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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

TMMM foca nos palcos em 2017


A banda piracicabana de surf music The Mullet Monster Mafia  (foto) vai se dedicar a fazer muitos shows em 2017 e não deve lançar disco esse ano. O trio se prepara para tocar no festival Psycho Carnival no final do mês, onde costuma fazer grandes apresentações e ganhar mais fãs, inclusive gringos.
O TMMM está em tour divulgando o disco “Surf´n´goat”. A banda apresenta um novo baixista Jeferson “Jé” Novaes, que substitui temporariamente Netão que está em tratamento de saúde. Jé chegou no primeiro ensaio na semana passada já com todas as músicas do set tiradas e foi muito bem em três shows que a banda fez no último final de semana (fotos desse post).
O disco “Surf´n´goat” é um compacto 7” lançado pelo selo belga Drunkabilly Records com quatro músicas – “Surf 'n'Goat”, “Porno diesel”, “Fishwater Cataia” e “Black Coffin Board”. O disco é em vinil vermelho e as copias são numeradas. Foram feitas mil copias na Europa, sendo que 250 vieram para o Brasil. A gravadora considera fazer uma segunda prensagem menor e com o vinil em outra cor.
O TMMM fez uma tour no ano passado na Europa passando por oito países e eles voltam esse ano para a quarta temporada europeia, tocando nos principais festivais europeus de surf music.
O festival Psycho Carnival acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro, no Jokers Pub, em Curitiba, com 24 bandas em quatro dias. O Projeto Zombilly bateu um papo com o baterista Nery que comentou sobre as novidades do The Mullet Monster Mafia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como está o trabalho do Mullet Monster Mafia agora ?
NERY -
Estamos na tour do compacto “Surf´n´goat” que saiu no ano passado e vamos fazer mais shows esse ano pra divulgar esse disco em outros lugares. E vamos voltar pra Europa no meio do ano, que será a segunda parte dessa tour europeia. Vamos participar de festivais de Verão lá, devem ser uns cinco ou seis festivais. E também estamos tentando shows na Argentina e Colombia.
A banda está com baixista temporário ...
Estamos fazendo uma mini tour em São Paulo e Minas Gerais antes do Psycho Carnival. Quem está tocando baixo é o Jé [Jeferson Novaes]. Ele está ajudando a gente depois do Murilo que tocou também, enquanto define a situação do Netão. O Jé que está escalado para tocar no Psycho Carnival conosco. Ele tocava numa banda de Piracicaba chamada One Minute Less. Ele tem uma história bacana na cena punk e hard core da cidade.
E qual planejamento para gravação e discos?
Provavelmente não devemos fazer disco novo esse ano. Vamos bater bastante no “Surf´n´goat” mesmo, que é o material novo, bacana e tem boa aceitação. Vamos divulgar bem esse material e podemos até lançar uma segunda edição dele na Europa. Vamos tratar disso na tour na Europa. Vamos entrar em estúdio só no ano que vem pra fazer um álbum novo da banda.
Como será o show no Psycho Carnival?
Quem vai tocar baixo será o Jé que já fez alguns shows essa semana. Vamos fazer o nosso surf porrada. Vamos mexer em alguma coisa no set para não fazer show igual todo ano pra dar uma dinâmica diferente no show.
Como é o público do Mullet Monster Mafia na Europa?
A Europa é bom demais pra gente! Na última tour que fizemos teve gente viajando de um país pro outro pra ver a gente tocar. Vimos muitas camisetas de tour passadas nossas. E a recepção é sempre muito boa. O público compra o merchandising da banda... é uma puta diversão. Não é muito diferente do Brasil, mas é mais intenso. Nós fechamos blocos de shows e acabamos sentindo essa intensidade mais frequente. O fato de voltarmos para Europa esse ano não estava nos nossos planos. Íamos trabalhar num disco esse ano, mas no decorrer da tour no ano passado surgiram mais convites para tocarmos nos festivais de Verão lá. Então vamos fortalecer ainda mais o nome da banda na Europa e voltar com um disco novo em 2018.
Quais são as regiões que tem um público e bandas mais bacanas de surf music?
A França é massa demais pra surf music! As escolas francesa e belga, que sempre falo que são a segunda geração da surf music. Hoje na França tem umas bandas absurdas como a Cannibal Mosquitos, Demon Vendetta, The Irradiates, o Hawaii Samurai voltou e está fazendo shows. Na Bélgica tem o SpeedBall Jr, Fifty Foot Combo lançou um puta disco novo e um dos melhores lançados no ano passado. Pra mim, sempre Bélgica e França são bem legais. Além disso tem a Austria que sempre vamos pra lá fazer shows com o Burning Aces que são nossos irmãos de lá e são sempre legais também.
DISCOGRAFIA

- “Power surf orchestra” (CD, 2009)
 - “Dogs of the seas” (CD, 2011)
 - “Clash Of The Irresistible” (12”, 2013)
 - “To mega surf” (12” picture, 2015)
- “Adenaline explosion” (K7, 2016)
- “Surf´n´goat” (7”, 2016)








- Confira a página do The Mullet Monster Mafia no Bandcamp .
- Confira a página do The Mullet Monster Mafia no Facebook .
Fotos: Andye Iore

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Casa das Máquinas toca música nova em Maringá


Os roqueiros terão a oportunidade de ver e ouvir no próximo sábado (13) em Maringá uma importante parte da história do rock brasileiro. Isso porque a banda Casa das Máquinas (foto) é headliner na quinta edição do festival Maringá Rock, organizado pelo Esquema Rock Livre. O evento no Armazén Bar começa às 16h e tem ainda sete bandas maringaenses e mais feira de discos do Clube do Vinil de Maringá, food truck, bazar cultural e barbearia.
O Casa das Máquinas foi formado em 1973 e ainda segue tocando seu classic rock entre o progressivo e o hard. A banda deu uma pausa na década de 1980 e há dez anos faz shows regulares pelo país.
O grupo também se preparar para lançar um disco novo no final do ano. Quem for ao show em Maringá terá a oportunidade de conferir uma música desse disco, “Nova casa”, garante o tecladista Mario Testoni, (foto ao lado) 61 anos.

“É bem comum encontrar adolescentes e até crianças em nosso show”, se diverte o músico sobre tocar para pessoas que nem haviam nascido quando ele entrou na banda em 1975. “Isso é muito bom para nós porque não circulamos na mídia, não aparecemos em programas de televisão. E ainda mais comparado com o cenário musical atual que tem coisas muito pobres musical e poeticamente. Um lixo cultural”.
A herança do rock passa de pai para filho e neto entre os fãs do Casa das Máquinas. E isso garante shows lotados e também estimula a banda a compor e gravar um disco. Testoni também cuida pessoalmente de relançar os discos em vinil. Mesmo com a gravadora Som Livre ter relançado em CD e demonstrar interesse em lançar o disco novo. “Está muito caro fazer vinil hoje, mas estou vendo as possibilidades. Talvez lançar uma tiragem menor”, anuncia o tecladista que já fez orçamentos e pensa em fazer pelo menos 500 copias de dois álbuns da discografia.
Testoni vive música desde pequeno. Autodidata, aos quatro anos já começava o aprendizado em casa e em seguida entrou em escola de música. Mesmo quando o Casa das Máquinas parou, ele seguiu tocando com nomes importantes da música brasileira como Rita Lee, Gilberto Gil, Caetano Veloso, entre tantos outros.
LOCAL - O Armazen Bar fica próximo ao Hospital Municipal de Maringá e Contorno Sul. A direção do bar avisa que apesar dos food trucks no evento, mantem seu cardápio com porções e tem cervejas geladas com rótulos da Ambev e da Eisenbahn. O evento abre às 16h.
CASA DAS MÁQUINAS:
Mario Tomaz (Marinho) – Bateria
Mario Testoni – Teclados
João Luiz Voice – Vocais
Marcello Schevano – Guitarra
Fabio César – Baixo
Site do Casa das Máquinas.
DISCOGRAFIA
Casa das Máquinas (1974)
Lar de Maravilhas (1975)
Casa de Rock (1976)
Ao Vivo em Santos (1978)
Pérolas (coletânea, 2000)

