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terça-feira, 17 de março de 2015

Zombilly no Radio - Podcast The Freeborn Brothers

freeborn brothers
Voltamos com mais uma edição do programa Zombilly no Radio em versão podcast. Temos lançamentos do The Violentures, Wander Wildner, Karne Krua, The Great Munzini e também nova vinhetas.
Além de falarmos sobre o show da banda da Polônia, The Freeborn Brothers, em Maringá essa semana, do show do The Sonics que vimos em São Paulo, da feira do Clube do vinil de Maringá, entre outros assuntos bacanas.
* baixe aqui o arquivo em MP3 desse programa (60MB).
TRACK LIST:The Violentures - Surfin lava
Brian Oblivion & Seus Raios Catódicos - Espectro de Plank
Wander Wildner - Uma angústia presa na garganta
Karne Krua - Quando o Homem Vira O Animal
The Freeborn Brothers - Heart is dying
The Freeborn Brothers - Poor Widow
The Great Munzini – Telepatia
The Anomalys - See me bleed
The Sonics - Boss Hoss
Zombilly no Radio – 17 de março de 2015
Edição em podcast - Duração: 33 minutos
Acervo, produção, edição e apresentação: Andye Iore

Baixe aqui o arquivo em MP3 (t
amanho: 60MB)
Trilha de fundo: The Specials e Lee Perry
O Zombilly no Radio vai ao ar na UEM FM aos sábados às 18h e quarta-feira às 23h59
Para ouvir:
- UEM FM 106,9 ou no site da radio .

sexta-feira, 13 de março de 2015

Uma tour tosquera de quatro dias por São Paulo

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The Sonics tocando em São Paulo
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Andye Iore grudado no palco, do lado esquerdo, em destaque no círculo em branco
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O Lendário Chucrobillyman representou o rock tosquera brasileiro
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Drakula com novo repertório de um EP que sairá em vinil
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The Boneyard Club com bom repertório e postura ao vivo
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Rock tosquera indiano acrobático com The Great Munzini
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Um Amazing incomoda muita gente... dois Amazings incomodam muito mais...


Sempre que viajo procuro aliar o trabalho com a possibilidade de ver algum show bacana. A minha última viajem para São Paulo foi uma das mais bacanas nesse sentido. Fui buscar encomendas de discos para a feira do Clube do Vinil (passando em seis lojas de discos), vi o show das lendas do The Sonics e estiquei até Campinas, Sumaré e Sorocaba para rever amigos e ver shows bem legais.

Ainda estou impressionado com o show do The Sonics. Cinco tiozinhos com idade media de 65 anos entram no palco com camisas country e parece que você está vendo aqueles idosos que vão comer pastel na feira e mal conseguem andar.
Aí começa o show e mal dá para acreditar: barulho, distorção, bateria espancada e vocais gritados. E seguem músicas que você ouve por muitos anos (e que eu sempre toco no rádio ou no som dos shows do Projeto Zombilly).

Eu grudei da frente do palco e não saí até o final do show. Era uma daquelas situações que você guarda na memória para sempre. Ver ali a poucos centímetros de distância músicos que você sempre admirou e que jamais achava que veria ao vivo. De cara ouvir "Cinderella" abrindo o show sentindo o som da caixa à minha frente direto na pele. E o set alternou músicas novas do disco novo - "This is The Sonics", gravação de album de estúdio depois de quase 50 anos - com clássicos e versões de The Wailers, Little Richard, Richard Berry.
Foi bonito de ver e ouvir o público cantando a groovy "Have love, will travel" e quase se descabelar com "Psycho" fechando o set. Lógico que a banda voltou para o bis. A nova "I don´t need no doctor" (versão de Ray Charles) e as clássicas "Strychnine" (uma música ruim para pessoas ruins ensinada pelo The Cramps) e "The witch" que deixou qualquer fã mais fã ainda.
Vale ressaltar a simpatia da banda visivelmente feliz por tocar para um público que conhecia seu som e cantava junto. Isso fez com que eles continuassem a tocar mesmo com os problemas e falhas do equipamento no palco. Aliás, uma péssima escolha o Audio Club para esse show. Além do péssimo som, seguranças despreparados para lidar com pessoas em evento, atendimento ruim nos balcões e faltou cerveja.

