terça-feira, 15 de outubro de 2013

Nada de novo no front, é só mais uma banda que honra o rock´n´roll












 
 

Depois de tantas viagens e “trocentos” shows assistidos, eu acabei com uma grande falha no meu histórico roqueiro que era não ter visto ainda um show da banda Inocentes. E aí ficou aquela sensação de “por que não vi antes... e mais vezes?!?”.
A lamentação é ainda maior se lembrar que o disco “Pânico em SP” (1986) foi um dos que eu mais ouvi na época. O show em questão foi no último sábado, no Hush, no festival DemoSul 2013, em Londrina. O bar não estava lotado (uma sensação meio decepcionante porque a banda merecia mais público). Mas, o clima estava ótimo. Bem amistoso, com muitos fãs da banda. O bom equipamento colaborou... a não ser em duas músicas do meio para o final, quando Clemente desistiu de bater com a mão no amplificador e trocou a guitarra no meio de uma música.
O set tinha 17 músicas, sendo só um cover: “São Paulo”, do 365. “Uma banda que nós gostamos muito...”, disse o vocalista Clemente. O clima estava tão bacana que nem a mão machucada e uma febre em 2/4 da banda impediram um bis não programado que incendiou o local. Seguiram “I fought the law” (de Bobby Fuller), “Should I stay or should I go?” (The Clash), “Blitzkrieg bop” (Ramones) e “Ace of spades” (Motorhead).
É ainda mais admirável ver uma banda depois de três décadas, ainda tocando em espaço pequeno para poucas pessoas. Como se não fosse suficiente, toda a banda saiu do camarim depois do show e foi tirar fotos e conversar com os fãs no bar. Já presenciei muitas bandas independentes novas (sem carreira, sem discos e sem moral) não querer sair do camarim para ficar no meio do público.
Gravaria uma entrevista com o Clemente (como costumo fazer com as bandas que curto) para o programa Zombilly no Rádio. Mas já estava tão feliz em ter visto, fotografado e filmado o show que me contentei em gravar apenas uma vinheta para o radio e respeitar o estado de saúde do vocalista que não estava dos melhores, já que a voz já estava mal no final do show.
Valeu Neguim, Digo e Efigênio pela tour nas estradas do Norte do Paraná. E Marcelo Domingues por mais um festival na cabeça e Jean Pera por abrigar o festival.
Fotos: Andye Iore
Foto de Clemente e Andye Iore: Rei Santos

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