FESTIVAL MARINGÁ ROCK 2016
Bandas: Casa das Máquinas, Seres Inteligíveis, Stolen Byrds, Fracasoul, Dog Day, Cafedelic, Laundromaths e Conservantes.
Paralelos: Feira do Clube do Vinil de Maringá,food trucks, bazar cultural, barbearia
Local: Armazén Bar, rua Joaquim Duarte Moleirinho, 4392, em Maringá.
Horário: 16h.
Informações: (44) 9904-3031
Página do evento no Facebook .
Texto: Andye Iore / Fotos: Divulgação

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Nekromantix toca músicas novas na tour brasileira

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A banda de psychobilly Nekromantix volta ao Brasil para dois shows no final desse mês. As apresentações serão no SESC Belenzinho, em São Paulo, no dia 29, e no Jokers, em Curitiba, no dia 30. Quem viu a banda em 2011 verá dessa vez uma nova formação já que a baterista Lux Drumerette saiu em 2014 e foi substituída por Adam Guerrero (ex-Rezurex). E o público também ouvirá músicas novas do disco "A symphony of wolf tones and ghost notes" que será lançado no dia 21 de outubro, período do Halloween nos Estados Unidos.
COMEÇO - O Nekromantix foi formado em 1989 em Copenhagem, na Dinamarca, e a banda se mudou para Los Angeles (EUA) logo após lançar “Return of the loving dead” em 2001, pelo selo Hellcat Records, de Tim Armostrong, do Rancid.O baixista e vocalista Kim Nekroman é o único da formação original, sendo que quase 20 músicos já passaram pela banda. Ele criou o grupo num conceito de misturar Elvis Presley com o Lobisomem, narrando histórias de horror nas letras. Com isso, a banda se destacou no cenário psychobilly que era dominado por bandas inglesas na época. E, claro, a banda sempre teve uma repercussão visual por Kim usar um coffinbass feito por ele mesmo. O que ajudou a banda a tocar pelo mundo, desde a Europa, passando pelas Américas, até o Japão.
O Nekromantix tem nove discos e está prestes a lançar o décimo esse ano. O set list nos shows é um desfile de músicas bacanas cantadas em coro pelos fãs, como “Subcultural girl”, “Nice day for a resurrection”, “Demons Are a Girl's Best Friend”, “Necrofilia”, “Horny in a hearse”, “Alice in psycholand”, entre tantas outras.
SIMPATIA - Essa será a segunda vez do Nekromantix no Brasil. A primeira foi em março de 2011, quando foi headliner do festival Psycho Carnival (vídeo abaixo), em Curitiba (PR). Além do show impecável, a banda esbanjou simpatia circulando no meio do publico, inclusive estando disponível para conversar com os fãs num bar da cidade. Aliás, o bom humor e a ironia são frequentes em Kim Nekroman que disse ser um bailarino exótico ao ser questionado se tem algum outro trabalho fora do Nekromantix. Confira a seguir a entrevista feita pelo Projeto Zombilly com Kim Nekroman falando sobre os shows no Brasil.
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ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como está a sua expectativa para os dois shows do Nekromantix no Brasil em julho?
KIM NEKROMAN -
Estamos bem ansiosos para volta ao Brasil. Na última vez foi no Psycho Carnaval, que é um grande evento. Por isso, agora estamos esperando locais menores e um público com uma atmosfera mais íntima.
Você tocou no Brasil em 2011. O que mudou na banda ... o baterista e mais alguma coisa?
Sim, a Lux não está mais na banda. O Adam assumiu as funções de baterista há quase dois anos. Fora isso, não muito mudou muita coisa na banda.
Quais são as suas memórias da viagem e show no Brasil?
Bem, tivemos uma situação difícil em obter nossos vistos para aquele show de 2011. Tivemos de ir ao consulado brasileiro vários dias, pegamos filas e só um dia antes de embarcar que finalmente conseguimos os vistos. Quando chegamos no aeroporto o nosso voo foi cancelado e tivemos de fazer uma rota diferente. O que nos atrasou, chegamos no último minuto e fomos direto do aeroporto para o local do show. Isso foi um pouco estressante. Mas, apesar disso, nós tivemos um grande momento no Brasil.
Se você tivesse ficado em Copenhague você acha que o Nekromantix seria diferente agora?
Essa é uma pergunta difícil de responder. Mas, se isso tivesse acontecido e a banda tivesse membros diferentes, eu não acho que a banda seria tão diferente em tudo. Eu já fui perguntado sobre isso antes e acho que são as pessoas que estão conosco que fazem a banda e não o país em que vivemos.
Por que ficar cinco anos sem lançar um álbum?
Principalmente porque estamos muito ocupados com as turnês nos últimos anos. E também porque tínhamos um novo baterista. Por isso, precisávamos de algum tempo para nos certificarmos de que ele estava confortável na banda antes de gravar um novo material.
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O Nekromantix mistura rockabilly e heavy metal com psychobilly. Como isso aconteceu na história da banda? Você decidiu fazer um som mais rockabilly ou deixar o som mais pesado em outro disco?
Para mim não há gênero musical chamado psychobilly. Psychobilly é uma subcultura que une uma grande variedade de billy e música relacionada ao estilo billy. Em todos os nossos discos temos um pouco de tudo, desde o mais sossegado, para o mais pesado e mais rápido.
O que você anda ouvindo hoje? Você ouve outro tipo de música?
Eu escuto todos os tipos de música, dependendo do meu humor. Ninguém gosta de comer a mesma coisa todos os dias e é assim que me sinto em relação à música. Qualquer pessoa que ouvir um único tipo de música está realmente perdendo alguma coisa na vida.
Você conhece alguma banda brasileira?
É claro .... Gilberto Gill e Roberto Carlos [risos]
Eu acompanhei você discutindo com uma pessoa no Facebook ... como você considera os fãs na internet hoje? As pessoas tornam-se donos da verdade por trás do computador ...
A Internet é um lugar incrível para se conectar com fãs e amigos ..... infelizmente, é também um lugar para os perdedores expressarem suas opiniões de merda... ninguém se preocupa com eles.
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Quando você começou o Nekromantix não havia internet. O que ajuda e atrapalha hoje para você com a internet em relação à banda?
A mídia social é uma grande ferramenta para se conectar com os fãs e se mostrar para um novo e grande público. Tudo hoje é muito instantâneo. As pessoas querem a notícia antes que ela aconteça. Nós também somos uma banda que gosta de interagir com os fãs e nossos amigos.
DISCOGRAFIA
* Hellbound (1989)
* Curse of the Coffin (1991)

* Brought Back to Life (1994)
* Demons Are a Girl's Best Friend (1996)
* Live Undead  (2002)
* Return of the Loving Dead (2002)
* Dead Girls Don't Cry (2004)
* Brought Back to Life Again (2005)
* Life Is a Grave & I Dig It! (2007)
* What Happens in Hell, Stays in Hell!  (2011)
* A Symphony Of Wolf Tones and Ghost Notes (2016)

Texto, video e fotos: Andye Iore

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Os Replicantes mostram a velha festa punk no Paraíso do Rock