MONOBANDA - Mas, valeu pelo grande show. A noite começou com o curitibano O Lendário Chucrobillyman emocionado e ansioso: "Nem esperava tocar aqui para tanta gente e abrindo pro Sonics...", disse no começo do set que teve músicas aceleradas para botar o público já no clima do garage rock tosquera. O show foi baseado no disco novo "ManMonkey" e encerrado com uma versão de Hasil Adkins.

TURISMO - De São Paulo fui para Campinas ver o show do Drakula no Fomento Skate Spot, em Sumaré. Sempre bom ver show dos amigos do Drakula e teve uma surpresa bacana com show da banda de hard core The Boneyward Club, influenciada por Circle Jerks e Agent Orange.

De Campinas fui para Sorocaba encontrar outros amigos. A festa começou com show do sempre divertido The Amazing Onemanband. E seguiu com o trio formado pelo uruguaio Coco, o holandês G e o paulistano Luis Tissot é que  diversão garantida no palco como The Great Munzini, na loja Revolver Kustom. Para o público e eles mesmos que saem suados do show. Bons papos depois do show, uma soneca num hotel e novamente rodoviária para São Paulo pegar o ônibus de volta para Maringá. Uma maratona cansativa, mas muito feliz e cheia de camaradagem.
Um agradecimento aos amigos Adelvan Barbosa (de Aracaju) pela companhia sempre legal, ao Renan Fattori pela hospedagem sempre acolhedora, pelo Vitor Leite também pela camaradagem de sempre e tantos outros amigos que reencontrei nesses quatro dias de viagem. Até mesmo aqueles que só dei um tchau de longe porque não queria perder meu lugar na frente do palco no show do The Sonics.


SETT LIST DO THE SONICS:
Cinderella
Shot Down
He’s Waitin’
Dirty Robber
Have Love, Will Travel
Sugaree
You’ve Got Your Head on Backwards
Be A Woman
I Got Your Number (666)
Keep a Knockin’
Bad Betty
Boss Hoss
Hey Mamma Look At Little Sister
Money (That’s What I Want)
Louie Louie
Psycho
BIS: I Don’t Need No Doctor
Strychnine
The Witch
Fotos: Andye Iore / Foto do Sonics no palco: Mila Maluhy

quarta-feira, 4 de março de 2015

Lenda do garage The Sonics faz show no Brasil pela primeira vez

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Está chegando o grande dia para os fãs do rock tosquera no Brasil. A lendária banda The Sonics toca em São Paulo amanhã (5). O show será no Audio Club (avenida Francisco Matarazzo, 694, na Água Branca), com abertura da onemanbanda O Lendário Chucrobillyman a partir das 21h. É a primeira vez que a banda formada em 1960 toca no país.
No palco estarão cinco “tiozinhos”, sendo que o tecladista e vocalista Jerry Roslie está com 70 anos e já é avo. Mas, os vocais gritados continuam como na adolescência. Assim como os sons rápidos e distorcidos que influenciaram bandas no mundo todo, inclusive no Brasil. “Estou bem ansioso para esse show”, comentou o curitibano O Lendário Chucrobillyman, que custou a acreditar que o convite para a abertura do show era real.
Ele fará um set de 40 minutos, baseado no disco “Man Monkey”, lançado no ano passado, e pode rolar um som novo que ele compôs recentemente. Aliás, a abertura desse evento é digna de elogios porque dificilmente se colocam bandas de gêneros parecidos com a banda principal para a abertura. Em muitos eventos é comum colocar bandas com outro gênero, irritando o público pela “tortura” e espera.
The Sonics lançou primeiro disco em 1965. “Here Are the Sonics“ tem clássicos roqueiros como “Psycho”, “The witch”, "Strychnine", “Boss Hoss”, entre outros. Surpreendentemente, depois de 35 anos a banda voltou ao estúdio para gravar um disco novo. “This is the Sonics” será lançado no dia 31 de março.
Vale ressaltar uma situação no ingresso. Foi anunciado o ingresso antecipado a R$ 140. Mas, se você comprar pelo site divulgado, ele pode passar de R$ 200 pela taxa e pela sua opção de receber o ingresso em casa. Saiba mais sobre o show no site do Audio Club.
Fotos: Divulgação

