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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Murilo Marin faz acústico do No Crowd Surfing no Clube do Vinil

no crowd surfing09
A apresentação cultural da feira do Clube do Vinil de Maringá que será realizada no próximo sábado (13) será do guitarrista e vocalista da banda No Crowd Surfing, Murilo Marin (foto).
Ele fará um set com versões acústicas do disco “Pretending I´m not here”, que a banda gravou no ano passado por conta própria num quarto de república em Cianorte, seguindo o conceito lo-fi. O disco foi lançado esse ano e já levou a banda para show no Rio de Janeiro. “Estou terminando as músicas novas para o novo disco e vou testar algumas no Clube do Vinil”, revelou Marin. Ele também deve tocar alguns sons de suas influências como Joy Division, The Smiths, The Cure e Smashing Pumpkins.
A feira do Clube do Vinil de Maringá acontecerá no Kubitschek Bar, na avenida Juscelino Kubitschek, 441, próximo ao Parque do Ingá, das 15h às 20h, com entrada gratuita.
* Confira a página do No Crowd Surfing no Facebook.
* Veja vídeo da música "Herosuits", do No Crowd Surfing.
Foto: Andye Iore

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Quando The Cramps aliviou a barra de Morrissey

livro-capa smiths

Estou lendo o livro “A light that never goes out”, biografia do The Smiths escrita por Tony Fletcher. O livro tem 632 páginas e é repleto de curiosidades sobre o quarteto de Manchester. Estou na página 138 e ainda nem chegou o começo do The Smiths. Tantas páginas – praticamente um livro normalmente – somente para posicionar o leitor sobre questões políticas e sociais das famílias de Morrissey, Johnny Marr, Andy Rourke e Mike Joyce, indo da imigração para a Inglaterra até a formação escolar dos futuros astros pop em Manchester.
Entre tantas curiosidades, o livro relata que em 1979, quando Morrissey completou 20 anos, e vivia crises de identidade entre tentativas frustradas de entrar em bandas e mudanças de cidades, ele amenizou as mágoas ouvindo The Cramps. O que era algo bem destoante até então em suas influências musicais. As crises eram porque muitos dos jovens envolvidos com rock em Manchester já estavam assinando contratos com gravadoras e lançando discos e ele, um expert em assuntos culturais, não tinha nenhuma perspectiva de carreira artística ainda.

“...tentou afastar a crise iminente com uma enxurrada de duas semanas de filmes na televisão. Mas, aquilo não ajudou. ‘Quando eu me deitava à noite, tinha terríveis palpitações, porque estava muito preocupado. Eu acordava às 3 da manhã e começava a andar de um lado para o outro dentro do quarto’. Tirando seu abraço entusiasmado aos psychobillies americanos, The Cramps, o resto do ano passou batido..."

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Roqueiros na “terra de ninguém do rock”


 
O termo punk “do it yourself” se aplica perfeitamente à banda de rock alternativo No Crowd Surfing (foto), de Cianorte (PR). A cidade pequena do interior do Paraná tem aproximadamente 70 mil habitantes, com cultura brega sertaneja latente e economia girando em torno da confecção. O que faz com pessoas do Brasil inteiro se mudem para a cidade para estudar Moda ou Design e trabalhar nas mais de 600 indústrias de roupas na região. E assim a No Crowd Surfing surgiu em 2012 reunindo amigos de sala de aula na universidade (três vindo do estado de São Paulo e um local).
Sem público de rock e shows ocasionais em bares e festas em chácaras com poucas pessoas na plateia, a banda não se importou com as restrições e foi compondo suas próprias canções. A inspiração partiu de Joy Division, The Smiths, Dinosaur Jr. e coisas atuais como Yuck. “Como não tem tradição de rock em Cianorte, vejo que há uma abertura e interesse das pessoas”, comenta o vocalista Murilo Marin. “Nos shows sempre tem uns ´tiozinhos´, famílias que acabam conhecendo e curtindo a banda”. Eles também já tocaram em cidades da região como Maringá, Mandaguari e Umuarama.
O No Crowd Surfing conta hoje com um repertório com nove músicas próprias mais versões de Smiths, The Cure, Smashing Pumpkins, entre outros. O quarteto grava seu primeiro disco que deve ser lançado até o final do ano. As gravações acontecem num quarto da casa de Murilo Marin, no melhor estilo lo-fi, caprichando nas distorções. O quarteto avalia a possibilidade de lançar o disco em SMD e analisa situações para arrecadar dinheiro para bancar o custo estimado de R$ 2 mil.
A origem do nome saiu de um vídeo da música “Our bovine public”, da banda The Cribs, onde aparece um cartaz proibindo no bar o famoso stage diving com as pessoas “surfando” sobre a plateia. O que também nunca acontece nos shows do No Crowd Surfing.
O No Crowd Surfing é:
Murilo Marin – guitarra e vocal
Fernando Tommaselli – guitarra e vocal
Eduardo Nani – bateria e backing vocal
Zane Bertolino – baixo e vocal
* Confira a página no Facebook do No Crowd Surfing.
* Ouça músicas do No Crowd Surfing no Souncloud.