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Os gaúchos dos Replicantes são daqueles raros casos de bandas do underground que conseguem repercussão e algumas “entradas” no mainestream. O grupo foi formado em 1983, em Porto Alegre (RS), pelos irmãos Claudio e Heron Heinz e mais o amigo Carlos Gerbase.  Um ano depois Wander Wildner assumiu os vocais.
A banda se baseou no lema Do it yourself e lançou por conta própria seu primeiro compacto com quatro músicas. E foi a primeira banda gaúcha que fez vídeo clip. O destaque foi tão grande que logo a multinacional BMG colocou Os Replicantes em coletânea e logo lançou o primeiro álbum, “O futuro é Vortex”, em 1986. O que levou a banda para rádios de todo o Brasil com a música “Surfista calhorda”.
Três anos depois o vocalista Wander Widlner sai da banda para se dedicar à carreira solo. E que depois teve algumas idades e vindas alternadas com tours pela Europa. Julia Barth assumiu os vocais e recebe muitos elogios pela performance de palco.
Os Replicantes também fazem parte de uma triste situação na cena roqueira brasileira. Bandas com um histórico e carreira importante que não conseguem se manter apenas com sua música. Assim, os músicos precisam ter empregos regulares e levar a banda como complemento de renda ou apenas lazer. Como o baixista Heron Heinz que aos 59 anos de idade trabalha como programador de computadores.
O que dificilmente aconteceria se eles fossem americanos ou europeus, já que bandas com uma discografia bem menor e menos importante conseguem viver apenas tocando, gravando discos e fazendo shows.
Já são quase 15 títulos lançados em 33 anos entre álbuns, coletâneas e vídeos, e um set list de show tão impactante que poucas bandas brasileiras tem. A banda se prepara para lançar um novo disco esse ano e fazer sua quarta tour na Europa em seguida.
FESTIVAL - Os Replicantes fecha a primeira noite do Festival Paraíso do Rock, em Paraíso do Norte (a aproximadamente 80km de Maringá), na próxima sexta-feira (15). O público ouvirá clássicos como  “Surfista Calhorda”, “Hippie, Punk, Rajneesh”, “Nicotina”, “Ele quer ser punk”, “Festa Punk”, “Sandina”, entre outros, garantindo um dos melhores shows do festival.
O Projeto Zombilly entrevistou o baixista Heron Heinz que comentou sobre o festival paranaense e algumas novidades sobre a banda. Ele avisa que a banda trará CDs, camisetas e adesivos para vender.
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ENTREVISTA
ZOMBILLY- Como será o set list para o show no Paraiso do Rock?
HERON HEINZ -
Temos feito uma mescla das antigas com algumas novas, aí não será diferente.
Vocês vão tocar pela primeira vez nessa cidade e no festival. Existe a preocupação em colocar as musicas mais conhecidas no set ou não?
Sempre temos que tocar as mais conhecidas, senão a gurizada nos mata [risos].
Geralmente, bandas com a história e importância de vocês, teria uma situação mais confortável nos EUA ou Europa, vivendo só de música. Como é a situação de vocês hoje?
A mesma de sempre nesses 32 anos, continuamos todos com nossos empregos. A banda é uma diversão. Não dá pra viver só da música, nunca foi nosso objetivo.
Bandas que mudam o vocalista seguem rumos diferentes uma das outras. Como foi pra vocês encontrarem a identidade sem o Wander Wildner?
A banda começou comigo, o Claudio e o Gerbase [risos]. Todo o primeiro disco foi feito por nós três, o Wander entrou depois... a identidade d´Os Replicantes já existia sem ele... e continua a mesma!
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É comum bandas de outros estados tentarem viver no eixo RJ-SP. Qual sua visão disso? Os Replicantes tem mais destaque até que as principais bandas desse meio, mas fora desse eixo...
Nunca pensamos em sair de Porto Alegre pra viver em outra cidade. Não saberia te explicar porque gostam tanto de nós fora daqui, mas que é bom é!
São 33 anos tocando e nove discos... o que ainda te motiva a seguir tocando?
Cara, não conheço nada melhor pra fazer na vida do que tocar, fazer shows, compor, gravar, viajar. Não precisa nenhuma motivação a mais.
O que está planejado para a banda?
Planejamos um disco novo ainda para esse ano e uma nova tour [a quarta] na Europa no meio do ano que vem. E, claro, uns videoclipes.
* Confira o site dos Replicantes .
* Confira o site do Paraíso do Rock .
Fotos: Gabi M.O. / Divulgação

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Documentário conta história da banda Ataque de Tubarão


A banda maringaense de fast core Ataque de Tubarão fez seu show de despedida no último domingo (31/1) em Maringá. Dois músicos do trio mudarão de cidade em breve e não será possível continuar o grupo. Mas os fãs já tem uma boa opção para lembrar de uma das bandas mais bacanas criadas no underground maringaense.
O Projeto Zombilly lança um curta metragem com cenas de shows, entrevistas e material lançado pelo trio. O documentário "Ataque de Tubarão - BAR (Bocudo Agressivo Rápido)" tem duração de 9min49 com material produzido pelo jornalista Andye Iore, entre vídeos e fotografias entre 2013 e 2016.
No vídeo estão os três músicos xChicox Junior (guitarra e vocal), Iuri Marin (bateria e vocal) e Raoni Arroyo (baixo e vocal) falando sobre a formação da banda, estilo, o que a banda representa para cada um, entre outras situações. Os depoimentos são intercalados com cenas de shows que o Ataque de Tubarão fez em Maringá. Além de curiosidades como cartazes de shows, capas de discos e até do programa Zombilly no Radio que já tocou a banda algumas vezes.
DVD - O vídeo será disponibilizado no canal do Projeto Zombilly, no YouTube. A banda receberá uma matriz para fazer copias em DVD para serem vendidas com o dinheiro ajudando no lançamento de um disco póstumo da banda. O Projeto Zombilly colabora ainda nessa arrecadação de verba com a doação de bottons para a banda vender.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Luiz Calanca fala sobre mercado fonográfico




Na época da loja maringaense O Porão Discos na década de 1990 o selo Baratos Afins era um dos fornecedores de discos de vinil. Devido aos compromissos comerciais e correrias das viagens a São Paulo nunca tive a oportunidade de conversar além dos negócios com o proprietário Luiz Calanca. Eram sempre encontros rápidos e formais para que eu tivesse tempo de ir a outros lugares.
Resolvi esse ano acabar com essa falha de comunicação e registrar em entrevista no Projeto Zombilly essa personalidade do mercado fonográfico brasileiro. Em agosto passei na Baratos Afins e aguardei até que Calanca pudesse me atender para uma entrevista. Mesmo com interrupções de funcionários e clientes, foi um bate papo bem bacana com aproximadamente 50 minutos de duração.
Calanca parou o trabalho com discos importados que fazia no piso superior da loja na Galeria do Rock e me atendeu numa entrevista descontraída e bem interessante. De óculos escuros e boné do The Jordans, ele falou o atual mercado de vinil brasileiro, das feiras de discos, da imprensa cultural, economia, política, de seu catálogo de discos, entre outros assuntos, resumidos num vídeo com 9min23.
Sempre crítico e bem humorado, ele segue trabalhando mesmo contra recomendação médica devido cirurgia no olho num problema causado pelo glaucoma. “Essas coisas modernas são muito obsoletas. Ficam ultrapassadas num curto espaço de tempo”, comentou a relação da atual tecnologia com os vinis. E não deixou de cutucar a grande mídia por não apresentar uma cultural de qualidade para a população. Além de uma apurada visão política. “Em vez de bater panela, de ‘Fora Dilma’, as pessoas deviam ir atrás de baixar salário de político, do preço do disco...”.
Clique no quadro acima ou no link aqui para ver a entrevista com Luiz Calanca.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Luna volta para tour e relança discos em vinil

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A banda Luna se reuniu para alguns shows e terá sua discografia da década de 1990 relançada em vinil (imagem à direita). O grupo de Dean Wareham (foto à esquerda) acabou em 2005 e eles se reuniram no ano passado para alguns shows ocasionais e acabaram de anunciar uma tour com 22 shows que começou no mês passado e segue até outubro nos Estados Unidos e Europa. “Não estamos planejando músicas novas. Temos muitas boas canções antigas”, comentou Dean Wareham ao Projeto Zombilly sobre as novidades.
Para celebrar a volta oficial, será lançado um box com seis discos em vinil branco chamado “Long Players: '92 - '99”. São seis discos de estúdio mais uma coletânea de raridades com dez músicas. O box traz ainda um livro com fotos e entrevistas sobre a banda. A previsão é do box sair na metade do segundo semestre.
Os discos do box são: “Lunapark” (1992), “Bewitched” (1994), “Penthouse” (1995), “Pup Tent” (1997), “The Days of Our Nights” (1999) e “Rarities”. Ficaram de for a os quarto últimos discos lançados após 2000: “Luna Live” (2001), “Close Cover Before Striking” (2002), “Romantica” (2002) e “Rendezvous” (2004).
O casal Dean Wareham e Britta Philips seguem tocando como Dean & Britta. Além de vários outros projetos como atuação em filmes, a trilha sonora da comédia “Misstress America”, fitas cassete com músicas solo de Dean Warehan, entre outros.
O Luna fez uma tour no Brasil em 2001, quando passou por Londrina (PR). E Dean Wareham foi entrevistado pelo Projeto Zombilly. Leia a entrevista.
Foto do Luna: Andye Iore / Foto dos discos: Divulgação

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Brian Oblivion lança disco e toca em festival em MG

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E poderíamos incluir no título acima “e também dá entrevista”. Quem acompanha a banda maringaense de surf music sabe que não são situações muito comuns. O Brian Oblivion & Seus raios Catódicos já passou por inúmeras formações, tem um divertido histórico de lendas urbanas e em mais de 20 anos de existência nunca lançou um álbum entre idas e vindas, alternando períodos de hibernação com outros de iniciativas pessoais. O grupo passa agora pela segunda situação.