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

The Anomalys faz tour sulamericana com rock tosquera

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O barulho e a diversão estão garantidos com o The Anomalys. O trio holandês de garage rock está em tour na América do Sul com 13 shows entre 6 e 22 de fevereiro no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai.
A banda foi formada em 2006 em Amsterdam, incialmente como duo com guitarra e bateria. Depois eles acrescentaram um segundo guitarrista e até hoje tocam e gravam sem baixo. As influências tem o clássico The Sonics com surf music, punk, rockabilly e muita diversão à base de barulho.Eles gravaram o primeiro álbum homônimo em 2010 pela bacana Slovenly Recordings e já lançaram outros três singles.
The Anomalys  tocará no Psycho Carnival, na festa paralela no Curitiba Rock Carnival, no domingo (15). O show será na praça Eufrásio Correa, com entrada gratuita. O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Profundo Potlood, 33 anos, que falou sobre a expectativa de tocar no Brasil pela primeira vez, comentou sobre o garage rock no mundo, entre outras situações. Ele avisa que a banda trará na bagagem para vender nos shows da tour sulamericana o álbum em vinil e CD, os singles e camisetas. “Nós teremos uma estampa nova de camiseta que o público sulamericano será o primeiro a ver. E também temos a nossa própria bebida, "Black Hole Booze". Se você beber, você vai se tornar louco como nós!”, anuncia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY – Vocês tocam em festivas em diferentes países. Onde há cenas bacanas de garage rock hoje?
PROFUNDO POTLOOD -
Sim, nós já tocamos em toda a Europa e os Estados Unidos. Muitos festivais ... e em comparação com dez anos atrás, está acontecendo muito mais movimentação no rock underground. Há grandes festivais na Europa, como Funtastic Dracula Carnival, na Espanha, e o  Gonerfest, nos Estados Unidos. Há mais e mais bandas boas começando a tocar. Pessoalmente, eu estou feliz que o tendência do hypster moderno neo-psych com bandas como Black Lips está finalmente chegando ao fim. Acho que verdadeiro rock 'n´roll e punk rock, básico e simples, está voltando. Isso é uma coisa boa. Isto é como rock'n´roll deve ser. Nosso país favorito para tocar é, provavelmente, a Espanha. Tem um monte de bandas underground 'n´roll lá e o público éo muito mais selvagem que na Holanda!
Como está a cena de garage rock na Holanda?
A cena na Holanda é muito pequena. Não são muitas as bandas também. Ao lado de tulipas e queijo, nosso maior produto de exportação é a música techno ... então, essa é a merda que a maioria das pessoas ouve. Mas, nós temos um pouco de underground bacana com festivais anuais como Sleazefest e lugares em Amsterdam como Pacific Parc, festas como Amsterdam Beat Club, onde um monte de bandas legais de todo o mundo tocam.
O que vocês esperam dessa primeira tour na América do Sul?
Nós não temos nenhuma ideia do que esperar da América do Sul! O lugar mais próximo que já tocamos é a Cidade do México, há dois anos atrás. O público era muito selvagem! Por isso, esperamos que as pessoas no Brasil, Argentina, Uruguai e Chile gostem do nosso rock selvagem e louco que mostramos ao vivo também! Somos especialistas em festas com destruição total! Portanto, esteja avisado!
Vocês vão tocar no Psycho Carnival, festival com bandas de rockabilly e peyschobilly, onde sempre que bandas de garage rock tocam há um público bem animado. O que vocês pensam de tocar com bandas de outros estilos?