* Para quem já viu um show do No Crowd Surfing e lembrou do Superchunk, vale citar que a banda não conhecia. O Projeto Zombilly já fez a “ponte” e, quem sabe, em breve role alguma versão nos shows.
Fotos: Andye Iore

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Morrissey volta ao Brasil


 
A suposta volta de Morrissey ao Brasil foi um dos assuntos mais comentados nos sites brasileiros sobre música hoje. O site True to You divulgou informações sobre uma nova tour sulamericana do ex-vocalista dos Smiths e citou três datas no Brasil. Os fãs querem a confirmação oficial e podem ficar bem satisfeitos caso seja confirmado. Isso porque os locais dos shows serão bem maiores que o Espaço das Américas, onde Morrissey tocou no ano passado em São Paulo. E, claro, esperar também uma produtora melhor que a XYZ porque foram vários problemas ano passado conforme relatamos aqui. Confira as supostas datas anunciadas:
* 30 de julho – no Credicard Hall, em São Paulo
* 2 de agosto – no Espaço Iguatemi, em Brasilia
* 4 de agosto – CityBank Hall, no Rio de
Janeiro

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Filmes violam história de Renato Russo


 
Os filmes “Faroeste caboclo” e “Somos tão jovens” ganharam destaque na mídia por serem filmes brasileiros que levaram grande público aos cinemas. Como obras cinematográficas são um fiasco. Como objetos de registro da história de um dos maiores roqueiros do Brasil são piores ainda. Ambos são filmes para quem não conhece nada de cinema ou para quem não conhece nada de rock. É para gente que vai ao cinema como quem troca de roupa ou ouve música como quem limpa a bunda no banheiro.
“Faroeste caboclo” é o menos pior por ser interpretação de uma música da Legião Urbana. Se salva no começo como um drama humanista de um jovem que larga a vida sem perspectivas no interior e vai para a cidade grande. Mas logo cai na desgraça interpretativa com uma subcelebridade global fazendo caras e bocas, falando sussurrando e dando sorrisinhos marotos.
“Somos tão jovens” é a vergonha na forma de cinema. A interpretação dos atores é a pior possível. O filme daria um bom musical se tivesse somente a trilha sonora, sem fala nenhuma de personagens. E há muitas falhas. Uma das mais gritantes é a aparição da capa do disco da banda Civil quando o jovem Renato Russo se reúne com os amigos em um quarto. Tal disco foi lançado em 1987, quando a Legião Urbana já tinha três discos lançados. A tal cena no filme mostra parte da história quando a turminha estava entre o Aborto Elétrico e Legião Urbana... não havia nenhuma gravação ainda. Mais constrangedor ainda são os diálogos entre os músicos para escolher os nomes das bandas.
Ou seja, colocou-se qualquer coisa de qualquer jeito no filme porque a maior parte do público não sacaria nada mesmo. Muito menos as pontas dos músicos reais – o que foi feito com maestria em “A festa nunca termina” (2002) – que fizeram a história em Brasília. Muito menos perceberiam a citação relâmpago de Fejão – guitarrista da Escola de Escândalo, uma das bandas brasilienses mais bacanas e que não vingou.  
É maioria nas salas de cinema que é fã do músico que morreu numa fase decadente da carreira gravando músicas românticas bregas, bem longe do tal “gênio” que copiava declaradamente Joy Division e The Smiths. Vá pela curiosidade e pela música. “Faroeste cabloco” toca ou cita Lou Reed, The Clash, Buzzcocks e Sex Pistols. Em “Somos tão jovens” tem New York Dolls, Stiff Little Fingers, The Clash, Gang of Four, Buzzcocks e Joy Division.
* “Faroeste Caboclo” – direção: René Sampaio. Duração: 1h40
* “Somos tão jovens” – direção: Antonio Carlos da Fontoura. Duração: 1h44

domingo, 14 de abril de 2013

O dilema "smithiano"