A banda acabou de gravar seu segundo EP. “Maristela é meu limite” tem cinco músicas e será lançado esse final de semana, no badalado festival Primeiro Campeonato Mineiro de Surf, que chega em sua 14ª edição, em Belo Horizonte (MG). As músicas “Matando Jacob”, “Balada do filho gay”, “Tereza”, “Santo” e “New Hope theme” foram gravadas no Estudio Burn e não são tão novas, pois já fazem parte do repertório de shows da banda. 

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DISCO – O Brian Oblivion & Seus Raios Catódicos foi formado em 1996 e lançou seu primeiro disco em 2011 (existe uma lenda urbana que a banda havia gravado um disco há muito muito tempo atrás e as gravações foram perdidas). A banda gravou cinco músicas no Studio Vox, em Maringá, em 2009 e nunca lançou. O Projeto Zombilly pegou os arquivos e produziu por conta própria uma tiragem limitada de 50 cópias que foram entregues para a banda que, claro, nunca mais fez outra tiragem. O disco tem cinco músicas e mais um bônus gravado ao vivo no Projeto Zombilly, no estúdio da UEM FM, e foi lançado em maio de 2011.

Aliás, o Projeto Zombilly faz um papel informal numa mistura de fã, produtor e divulgador da banda que já participou de entrevista no Zombilly no Rádio, gravou ao vivo no estúdio no projeto Zombilly Tracks, já teve músicas tocadas no programa inúmeras vezes, diversos convites para shows (incluindo um com uma inusitada versão como duo) e muitas indicações para amigos ouvirem. Sendo uma delas a que levará a banda até Belo Horizonte agora. Claro, por méritos próprios e não porque eu indiquei... e continuarei ajudando como puder porque essa é uma banda que gosto muito e fico feliz em ver que mais pessoas conheçam uma banda com uma sonoridade não popular na cidade, cujos shows não são sucesso de bilheteria... como é a opção e idealização cultural do Projeto Zombilly.  

Entrevistamos o guitarrista Gustavo Bordin e o baterista Paulo Agostinho que comentaram sobre a gravação do disco novo e outras situações que poucos conhecem sobre a banda. 

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ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como foi a gravação do disco?
GUSTAVO BORDIN - O disco está finalizado. Já terminamos o processo de mixagem e masterização do áudio. Dessa vez, optamos por um som um pouco mais limpo, principalmente porque as músicas são mais melódicas. Como já tocávamos estas músicas em shows há algum tempo, elas estavam bem amadurecidas, o que permitiu pensar melhor nos arranjos de trompete e teclado. Gostamos bastante do resultado.
PAULO AGOSTINHO - Para mim as gravações são sempre um processo, ao mesmo tempo bastante criativo e cansativo. Acho que isso se deve ao fato de eu ser um baterista essencialmente intuitivo e primitivo (leia-se sem técnica). Tenho certa dificuldade com marcações metronômicas ou repetição idênticas de viradas, por exemplo. As gravações foram rápidas. As músicas já tinham uma estrutura previamente estabelecidas. O arranjo mudou um pouco com acréscimo de novas camadas de trompetes, teclados e um pouco de percussão. Achei que ficou bonito. Importante dizer que o fato de serem músicas próprias foi fator preponderante para desejássemos fazer o registro, isso realmente dá uma mudança de perspectiva e estimulo para continuar e pensar em coisas maiores para o futuro. 

Quantas músicas serão e qual previsão de lançar?
GUSTAVO BORDIN - São apenas cinco músicas, assim como no primeiro, o “Conforto Acústico”. Não estamos preocupados em gravar em quantidade. As coisas pra gente funcionam bem devagar, sem nenhuma pressa. Achamos que essa era a hora de gravar essas músicas, então gravamos. O lançamento oficial está previsto para o dia 2 de maio, data de aniversário da lenda da Surf Music, Link Wray. Será em Belo Horizonte, no 14º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. O lançamento em Maringá ainda não tem data definida, mas na cidade temos alguns amigos que apoiam a banda, não vai ser difícil fechar um dia.
 

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Vocês vão tocar no maior festival de surf music do Brasil. como esta a expectativa para o Campeonato Mineiro de Surf?
GUSTAVO BORDIN - Estamos bem animados, é um grande festival, bem organizado e também, como disse, será o lançamento do disco. É uma ótima oportunidade para conhecermos pessoalmente as melhores bandas de surf music do Brasil. Nunca tocamos em outro estado, então será marcante.
PAULO AGOSTINHO - Poxa é massa tocar em outra cidade ainda mais em uma metrópole. Acho que vai ser um grande experiência . Interagir com o pessoal do surf, ainda mais que minero é tudo gente boa. 

A banda alterna períodos de shows e iniciativas com outros de "marasmo". Como foi pra vocês tomarem a iniciativa de gravarem agora?
GUSTAVO BORDIN - Acredito que essas oscilações são normais para as bandas independentes. É mais difícil ainda para nós já que fazemos música instrumental. O público é muito seleto e tocar com muita frequência pode ser desanimador. Tocar toda vez em Maringá pra meia dúzia de pagante não é muito estimulante. Mas nunca deixamos de ensaiar, de criar músicas. Apenas, às vezes, optamos por não ir atrás de shows, pra preservar nossa autoestima. Nos divertimos bastante em ensaios e a iniciativa de gravar também foi pensando no bem-estar da banda. Tínhamos as músicas, estavam maduras e escolhemos cinco para gravar, sem estresse, sem pressão. Simplesmente porque gostamos de surf music.
PAULO AGOSTINHO - O Brian não teve durante sua história muitos registros em função um pouco da displicência de seus componentes, da ideia de diversão inconsequente, a falta de noção de que o tempo passa muito rápido (dai a importância de registrá-lo), do gasto dos cachês dos show (quando havia) em bebida, constante troca de componentes em algumas fases da banda, além do fato de termos poucas músicas próprias durante muito tempo. Isso tudo mudou, daí o registro.
 

O que mudou nas influências da banda nesses anos e das gravações entre os dois discos?
GUSTAVO BORDIN -
Quando entrei, em 2003, a gente só tocava cover e versões simplificadas dos clássicos da surf music, e nosso repertório não mudou muito até 2008. Então, quando estávamos cansados de tocar as mesmas músicas, e não tinha mais música fácil pra tirar, decidimos começar a criar. Nosso primeiro EP, o “Conforto acústico”, foi gravado em 2009, mas lançado em 2011. Porém, em 2010 já tínhamos mudado novamente a formação da banda. Foi quando a Elise entrou com o trompete. Ou seja, mudamos o repertório com a inserção do trompete, e tocávamos só duas músicas do disco recém lançado. Acho que o divisor de águas foi mesmo um instrumento de sopro dividindo as melodias com a guitarra. Foi possível tocar novas músicas e facilitou também na criação. Começamos a ouvir com mais cuidado outros estilos musicais, como o chorinho, tango, música latina em geral, para ajudar nas composições.

PAULO AGOSTINHO - Penso que se inaugura um novo momento na história do Brian. Todos (em especial eu) estão mais velhos e sábios (isso não implica em tocar melhor, mas em fazer menos coisas idiotas antes e depois de tocar). A entrada da Elise no trompete e do Júlio no baixo também acrescentou novas sonoridades e uma energia inaudita para os padrões “brianianos”, que impulsionou a todos pra frente. Estou muito feliz, pois acho que estou aprendendo muito com o pessoal, especialmente ficar no tempo da música. Acho que agora vai... só não sei pra onde. 