Sim, nós gostamos de vários gêneros de música! As pessoas têm dificuldade em definir o estilo de Anomalys. Eu acho que "garage" é um bom termo geral para nos descrever, mas há um monte de influências em nossa música. Há elementos de rockabilly, psychobilly, surf, anos 60 e 70, punkrock e hardcore. Esse é o tipo de música que gostamos. Nós também gostamos de ouvir soul, rhythm & blues, funk, reggae, cumbia, calipso, rocksteady e ska quando estamos em viagem no nosso ônibus na turnê. Mas as músicas do The Anomalys são puramente selvagens, psicóticas e um ataque de rock´n´roll. Então, eu acho que vamos combinar bem com as bandas de psychobilly do Psycho Carnival.
Qual será a formação do The Anomalys na tour sulamericana?
The Anomalys são um trio. No início da banda em 2005 foi um duo, apenas o baterista Memme e o nosso vocalista e guitarrista Bone. Em 2007 eu entrei na banda como segundo guitarrista. Então, talvez um pouco de surpresa, mas ainda não temos baixo! Apenas duas guitarras e uma bateria básica. Fazemos um som primitivo e focado, eu acho. Vocês vão ver e ouvir!
Como será o set dos shows na tour sulamericana?
Nosso set dura no máximo 40 minutos. Nós não gostamos de tocar mais do que isso. Um monte de bandas tocam por muito tempo, eu acho. Em nosso show há muita energia física e queremos manter isso o tempo todo. Se você tocar por mais de uma hora, a energia desaparece ... e nós não queremos isso. Por isso, prefiro show curto, rápido e selvagem! Vamos tocar músicas do nosso álbum homônimo de 2010 e de nossos singles "Retox" e "Blues Deadline". Mas também vamos tocar algumas músicas novas que ainda não foram gravadas.
Vocês conhecem alguma banda brasileira de garage rock?
Na verdade, eu não conheço várias bandas de garagem brasileiras! Conheço o Drakula, eles são legais e Autoramas também. Eu sei que algumas coletâneas como Brasilian Nuggets com algumas músicas legais. Mas eu espero para ver e tocar com algumas bandas de garage rock no Brasil e também bandas punk!
O que você gostaria de ver no Brasil se tiver tempo livre?
Eu quero ver tudo! Mas eu não acho que haverá muito tempo livre por causa da agenda de shows. Mas esperamos ter um ou dois dias de folga e ir para uma bela praia ou ver algo bacana na natureza. Talvez um pouco de selva? Talvez alguém tenha algumas dicas? E eu estou interessado na comida brasileira! Eu sempre gosto de saborear a gastronomia local e eu não sei muito sobre a cozinha brasileira. Por isso, espero que tenha algumas coisas boas! E ouvi que estaremos no Brasil durante o Carnaval ... Já ouvi histórias malucas sobre esta festa. Então, vamos ver o que acontece!
Como está o trabalho do The Anomalys atualmente?
Esperamos para gravar e lançar um disco álbum antes do final deste ano. E em maio vamos tocar no Cosmic Trip Festival, na França, e no Hipsville Festival, na Inglaterra. Mas estamos no processo de escrever novas músicas, por isso vamos estar fechados na sala de ensaio um monte também!
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FORMAÇÃO:
Bone – vocal e guitarra
Memme - bateria
Profundo Potlood - guitarra
TOUR EM FEVEREIRO:
dia 6 - Santiago @ Bar Loreto (CHL)
dia 7 - Concepcion @ Casa de Salud (CHL)
dia 10 - Buenos Aires @ Club V (ARG)
dia 11 - Montevideo @ Bluzz Live Montevideo (URY)
dia 13 - Porto Alegre @ Grafitti Bar (BRA)
dia 14 - Florianopolis @ Taliesyn Rock Bar (BRA)
dia 15 - Curitiba @ Curitiba Rock Carnival 2015
dia 17 - Mogi-Guaçu @ O Profeta Pub Rock (BRA)
dia 18 - Franca @ Cda Motorocker Bar(BRA)
dia 19 - Botucatu @ Villa Blues Pub (BRA)
dia 20 - São Paulo @ Astronete (BRA)
dia 21 - Campinas @ Echos Studio Bar (BRA)
dia 22 - São Paulo @ Paribar (BRA)
LINKS:
* Confira a página no Facebook do The Anomalys.