Johnny Marr está tocando músicas dos Smiths em sua tour de divulgação de seu primeiro disco solo, "The messenger". O dilema para os fãs é que Marr não tem a voz e carisma de Morrissey, mas as composições das músicas são dele. Considerando os boatos que Morrissey pararia de cantar e que, provavelmente, o The Smiths nunca volte a tocar junto com a formação original, seria um consolo aos fãs.
No video acima o clássico "How soon is now" que Morrissey também toca com sua banda.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Johnny Marr lança música nova

O eterno ex-guitarrista do The Smiths está em alta novamente na mídia musical. Foi publicado ontem no canal oficial de Johnny Marr no YouTube o vídeo da música “The Messenger”. A canção faz parte do disco solo do mesmo nome que será lançado em fevereiro de 2013.
A música tem 4min26 e segue a linha clássica do brit pop dos anos 90. O vídeo é em preto & branco (imagem) com cenas de Johnny Marr andando em uma floresta, duna e praia, alternando com close de um solo na guitarra.
Depois de tantas parcerias frustradas, Johnny Marr lança seu disco solo aos 49 anos e mostra que está em boa forma. É claro que não é tão interessante quanto as músicas dos Smiths, mas é bem melhor que a maioria das coisas lançadas entre as bandas de rock alternativo hoje.
·         Veja vídeo de “The Messenger”, de Johnny Marr.

sábado, 17 de março de 2012

Zombilly no Radio - Morrissey


Programa Zombilly no Radio Especial Morrissey
Track list:
First Of The Gang To Die
You Have Killed Me
Black Cloud
When Last I Spoke To Carol
Alma Matters
Still Ill
Everyday Is Like Sunday
Speedway
You're The One For Me, Fatty
I Will See You In Far-Off Places
Meat Is Murder
Ouija Board, Ouija Board
I Know It's Over
Let Me Kiss You
There Is A Light That Never Goes Out
I'm Throwing My Arms Around Paris
Please, Please, Please Let Me Get What I Want
How Soon Is Now?
One Day Goodbye Will Be Farewell

Programa Zombilly no Radio Especial Morrissey
UEM FM 106,9 - www.uem.br
Duração: 1h09
Data: 17 de março de 2012, às 18h
Reprise: 21de março de 2012, às 23h59
Acervo, produção, edição, apresentação: Andye Iore
Coordenação: Paulo Petrini

segunda-feira, 12 de março de 2012

O tosco nos grandes eventos... ou Como Morrissey não merecia essa


Nós que trabalhamos com rock independente convivemos há décadas um o mito que esse meio é tosco, desorganizado e improvisado. Nesse final de semana tivemos exemplo de que a desorganização também acontece em grandes eventos. O show do Morrissey em São Paulo ontem foi uma vergonha na estrutura e organização.

O ingresso caro (R$ 200 e R$ 340 + taxas) não garantiu conforto e boas condições ao público por parte da produtora XYZ e da casa Espaço das Américas. O anunciado era que a casa abriria às 18h e o show de abertura começaria às 20h. Até aí tudo bem. Por volta das 16h já havia uma multidão em duas filas no local, uma para pista comum e outra para pista premium. Por volta das 17h caiu um temporal e milhares de pessoas passaram aproximadamente 50 minutos embaixo da chuva que acabou alagando uma das laterais da rua. O que seria a política da “boa vizinhança” em abrir a casa mais cedo, não aconteceu. Na fila em frente a portaria acumulou tanta água que parecia uma piscina com gente em pé.

A casa aberta e aquela correria para ficar mais na frente possível. Acontece que a ridícula divisão entre pista e pista premium é que a segunda era na frente do palco e a pista comum era no meio do salão. Como é comum, bebidas e alimentos são mais caros dentro dos estabelecimentos do evento. Mas nesse show foi exagerado: garrafa de água pequena a R$ 5, lata de cerveja R$ 7 e pizza (do tamanho de uma esfirra) R$ 10. As camisetas vendidas a R$ 30 do lado de fora com os camelôs (que no final do show passaram a vender por R$ 25) estavam dentro a R$ 60. Anunciadas como camisetas oficiais, nenhuma delas tinha estampada alguma referencia tour brasileira.