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FORMAÇÃO
• Paulo Agostinho (bateria)
• Gustavo Bordin (guitarra)
• Elise Savi (trompete)
• Julio Maia (baixo)
 

DISCOGRAFIA
• “Conforto acústico” (2011)
1 – Tupinambás em alto mar
2 – Espectro de Plank
3 – O passo do Patinho
4 – Pororoca stomp
5 – Orbital
4 – O passo do Patinho (versão Zombilly) *
 

• “Maristela é meu limite” (2015)
1 - “Matando Jacob”
2 - “Balada do filho gay”
3 - “Tereza”
4 - “Santo”
5 - “New Hope theme”
 

• Página no Facebook do Brian Oblivion.
Fotos: Andye Iore/Projeto Zombilly

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terça-feira, 31 de março de 2015

Mercado de vinil na Argentina é crescente, mas caro

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Os vizinhos argentinos fãs de discos de vinil estão como os brasileiros: vivem uma euforia pelos bolachões. O comércio de discos está bem movimentado com lojas, colecionadores e muitas opções pela internet. A Argentina tinha um grande mercado de vinis quando também foi afetado como o Brasil em meado da década de 1990 pelo avanço do CD. Os jovens sempre foram muitos fãs de Rolling Stones, Queen e Ramones (que influenciaram bandas locais) e os adultos se deliciavam com os vinis de MPB na fronteira brasileira em época de desvalorização do real em relação ao peso argentino. Era comum ouvir nas lojas de discos nas temporadas de férias os argentinos perguntando o que tinha de Chico Buarque na loja, por exemplo. “Dame todo!”, dizia o cliente argentino que saia da loja com sacolas lotadas de fitas cassete e vinis.
Hoje a situação é diferente. O mercado na Argentina tem duas curiosidades em relação ao brasileiro. A primeira são discos mais caros. Até mais que os americanos em dólar hoje para os brasileiros.
Por exemplo, um disco usado em edição argentina do Ozzy Osbourne, “Bark at the moon”, pode custar em torno de US$ 30 (quase R$ 95). Um disco importado novo do Joy Division pode custar aproximadamente US$ 70 (quase R$ 220).
E a segunda curiosidade é que muitos dos discos lançados por selos argentinos têm os títulos traduzidos para o espanhol.
O que, por um lado, seria a valorização cultural do país, por outro nem sempre é bem aceita entre os colecionadores. A tradução dos nomes das bandas, títulos dos discos e das músicas começou por uma lei na época da ditadura militar e seguiu até meados da década de 1990. O que também influenciou as bandas, porque poucas gravam em inglês, com a maioria cantando em espanhol.
O Projeto Zombilly entrevistou três colecionadores argentinos que também vendem discos atualmente. Eles falaram sobre como anda o mercado fonográfico, sobre os preços e opções nas garimpagens, entre outros assuntos como a tradução dos títulos. “Os discos até a década de 1980 eram traduzidos. Eu prefiro os nomes originais. Acho que é melhor para a obra”, opinou Pablo José, da Scatter Records. “Isso acontecia quando os discos eram editados aqui. Eu não gosto. É como colocar alguém para dublar a voz em espanhol”, disse o colecionador Hernan “De Vinilos Coleccionista”. Já o músico e colecionador Lee Urso brinca com a situação. “Aqui, as traduções são comuns. Pessoalmente, não me incomoda. Às vezes, até me divirto ver as traduções nos discos. Como a música “Honey hush”, do Johnny Burnette, que virou “Taponcito de Miel”.
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ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como esta o mercado de vinil em Argentina?
LEE URSO
– Aqui podemos dizer que o mercado está em seu melhor momento. Nos últimos dois, três anos cresceu muito o colecionismo de vinis na Argentina. Há alguma coisa de moda e de reculturização do disco de vinil.
PABLO JOSE – Está acontecendo um boom do vinil, como no resto do mundo. Há poucos discos novos e um forte mercado de discos usados, de edições argentinas, de quando existia fábrica de discos aqui. Isso é muito interessante. Há muita gente interessada e envolvida no colecionismo fonográfico.
DE VINILOS COLECCIONISTA – O mercado argentino não está no seu melhor momento. Há barreiras para as importações. A maioria dos discos acessíveis é dos que sobraram de outras épocas. De qualquer maneira, há muito interesse por discos novos e usados. E cada vez mais colecionadores.
Como é o preço em comparação com o dólar?
LEE URSO
- Aqui eu acho que passa um do pouco do que custa em outros países no geral. Mas varia muito. Você pode encontrar uma copia do “End of the century”, dos Ramones, por US$ 40, US$ 50, US$ 80... assim sem limites.
PABLO JOSE – No geral, os preços dos discos de vinil novos são caros em relação a Europa e Estados Unidos. Uma media entre US$ 50 e US$ 60. Os discos usados na faixa entre US$ 20 e US$ 40.
DE VINILOS COLECCIONISTA – Diria que numa relação em dólar, os discos aqui custam entre o dobro e o triplo do que custam em outros países.
Tem muitas lojas na Argentina que vendem discos de vinil?
LEE URSO
– Sim! Tem muitas lojas de discos e, por sorte, lojas históricas com mais de 30 anos que seguem abertas até hoje.
PABLO JOSE – Há várias lojas que recomendo. Como a clássica Abraxas, passando pela Exiles Records, Oid Mortales, Rock & Freud e a Anthology.
DE VINILOS COLECCIONISTA – Havia lojas pequenas que fecharam e algumas novas em menor quantidade.
Como você trabalha com discos de vinil?
LEE URSO
- Eu coleciono todos os formatos. Discos de 78 RPM, compactos de 33 e 45 RPM, discos de 10” e long plays. A maioria dos meus discos é de rockabilly e blues primitivos, também de boogie woogie, jazz, tango e algumas bandas clássicas da década de 1970 e do final da de 1980.
PABLO JOSE – Temos uma pequena coleção de 400 discos de vinil e uma loja online com títulos, na maioria, novos.
DE VINILOS COLECCIONISTA – Eu coleciono e vendo discos. Coleciono rock clássico, alternativo, pos punk e alguma coisa de jazz.
É fácil encontrar discos das décadas passadas na Argentina?
LEE URSO
- Esses são os mais difíceis de achar. Especialmente das décadas de 1950, 1960 e 1970. Se encontra alguma coisa, mas os da de 1950 são muito difíceis.
PABLO JOSE – Sim. Porque a Argentina produzia discos até a década de 1990. Então, há boas oportunidades para achar bons discos. Por exemplo, consegui um disco edição argentina da época do primeiro álbum dos Trashmen em excelente estado. Ele estava numa pilha de discos de tango. É questão de tempo e paciência para encontrar coisas boas.
DE VINILOS COLECCIONISTA – Depende do que procura. Os discos do Queen estão em todos os lugares. Mas os discos raros são cada vez mais difíceis de achar porque eles vão para as mãos dos colecionadores que não costumam vender.
OS ENTREVISTADOS:
Lee Urso, 44 anos, baterista da banda Los Primitivos, de Buenos Aires.
COLEÇÃO: mais de 800 discos.
DISCO RARO: “Johnny Burnette Rock´n´Roll Trio”, edição original de 1956.
Página no Facebook.
Pablo José Hierro Dori, 39 anos, proprietário da Scatter Records, de Buenos Aires.
COLEÇÃO: 400 discos
DISCO RARO: The Trashmen, “Surfin' Bird”, de 1967.
Página no Facebook.


Hernan “De Vinilos Coleccionista”, 28 anos, engenheiro de som, de Buenos Aires.
COLEÇÃO: 300 discos
DISCO RARO: “Velvet Undergorund & Nico”, edição francesa de 1971.
Página no Facebook.

