, tocando nos principais festivais europeus de surf music.
O festival Psycho Carnival acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro, no Jokers Pub, em Curitiba, com 24 bandas em quatro dias. O Projeto Zombilly bateu um papo com o baterista Nery que comentou sobre as novidades do The Mullet Monster Mafia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como está o trabalho do Mullet Monster Mafia agora ?
NERY -
Estamos na tour do compacto “Surf´n´goat” que saiu no ano passado e vamos fazer mais shows esse ano pra divulgar esse disco em outros lugares. E vamos voltar pra Europa no meio do ano, que será a segunda parte dessa tour europeia. Vamos participar de festivais de Verão lá, devem ser uns cinco ou seis festivais. E também estamos tentando shows na Argentina e Colombia.
A banda está com baixista temporário ...
Estamos fazendo uma mini tour em São Paulo e Minas Gerais antes do Psycho Carnival. Quem está tocando baixo é o Jé [Jeferson Novaes]. Ele está ajudando a gente depois do Murilo que tocou também, enquanto define a situação do Netão. O Jé que está escalado para tocar no Psycho Carnival conosco. Ele tocava numa banda de Piracicaba chamada One Minute Less. Ele tem uma história bacana na cena punk e hard core da cidade.
E qual planejamento para gravação e discos?
Provavelmente não devemos fazer disco novo esse ano. Vamos bater bastante no “Surf´n´goat” mesmo, que é o material novo, bacana e tem boa aceitação. Vamos divulgar bem esse material e podemos até lançar uma segunda edição dele na Europa. Vamos tratar disso na tour na Europa. Vamos entrar em estúdio só no ano que vem pra fazer um álbum novo da banda.
Como será o show no Psycho Carnival?
Quem vai tocar baixo será o Jé que já fez alguns shows essa semana. Vamos fazer o nosso surf porrada. Vamos mexer em alguma coisa no set para não fazer show igual todo ano pra dar uma dinâmica diferente no show.
Como é o público do Mullet Monster Mafia na Europa?
A Europa é bom demais pra gente! Na última tour que fizemos teve gente viajando de um país pro outro pra ver a gente tocar. Vimos muitas camisetas de tour passadas nossas. E a recepção é sempre muito boa. O público compra o merchandising da banda... é uma puta diversão. Não é muito diferente do Brasil, mas é mais intenso. Nós fechamos blocos de shows e acabamos sentindo essa intensidade mais frequente. O fato de voltarmos para Europa esse ano não estava nos nossos planos. Íamos trabalhar num disco esse ano, mas no decorrer da tour no ano passado surgiram mais convites para tocarmos nos festivais de Verão lá. Então vamos fortalecer ainda mais o nome da banda na Europa e voltar com um disco novo em 2018.
Quais são as regiões que tem um público e bandas mais bacanas de surf music?
A França é massa demais pra surf music! As escolas francesa e belga, que sempre falo que são a segunda geração da surf music. Hoje na França tem umas bandas absurdas como a Cannibal Mosquitos, Demon Vendetta, The Irradiates, o Hawaii Samurai voltou e está fazendo shows. Na Bélgica tem o SpeedBall Jr, Fifty Foot Combo lançou um puta disco novo e um dos melhores lançados no ano passado. Pra mim, sempre Bélgica e França são bem legais. Além disso tem a Austria que sempre vamos pra lá fazer shows com o Burning Aces que são nossos irmãos de lá e são sempre legais também.
DISCOGRAFIA

- “Power surf orchestra” (CD, 2009)
 - “Dogs of the seas” (CD, 2011)
 - “Clash Of The Irresistible” (12”, 2013)
 - “To mega surf” (12” picture, 2015)
- “Adenaline explosion” (K7, 2016)
- “Surf´n´goat” (7”, 2016)








- Confira a página do The Mullet Monster Mafia no Bandcamp .
- Confira a página do The Mullet Monster Mafia no Facebook .
Fotos: Andye Iore

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Cash in Flowers faz acústico no Clube do Vinil



O músico Nelson Cancini mal chegou em Maringá para passar as férias e já está rodando os palcos da cidade com o Cash in Flowers. A banda já fez um show essa semana e tocará novamente – em versão duo acústico - na 20ª Feira do Clube do Vinil de Maringá (CVM), no Mercadão Municipal de Maringá, no próximo domingo (15).
O evento acontece entre 9h e 15h, com entrada gratuita, e apresentação está marcada para o começo da tarde após o encerramento da agenda cultural do Mercadão na praça de eventos. O show do Cash in Flowers terá Nelson Cancini e Maycon Milani com voz e violão  e acontecerá no espaço da feira de discos, no fim do corredor principal, em frente ao bar Holy Hops – Tap Station. Vale ressaltar que após um certo horário à tarde a entrada principal do Mercadão pela avenida fecha e fica aberta somente a entrada lateral no Calçadão pelos restaurantes.
Cancini mora em Londres atualmente onde canta na banda Chasing Ghosts. Mesmo em outro país ele mantém o Cash in Flowers em atividade, com a banda já tendo músicas novas e com planejamento de lançar um disco. Saiba mais sobre a feira de discos do CVM .
Foto: Andye Iore