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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Flatheads muda o nome

A banda curitibana de drumless rockabilly, Flatheads, mudou seu nome.
Ela foi rebatizada como é Mystery Trio.
O motivo é para evitar problemas jurídicos no futuro, já que eles estão para lançar o disco de estreia e há bandas chamadas Flathead e uma Eddie & The Flatheads.
O Mystery Trio é uma das atrações na quarta edição do Red Foot Stomp, em Londrina, nos dias 4 e 5 de junho.

A banda já era para ter tocado em Maringá, mas as datas não bateram nas negociações no ano passado.
E não vamos fazer em Maringá dessa vez para não atravessar o festival londrinense que vamos participar também, como no ano passado.
Então, fica para breve.
Já vi a banda tocando três vezes e é um show que vale pegar a estrada para ver.
Um desses shows foi no Psycho Carnival desse ano, quando tirei a foto acima.

Ouça o Mystery Trio.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Galeria - Psycho Carnival


Flatheads


Krappulas


Voodoo Zombie


The Strangers


Ovos Presley


Kães Vadius

Fotos: Andye Iore

Como foram os shows

Falar (escrever) que o primerio dia do Psycho Carnival 2010 foi louco, legal, divertido é fazer o óbvio. Primeiro vou comentar sobre a mudança de lugar que gerou muita expectativa em quem já acompanha o evento há anos. O Moinho Eventos é um dos melhores locais para este tipo de festival. Apesar de não ter uma localização tão boa quanto tem o Jokers e o Operário – locais das duas últimas edições – o Moinho tem uma ótima estrutura. O espaço é bem amplo e até dá a sensação de que pode não estar lotado. O Jokers tem uma ótima estrutura, mas é pequeno para o festival. O Operário é grande, mas peca pela estrutura. Então, o Moinho ficou como uma união dos aspectos positivos das duas casas anteriores.

O show começou com atraso de quase uma hora. O Flatheads subiu ao palco por volta das 22h35 e tocou meia hora. A banda mostrou seu rockabilly drumless que fez casais dançarem na frente do palco. O Krappulas começou às 23h15 e tocou meia hora, apresentando uma sonoridade pesada.

O Voodoo Zombie fez o público ir para a frente do palco. A banda chilena começou por volta das 0h e tocou por 40 minutos. O forte da banda é a performance de palco em duas frentes: a sensual pela vocalista Katrina e do visual de filmes de horror que o quarteto apresenta. A banda está bem melhor que quando esteve no Brasil em 2008 e as músicas novas são bem legais.

Os holandeses do The Strangers começaram por volta das 0h50 e tocaram por 50 minutos. Era a banda que mais se divertia até então no palco do festival. Brincaram entre eles e tentaram se comunicar com o público, sem muito sucesso. Mas botaram lenha no wrecking. No final, o vocalista Joey mandou: “Vocês conhecem o Homem de Preto? Nós somos os Homens de Branco”, se referindo às roupas sociais que os quatro usavam e anunciando a próxima música.

Mas diversão teve mesmo com o Ovos Presley. Como sempre. A banda local começou por volta das 1h55 e tocou por 50 minutos. Eles não apresentaram o tradicional visual de personagens de filmes de horror porque esqueceram em casa. O show foi aberto com “Papai é um morto-vivo” que, de cara já fez o wrecking ficar animal. E seguiram hits e brincadeiras tradicionais como o vocalista Ademir falando do Flamengo. O vocalista fez uma das mais intensas apresentações de tantos shows que já vi da banda. Ademir aproveitou bem o espaço grande do palco e pintou, rolou, pulou, dançou e bordou. Saiu com a camisa rasgada e encharcado de suor. Entre as músicas que o público mais cantou junto estavam “Vai tomar no c*”, “Mulher” e “Fome animal”. A banda também tocou músicas novas, como “Apodrecer”. E o vocalista falou no final do show que essa seria a última apresentação da banda... não sei não.

E a primeira noite do festival foi encerrada da melhor maneira possível: com um grande show do Kães Vadius. A banda começou por volta das 3h e tocou por 1h05, com um set recheado de “hits” cantados em coro pelo público. Como “Festa do horror”, “Não tem culpa eu”, “Notícias populares”, “Bem vindo negão”, “Malaka blues”, entre outras.
As que o público mais cantou foram “Psycho Ataque na Madrugada”, “A namoradinha que eu amei ate o sangue jorrar” e “Lilly Poodle”. Nessa última, vários amigos da banda subiram no palco e fizeram uma zona divertida para desespero da turma da organização que cuidava do palco. A banda atendeu pedidos de músicas, lançou vários CDs e DVDs para a plateia e o vocalista Hulkabilly fez vários comentários entre as músicas. Festona da banda que tem 25 anos de psychobilly!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Psycho Carnival 2009 - domingo

Chegamos no Clube Operário por volta das 22h para montarmos a exposição de fotografias. O primeiro show começou por volta das 23h e, infelizmente, perdi a curitibana Hot Rods por ter que ficar organizando a nossa barraquinha no piso inferior.
A segunda banda foi a Dead Rocks, que mandou muito bem sua surf music. O trio toca de terno, segundo um visual de bandas clássicas do gênero. O que eu mais curti foi ver eles tocando “Squad car”, do Eddie & the Showmen”, que é uma das melhores bandas do gênero e nem é tão conhecida, infleizmente.
A terceira banda foi a londrinense The Brown Vampire Catz. E nem o problema na voz do vocalista Preto Aranha atrapalhou o show que foi bem intenso. Wrecking animal e público cantando algumas músicas em côro. Inclusive a nostálgica “Andrade”. O show terminou por volta das 1h10.

A primeira atração internacional da noite foram os americanos do Wrecking Dead. Eles tocam com camisas de time de futebol com o nome da banda e se mostraram fãs da bola, conversando várias vezes com o público sobre o esporte, até o hino dos campos brasileiros como “olê, olê, olê...). A banda mostrou uma energética mistura de psychobilly com punk rock (tanto é que abriram o show chamando o público pelo tradicional “hey ho, let´s go”). O curioso foi ver o baixista judiando do baixo do Coxinha, fazendo movimentos e arrastando o instrumento pelo palco. Coisas que nem o próprio dondo do baixo faz.

Em seguida veio o Ovos Presley, que já deu provas que pode muito bem ser headline de qualquer festival. Vi uma coisa muito legal na platéia que foi gringos no wrecking curtindo a banda curitibana. Eles começaram por volta das 2h15 e desfilaram seus hits sobre mosntros, carrões, drogas, cerveja e sexo. Nem mesmo o narzi sangrando do vocalista Ademir atrapalhou a performance de palco.

A noite foi encerrada com o Frantic Flintostones que mostrou no palco sua dupla nacionalidade: uma bandeira do Brasil e outra da Inglaterra. O show começou por volta das 3h20 e foi até pouco depois das 4h30. Chuck mostrou novas músicas, novas tatuagens e o carisma de sempre. Clássicos da história do psychobilly tocado por músicos brasileiros... e, o curioso é que dessa vez a banda trouxe convidados, com o palco chegando a ser ocupados até por oito músicos.