Imagens: acervos pessoais

quinta-feira, 19 de março de 2015

The Freeborn Brothers promete grande festa descontrolada na tour

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A banda polonesa The Freeborn Brothers chama atenção no palco pela curiosa formação de duo que mistura rockabilly, garage rock, bluegrass e música cigana. Isso com Matt e Niko se alternando em seis instrumentos e os dois cantando. “Decidimos fazer o som como dois homens orquestra”, disse Niko Somethingski, dando um novo conceito ao gênero onemanband. Ele é responsável pelo banjo, washboard e percussão no pé. Enquanto Matt toca guitarra, bateria, acordeão e percussão nos pés.
A banda surgiu depois que Niko e Matt cansados de desentendimentos com seus parceiros da banda de rockabilly Jet-sons, decidiram montar um projeto com menos pessoas e fazer um som diferente... que eles não conseguem definir até hoje.
The Freeborn Brothers está encerrando sua tour brasileira “Gypsy Hobo Trash Grass Orchestra!” com 13 shows. O penúltimo show acontece amanhã (20) no casa da Vó Bar, em Maringá, a partir das 21h. O ingresso custa R$ 25.
O Projeto Zombilly bateu um papo com Niko que falou sobre a experiencia de tocar no Brasil e o que o público pode esperar do show em Maringá.

ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como tem sido a tour brasileira?
NIKO - 
A turnê brasileira está incrível. Nós estamos gostando muito. Isso é uma experiência nova para nós e nos colocou num nível diferente de viajar e tocar a nossa música para as pessoas.
Como é tocar num país com uma cultura completamente diferente da sua?
É tudo ótimo! As pessoas são agradáveis conosco ​​e estão curtindo a nossa música e enlouquecendo com a gente nos shows. É algo que acontece naturalmente... e isso não acontece na Europa.
A formação de vocês não é muito comum. Como vocês chegaram nesse formato?
Decidimos fazer o som como dois homens orquestra e é isso! Tocamos seis instrumentos em duas pessoas no palco. Isso faz com que o show seja mais difícil para nós para tocar e mais divertido para o público. Tem funcionado bem até agora.
Como será o set do show em Maringá?
Eu não sei o que vai rolar ... cada show é diferente e estamos tentando encaixar com o que as pessoas esperam e o que elas sentem na hora. Com certeza que vamos dar o nosso melhor para ter o público conosco e se divertindo bastante.
O que está planejado para o The Freeborn Brothers?
Nós vamos voltar para casa e fazer mais shows na Europa. Alguns em festivais e outros shows em clubes. Para o final do ano vamos fazer um novo disco. Também estamos tentando tocar em outros continentes .. espero que tudo dê certo para nós.
Vocês tiveram tempo de conhecer bandas brasileiras?
Conhecemos o Them Old Crap que nos ajudou a vir para o Brasil e está viajando concosco. Eles são uma boa banda e ótimas pessoas. Também conhecemos a Mary Lee no ano passado na Europa!



* Confira o site do The Freeborn Brothers.
* Confira a página do The Freeborn Brothers no Facebook.

Foto: Divulgação

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Lendas do psychobilly The Ricochets fazem show único no Brasil

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A lenda e uma das primeiras bandas do psychobilly mundial The Ricochets fará um único show no Brasil nesse final de semana. Eles têm origem numa banda de apoio chamada Pink & Black no final da década de 1970, formada por dois irmãos e um primo. Em 1979 surgiu The Ricochets já misturando o clássico rockabilly com punk, numa pegada mais rápida. Sonoridade que influenciou muitas bandas depois do lançamento do primeiro disco em 1982, “Made in the shade”, que é um clássico do psychobilly.

A banda seguiu sem muito sucesso até terminar em 1984 com a saída dos músicos para outras bandas como The Meteors e Guana Batz. Eles voltaram a tocar juntos em 1990 e dois anos depois lançaram outro álbum, “On target”. A banda lançou o terceiro disco em 2013, “Chain Dog”, e segue tocando até hoje em festivais pelo mundo. E será a atração principal da 16ª edição do Psycho Carnival, em Curitiba, com o line up original com Steve Sardi (guitarra), Sam Sardi (baixo), Dave Sardi (vocal) e Stephen Meadham “Ginger" (bateria).
A banda tocará no dia 15, domingo, no Espaço Cult. É certeza de casa cheia com muita gente se espremendo para ver de perto mais lendas do psychobilly mundial trazidas para o festival paranaense. A banda disse que preparou um set especial para os fãs e vai atender pedidos durante o show. “Queremos tocar músicas de todos os nossos três álbuns. Vamos tentar atender a todos os pedidos que fizerem”, anunciou Steve Sardi, que avisa que trará o disco “Chain Dog” para venda, além de camisetas da banda.
O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Steve Sardi, 51 anos, que falou sobre a expectativa de vir ao Brasil pela primeira vez, comentou sobre o psychobilly no mundo e anunciou novidades sobre o próximo álbum.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Você está jogando por mais de 30 anos. O que te motiva a continuar fazendo rock?
STEVE SARDI -
Formamos os Ricochets 1979 e a banda acabou em 1983. Acabou porque queria continuar com meu trabalho regular durante o dia. E Ginger foi pro Meteors e Sam foi convidado a participar do Guana Batz. Nós voltamos em 1990 e estamos tocando desde então. Quanto à motivação, todos nós amamos o que fazemos! É ótimo quando você escreve novas músicas, novos riffs. O zumbido quando nós ensaiamos ainda existe. Estamos sempre tentando manter a música próxima de nós!
Você já tocou em diversos festivais. Como você rever a cena do rockabilly / psychobilly hoje?
Acho que a cena evoluiu. Nós começamos como uma banda tradicional de rockabilly, tocando covers clássicos de artistas da década de 1950. Foi só quando começamos a escrever nossas próprias músicas que isso evoluiu para o psychobilly e o neo-rockabilly. A cena ainda é grande na Alemanha e em algumas partes da Europa. Para nós é ótimo tocar nos Estados Unidos e no Brasil... e que isso continue por muito tempo!


Vocês são uma das primeiras bandas de psychobilly clássico. O que você acha das novas bandas que fazem um psychobilly mais pesado?
Quanto à música, há uma nova onda de psychobilly. Ele pode ser um pouco pesado para mim, em minha mente. Mas, eu acho que você tem que manter as raízes rockabilly. Não é 'Billy' se não há qualquer som de rockabilly!
Como foi viver a fase histórica do psychobilly? The Ricochets chegou a tocar no Klub Foot?
Estranhamente, nunca tocamos Klub Foot. Foi nessa época que a banda se desfez. Tocamos em muitos shows, principalmente em locais de rockabilly. Você tem que se lembrar, a cena estava passando por uma grande mudança neste momento. O psychobilly estava apenas começando a fazer seu nome. Lembro-me de tocar num grande festival rockabilly, o Caister, num fim de semana. Quando fomos no palco que estavam vestidos como gangsters, vestindo calças largas, camisas brancas, suspensórios e chapéus Trilby. Nós detonamos na primeira música. “Worried about you baby”, tocada num ritmo frenético. A multidão começou a dançar (wrecking, hoje). E isso era novo para a cena de rockabilly. O segurança pensou que todo mundo estava brigando! Só mais tarde é que eles percebem que a multidão estava reagindo ao ritmo da música! Foram grandes momentos inovadores!
Quais são as suas expectativas para tocar no Brasil, no Psycho Carnaval 2015?
Estamos todos realmente ansiosos por isso! Esta será a nossa primeira vez no Brasil. Espero que o público goste e tenhamos uma grande recepção! Estamos todos ansiosos para conhecer os fãs brasileiros!
Você sabe alguma coisa sobre o rockabilly e psychobilly brasileiro?
Não realmente. Eu sempre achei muito surpreendente que a cena se estendesse tão longe e em tantos países. Estou ansioso para ver algumas das bandas brasileiras.
Você tem interesse em ver algo sobre o Brasil se tiver tempo livre?
Esperamos aproveitar o máximo que pudermos o nosso tempo no Brasil. Obviamente, o tempo será um problema. Eu estou ansioso pelo clima quente!


O que vocês planejam para o futuro do Ricochets?
O nosso álbum mais recente “Chain dog” saiu em novembro de 2013. Ele foi muito bem recebido e ainda repercute bem. Esperemos gravar um novo álbum ou no final desse ano ou no início de 2016. Este será um álbum duplo, com um CD psychobilly e o outro será de rockabilly. Quero mostrar às pessoas as nossas raízes de rockabilly. Aguardem por isso!