Voltando ao show: a abertura foi um lixo. Quem escolheu a tal Kristeen Young merece ser chamado de imbecil. A garota consegue reunir o pior da Bjork, Nina Hagen, Kate Bush e Lady Gaga. E potencializar isso. Ora cantando e martelando um teclado, ora cantando com uma base pré-gravada conseguiu irritar o público e foi aplaudida no final do show depois de tortuosas oito músicas. Não porque o público gostou, mas porque ninguém agüentava mais.

Com a casa cheia (estimativa é que cabem 9 mil pessoas no lugar) com ingressos esgotados, o ar condicionado não funcionou. Na metade do show do Morrissey o ar estava abafado e o suor escorria. Para piorar, quem ficou mais atrás mal conseguiu ver o show. Havia dois telões nas laterais do palco e estavam desligados. E, para piorar, o desrespeito com a banda: na metade do show do Morrissey as caixas do lado esquerdo começaram a “pipocar”. Nas músicas mais lentas rolavam estalos constrangedores que não sei como o Morrissey não reclamou.

Com tudo isso, Morrissey e sua ótima banda fizeram um ótimo show que vou escrever logo mais. O público saiu com aquela sensação de ter tido uma ótima noite, mas o desrespeito gera desconfiança nos próximos shows da XYZ e no Espaço das Américas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Uma luz no fim do túnel dos Smiths


Para quem já havia desistido de uma suposta volta do Smiths, ganhou hoje uma nova esperança. O jornal The Sun publicou uma entrevista com o guitarrista Johnny Marr onde ele comenta que reencontrou Morrissey e até considera voltar a tocar com Andy Rourke. O baterista Mike Joyce não participaria do reencontro porque processou os ex-companheiros de banda por questões de direitos autorais.
Marr comenta na entrevista sobre os processos de composição do Smiths e no que acredita que a banda é tão adorada até hoje.
Começou a ser vendido essa semana o box set The Smiths Complete em edição luxuosa com oito discos da banda, em edições vinil (long play e compacto) e CDs ao custo aproximado de R$ 690.

• Confira o box The Smiths Complete.
• Leia a entrevista de Johnny Marr ao The Sun na íntegra (texto em inglês).

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Morrissey lança músicas novas


Ele está de volta! Podem falar o que quiserem do Morrissey – principalmente que ele é um chato sem tamanho por não querer voltar com o Smiths. Mas o cara ainda manda muito bem no rock... mesmo aos 52 anos de idade. Três músicas novas foram divulgadas ontem na internet. Morrissey disse que já tem o décimo álbum pronto, mas ainda não há gravadora para lançá-lo.
E pelo que dá para perceber em "Action Is My Middle Name", "The Kid's a Looker" e "People Are The Same Everywhere" – gravadas numa sessão de rádio na BBC – não resta dúvida que Morrissey dá um banho na maioria das bandas hypadas atualmente em sites por aí.
Curiosamente, as músicas novas foram divulgadas dois dias antes dos 25 anos do disco “The queen is dead”, um clássico do Smiths. O álbum ganhou uma reedição especial e fãs organizaram eventos sobre o disco.

• Ouça as músicas novas de Morrissey.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Johnny Marr lança polêmica sobre The Smiths


O guitarrista Johnny Marr promete botar mais lenha na eterna fogueira de vaidades do The Smiths. Ele está escrevendo um livro sobre sua carreira e a banda que formou em 1982, em Manchester, com Morrissey e virou lenda com fãs em todo o mundo.
Imagina o tanto de história que Marr tem para contar sobre os chiliques (e brilhantismo artístico) de Morrissey... sem contar, claro, do talento do próprio Johnny Marr que já tocou no The The, Electronic, The Healers, Modest Mouse, The Cribs, entre tantas outras participações como convidado em discos.
Ainda não há data prevista de lançamento da autobiografia de Johnny Marr.
No site do guitarrista você pode conferir novidades interessantes. Como a parceria dele com o músico Hans Zimmer em trilha sonora para o cinema.