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* Confira o grupo do The Ricochets no Facebook.
* Veja vídeo com The Ricochets tocando "Runnin wild" ao vivo.
Foto: Divulgação

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Psychobilly maldito do Krappulas é garantia de diversão no Psycho Carnival

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O Krappulas é uma das principais bandas da história do psychobilly brasileiro. Mesmo sendo uma das mais antigas em atividade, cultiva o conceito de maldita, pois não conseguiu tanto resultado prático quanto algumas bandas mais novas, apesar de já ter lançado quatro discos e participado de coletâneas.
A banda foi formada em 1989 com o nome de Dráculas Krápulas e tocando músicas em português. Dessa época continuam na banda o vocalista Breno e o guitarrista David. Em 1991 eles mudaram o nome para Krappulas e passaram a compor também em inglês. A banda ganhou mais peso na sonoridade e passou a ser uma presença constante nos festivais curitibanos como Psycho Carnival e Psycho Fest.A sonoridade é uma mistura entre The Meteors, The Cramps, Batmobile, Motorhead, AD/DC, entre outras, o que garante shows muito energéticos e divertidos.
O Krappulas tocará no Psycho Carnival 2015, no dia 16, sexta-feira à noite, no Espaço Cult. O baixista Manolo tocará com baixo elétrico dessa, já que o baixo acústico está na manutenção. O Projeto Zombilly bate um papo com o vocalista Breno Cesar e o guitarrista David Ernst, que falaram sobre o festival curitibano e anunciaram novidades da banda, entre outros assuntos.

ENTREVISTA
PROJETO ZOMBILLY - Como será o set da banda no festival? Tem música nova?

BRENO - O set desse ano vai ser o mais nervoso de todas as edições! A ideia é fazer uma sequência.
DAVID - Vamos tocar umas 12 ou 13 musicas. Com a transição do baterista no final do ano passado, com o Lucas indo para Belo Horizonte, tivemos que achar um novo baterista. O Cris foi o melhor achado que poderíamos ter conseguido! Estamos muito contentes com o novo irmão que está arrebentando na batera. Mas, por causa disso ficamos mais tempo pegando e acertando as músicas de vários discos que já tinham sido gravados. Então, o repertório contará com musicas de cada disco e, com certeza, uma ou duas do Batmobile que a gente sempre toca! [risos]
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Como é participar de um festival que reúne na sua cidade bandas e público de diferentes países?
BRENO –
O Psycho Carnival é o maior festival de rock da cidade e um dos maiores do estilo do mundo. Participar do Carnival para nós é a certeza de que, apesar do tempo, de alguma forma nos mantemos em forma. Talvez seja bebendo o sangue dos bateristas que são mais novos que nós. [risos]
DAVID - O Psycho Carnival é uma coisa única, o melhor evento da cidade sem dúvida alguma. Sem falar de encontrar os amigos que vem de várias partes do Brasil e fazemos novas amizades com gente do mundo todo. E alguns que são ídolos pra gente se tornam amigos. É muito legal mesmo e a farra sempre rola desenfreada os 4 ou 5 dias de festa garantida. Mas, o melhor de tudo mesmo é trombar com os trutas... essa é a essência da parada!
Tem alguma banda que você esteja mais ansioso para ver nessa edição?
BRENO -
Cara tem muita banda boa! Os gringos do Ricochets , Barnyard Ballers, Magnetix e os Sinners que já são cidadãos do mundo [risos]... os nossos amigos também do Mullet, Diabatz e CWbillies e os shows de bandas novas como Tampa de Caixão que já estão quebrando tudo por aí!
DAVID - Ricochetes é da minha época que comecei a ouvir psychobilly na metade dos anos 80. Já pirava forte no som deles. Mas, quero muito ver o Magnetix, eles tem a pegada de psycho que eu gosto muito, um pouco de Batmobile no som deles e a putaria do Barnyard Ballers também deve ser muito divertido…
O Krapullas já passou por várias formações... qual é a sua motivação de continuar tocando nesses esquemas independentes?
BRENO -
A verdade é que gostamos muito de psychobilly e de tocar psychobilly juntos. Eu, o David e Manolo além de tocarmos juntos, temos uma amizade, ou irmandade como diz o Manolo, que já dura pelo menos uns vinte anos. O fato de serem esquemas independentes não muda em nada a vontade de tocar. Entendemos cedo que não seremos a revelação do ano e nem que conquistaremos a nossa independência financeiro pelo psycho. Mas, esse é o rock que sabemos fazer! Acho que a principal motivação é nos superarmos em cada show e cada disco tem que ser melhor que o anterior!
DAVID - O lance do Krappulas é que a gente toca por motivos muito simples que são: a gente gosta de tocar o nosso som e gosta de estar junto, somos amigos desde sei lá quando nem lembro mais. É por pura diversão, é o rock pelo rock sem mais! O que mais foi trocado nesses anos foi o batera, mas estamos curtindo demais o Cris, o bicho é fera...
Como estão os planos para banda?
BRENO -
Esse ano gravaremos mais um disco... esse é plano [risos] Eu tenho algumas letras e o David tem várias músicas pra gente fazer. Nesse próximo disco contaremos com a participação super especial do nosso amigo Magoo! Ele e o Manolo andam tendo muitas ideias sobre vida após a morte, radicais de plantão, garotas espaciais e, é claro, mulheres peladas! Então se preparem que vem muita pancadaria e sacanagem. A idade só piora isso. [risos] Quanto a tour na Europa já passou da hora. Quando lançamos o “Psychoworld” a ideia era fazer uma tour capitaneada pelo nosso irmão de armas Neri, mas por  um conjunto de problemas não deu certo. Mas a idia continua, mais forte agora com a energia renovada do Cris. Então, se tudo der certo lançaremos o disco novo na Europa com uma tour bem massa!! Estamos ansiosos por isso pode ter certeza!
DAVID - Depois do Psycho Carnival vamos compor. Na verdade, temos algumas músicas que estão engatilhadas, mas não prontas. Temos duas opções de plano: gravar até a metade de 2015 um EP com seis músicas ou até o final do ano um disco completo entre 11 e 13 musicas.

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Como vocês avaliam o cenário psychobilly no Brasil?
BRENO -
Eu diria que hoje é um momento diferente, mais calmo. As bandas novas e a galera é um pessoal que gosta de psychobilly mesmo. Tivemos um momento que a country music trouxe muita gente para conhecer esse tipo de rock maldito, por conta das bandas que misturavam os estilos. O que foi muito bom, porque divulgou a cultura aumentando consideravelmente a cena. Muitos que naquela época começaram a ouvir psycho meio de carona acabaram gostando e continuam indo em shows. Das bandas novas continuam saindo coisas muito boas! Um exemplo das novas boas bandas é a Tampo de Caixão, de Santa Catarina.
DAVID - No Brasil existem muitos focos de psychobilly espalhados. Mas, vejo que o mais forte do momento é em Curitiba mesmo. Acho que de dois anos pra cá devem ter começado umas cinco ou seis bandas novas de psychobilly com uma gurizada no veneno mesmo de fazer a parada e isso sempre fortalece a cena. São Paulo também voltou a crescer com bandas muito boas…
Por que a banda mudou o nome de Draculas Krapulas para Krappulas?
BRENO -
Numerologia, é claro!!
O compacto “Dance after Death” é um registro histórico na história do psychobilly brasileiro... é um dos poucos discos de vinil ao lado do do Missionarios. O que isso trouxe pra vocês de retorno?
DAVID -
Com certeza um pedaço da história do rock curitibano está registrada nesse projeto da Bloody Records, Foram 13 bandas da cidade que lançaram um EP em forma de vinil. Éramos bem jovens e o som mudou bastante de lá pra cá. Mas, a faixa instrumental do disco tocamos até hoj e regravamos no “Disco Into the Grave”, com a participação especial do grande violinista do Hillbilly RawHide, o Mark Cleverson, que deu um brilho especial na versão. Até hoje esse disco é muito procurado na Europa. Muitos colecionadores procuram por ele e ouvi falar que já pagaram um bom valor por ele. Não lembro quanto era. Mas, o mais importante de tudo é participar desses projetos e tentar mostrar o nosso som para as pessoas. Quanto mais for mostrado, melhor!
FORMAÇÃO
Breno – vocal
David – guitarra
Manolo - baixo acústico
Cris – bateria
DISCOGRAFIA
“Dance After Dead” (1993)
“Escape from hell” (2002)
“Psychoworld” (2012)
“Into the Grave” EP (2013)
* Confira a página do Krappulas no Facebook.
* Veja vídeo do Krappulas tocando “Calamity man”, do Batmobile.
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Fotos: Andye Iore

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

The Anomalys faz tour sulamericana com rock tosquera

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O barulho e a diversão estão garantidos com o The Anomalys. O trio holandês de garage rock está em tour na América do Sul com 13 shows entre 6 e 22 de fevereiro no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai.
A banda foi formada em 2006 em Amsterdam, incialmente como duo com guitarra e bateria. Depois eles acrescentaram um segundo guitarrista e até hoje tocam e gravam sem baixo. As influências tem o clássico The Sonics com surf music, punk, rockabilly e muita diversão à base de barulho.Eles gravaram o primeiro álbum homônimo em 2010 pela bacana Slovenly Recordings e já lançaram outros três singles.
The Anomalys  tocará no Psycho Carnival, na festa paralela no Curitiba Rock Carnival, no domingo (15). O show será na praça Eufrásio Correa, com entrada gratuita. O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Profundo Potlood, 33 anos, que falou sobre a expectativa de tocar no Brasil pela primeira vez, comentou sobre o garage rock no mundo, entre outras situações. Ele avisa que a banda trará na bagagem para vender nos shows da tour sulamericana o álbum em vinil e CD, os singles e camisetas. “Nós teremos uma estampa nova de camiseta que o público sulamericano será o primeiro a ver. E também temos a nossa própria bebida, "Black Hole Booze". Se você beber, você vai se tornar louco como nós!”, anuncia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY – Vocês tocam em festivas em diferentes países. Onde há cenas bacanas de garage rock hoje?
PROFUNDO POTLOOD -
Sim, nós já tocamos em toda a Europa e os Estados Unidos. Muitos festivais ... e em comparação com dez anos atrás, está acontecendo muito mais movimentação no rock underground. Há grandes festivais na Europa, como Funtastic Dracula Carnival, na Espanha, e o  Gonerfest, nos Estados Unidos. Há mais e mais bandas boas começando a tocar. Pessoalmente, eu estou feliz que o tendência do hypster moderno neo-psych com bandas como Black Lips está finalmente chegando ao fim. Acho que verdadeiro rock 'n´roll e punk rock, básico e simples, está voltando. Isso é uma coisa boa. Isto é como rock'n´roll deve ser. Nosso país favorito para tocar é, provavelmente, a Espanha. Tem um monte de bandas underground 'n´roll lá e o público éo muito mais selvagem que na Holanda!
Como está a cena de garage rock na Holanda?
A cena na Holanda é muito pequena. Não são muitas as bandas também. Ao lado de tulipas e queijo, nosso maior produto de exportação é a música techno ... então, essa é a merda que a maioria das pessoas ouve. Mas, nós temos um pouco de underground bacana com festivais anuais como Sleazefest e lugares em Amsterdam como Pacific Parc, festas como Amsterdam Beat Club, onde um monte de bandas legais de todo o mundo tocam.
O que vocês esperam dessa primeira tour na América do Sul?
Nós não temos nenhuma ideia do que esperar da América do Sul! O lugar mais próximo que já tocamos é a Cidade do México, há dois anos atrás. O público era muito selvagem! Por isso, esperamos que as pessoas no Brasil, Argentina, Uruguai e Chile gostem do nosso rock selvagem e louco que mostramos ao vivo também! Somos especialistas em festas com destruição total! Portanto, esteja avisado!
Vocês vão tocar no Psycho Carnival, festival com bandas de rockabilly e peyschobilly, onde sempre que bandas de garage rock tocam há um público bem animado. O que vocês pensam de tocar com bandas de outros estilos?
Sim, nós gostamos de vários gêneros de música! As pessoas têm dificuldade em definir o estilo de Anomalys. Eu acho que "garage" é um bom termo geral para nos descrever, mas há um monte de influências em nossa música. Há elementos de rockabilly, psychobilly, surf, anos 60 e 70, punkrock e hardcore. Esse é o tipo de música que gostamos. Nós também gostamos de ouvir soul, rhythm & blues, funk, reggae, cumbia, calipso, rocksteady e ska quando estamos em viagem no nosso ônibus na turnê. Mas as músicas do The Anomalys são puramente selvagens, psicóticas e um ataque de rock´n´roll. Então, eu acho que vamos combinar bem com as bandas de psychobilly do Psycho Carnival.
Qual será a formação do The Anomalys na tour sulamericana?
The Anomalys são um trio. No início da banda em 2005 foi um duo, apenas o baterista Memme e o nosso vocalista e guitarrista Bone. Em 2007 eu entrei na banda como segundo guitarrista. Então, talvez um pouco de surpresa, mas ainda não temos baixo! Apenas duas guitarras e uma bateria básica. Fazemos um som primitivo e focado, eu acho. Vocês vão ver e ouvir!
Como será o set dos shows na tour sulamericana?
Nosso set dura no máximo 40 minutos. Nós não gostamos de tocar mais do que isso. Um monte de bandas tocam por muito tempo, eu acho. Em nosso show há muita energia física e queremos manter isso o tempo todo. Se você tocar por mais de uma hora, a energia desaparece ... e nós não queremos isso. Por isso, prefiro show curto, rápido e selvagem! Vamos tocar músicas do nosso álbum homônimo de 2010 e de nossos singles "Retox" e "Blues Deadline". Mas também vamos tocar algumas músicas novas que ainda não foram gravadas.
Vocês conhecem alguma banda brasileira de garage rock?
Na verdade, eu não conheço várias bandas de garagem brasileiras! Conheço o Drakula, eles são legais e Autoramas também. Eu sei que algumas coletâneas como Brasilian Nuggets com algumas músicas legais. Mas eu espero para ver e tocar com algumas bandas de garage rock no Brasil e também bandas punk!
O que você gostaria de ver no Brasil se tiver tempo livre?
Eu quero ver tudo! Mas eu não acho que haverá muito tempo livre por causa da agenda de shows. Mas esperamos ter um ou dois dias de folga e ir para uma bela praia ou ver algo bacana na natureza. Talvez um pouco de selva? Talvez alguém tenha algumas dicas? E eu estou interessado na comida brasileira! Eu sempre gosto de saborear a gastronomia local e eu não sei muito sobre a cozinha brasileira. Por isso, espero que tenha algumas coisas boas! E ouvi que estaremos no Brasil durante o Carnaval ... Já ouvi histórias malucas sobre esta festa. Então, vamos ver o que acontece!
Como está o trabalho do The Anomalys atualmente?
Esperamos para gravar e lançar um disco álbum antes do final deste ano. E em maio vamos tocar no Cosmic Trip Festival, na França, e no Hipsville Festival, na Inglaterra. Mas estamos no processo de escrever novas músicas, por isso vamos estar fechados na sala de ensaio um monte também!
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FORMAÇÃO:
Bone – vocal e guitarra
Memme - bateria
Profundo Potlood - guitarra
TOUR EM FEVEREIRO:
dia 6 - Santiago @ Bar Loreto (CHL)
dia 7 - Concepcion @ Casa de Salud (CHL)
dia 10 - Buenos Aires @ Club V (ARG)
dia 11 - Montevideo @ Bluzz Live Montevideo (URY)
dia 13 - Porto Alegre @ Grafitti Bar (BRA)
dia 14 - Florianopolis @ Taliesyn Rock Bar (BRA)
dia 15 - Curitiba @ Curitiba Rock Carnival 2015
dia 17 - Mogi-Guaçu @ O Profeta Pub Rock (BRA)
dia 18 - Franca @ Cda Motorocker Bar(BRA)
dia 19 - Botucatu @ Villa Blues Pub (BRA)
dia 20 - São Paulo @ Astronete (BRA)
dia 21 - Campinas @ Echos Studio Bar (BRA)
dia 22 - São Paulo @ Paribar (BRA)
LINKS:
* Confira a página no Facebook do The Anomalys.

* Confira a página no BandCamp do The Anomalys.
Foto: Divulgação