* Confira a página no BandCamp do The Anomalys.
Foto: Divulgação

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Livro mostra os bastidores da gravação de disco punk histórico

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Já está nas prateleiras das livrarias em todo o Brasil o livro “Dead Kennedys - Fresh Fruit for Rotting Vegetables [os primeiros anos]”, escrito por Alex Ogg, lançado pela Edições Ideal. O livro teve tradução para o português por Alexandre Saldanha “Arroz”, que já traduziu o “Na estrada com Ramones”.
O livro aborda cinco anos na história do Dead Kennedys. Vai desde a formação da cena punk em San Francisco, em 1977, com os músicos do DK começando a tocar e buscando parceiros para formar bandas até mudanças na formação e o começo dos trabalhos para o segundo disco “Plastic Surgery Disasters” em 1982.
Há muitas curiosidades bacanas e o livro é ricamente ilustrado. Das 230 páginas, 105 são de fotografias e ilustrações. O livro conta que o disco “Fresh Fruit for Rotting Vegetables”, um dos mais influentes da história do rock, foi gravado em 16 canais, em 1980, e os bastidores das gravações. “O que eu estava tentando fazer era uma música do Dead Kennedys que tivesse a força do Sonics”, relata Jello Biafra sobre sua inspiração para “Funland at the beach” e que eles decidiram no estúdio gravar mais uma guitarra em outro canal ao estilo twang de Duane Eddy.
Também há histórias sobre shows. Como uma que reúne o DK, The Clash e The Cramps. “Acho que ficamos com uma má impressão deles [The Clash], porque fizeram uma passagem de som de quatro horas. Eles mostravam que eram gente do povo dando guitarras para as crianças tocarem ‘Louie Louie’, enquanto o Cramps, Dead Kennedys e o Rockabilly Rebels esperavam pela passagem de som que nunca aconteceu. Então, eles foram para o hotel e só voltaram instantes antes de subirem ao palco. Não foi um momento importante na história do Dead Kennedys”.
Outra bacana sobre shows foi numa tour na Inglaterra, onde a banda não tinha nem lugar para dormir. No meio de um show, roubaram os óculos do baixista Klaus Flouride. A banda anunciou que não faria o bis se não devolvessem os óculos [compre o livro para saber o que aconteceu]. A tour teve shows cancelados e críticas da imprensa tanto pelo nome da banda como pelo teor das letras.
Uma das curiosidades mais bacanas é sobre o famoso encarte do disco “Fresh Fruit for Rotting Vegetables”. Jello Biafra revela que passou 36 horas fazendo as colagens em cima de um pôster do filme “Grease” e escutando o disco “Closer”, do Joy Division. A arte foi feita em parceria com o amigo artista e designer Wisnton Smith, que se tornaria o responsável por quase toda a arte de discos, flyers e cartazes da banda.
NO BRASIL - O disco “Fresh Fruit for Rotting Vegetables” foi lançado no Brasil em 1986. Surpreendentemente, a Continental – gravadora de discos populares e sertanejos – fez uma edição caprichada com vinil branco e o pôster encarte na íntegra. Se você tiver um pouco de sorte ainda consegue encontrar uma edição especial (importada, claro) do “Fresh Fruit for Rotting Vegetables” lançada em 2005 pela Cherry Red, em celebração aos 25 anos do disco. Ela vem com o CD e um DVD com um documentário sobre o álbum.
O Projeto Zombilly bateu um papo com o tradutor Alexandre Saldanha para saber como foi trabalhar nesse projeto:
ZOMBILLY - Como foi trabalhar num projeto sobre uma das principais bandas da historia do rock?
ALEXANDRE SALDANHA - Foi bem legal! Ao contrário do trabalho de tradução dos Ramones, eu não sabia muita coisa (quase nada, na verdade) sobre a história os Dead Kennedys. Já era fã da música e sabia que eles viviam brigando na justiça. Foi muito bom trabalhar nessa tradução e me aprofundar na banda que lançou um dos melhores discos da história do punk!
Teve alguma história que você não conhecia que te surpreendeu ou ficou sabendo pelo livro?O que eu achei mais interessante do livro foi conhecer as histórias dos integrantes antes de formar os DK. Nunca ia imaginar que o East Bay Ray tocava em banda de bailinho e nem que o Klaus Floride tocou blues durante 10 anos antes de entrar no punk.  Era para montar uma banda punk, mas todo mundo tinha que tocar bem.
* Se você não achar o livro em sua cidade pode comprar pelo site da Ideal. Há duas opções: capa soft por R$ 39,90 e hard por R$ 59,90.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Zombilly no Rádio - Especial Drakula


O programa Zombilly no Radio dessa semana é um especial sobre a banda de garage Drakula (de Campinas - SP). O grupo é a próxima atração no palco do Projeto Zombilly, tocando no próximo sábdo (22) no Espaço Rock Tattoo, em Londrina, às 18h, e no Tribo´s Bar, em Maringá, às 23h. O programa apresenta entrevista, 12 músicas do Drakula, quatro influências e também duas músicas do Muzzarellas, um dos embriões do Drakula.
Boa diversão!
Abertura
Muzzarelas - I Came Here For The Beer
Drakula - O fundo do poço tem porão
Drakula - Satan girl
Drakula - Medo de psiquiatra
Drakula – Engoo
Entrevista
Drakula - Aloha hawaii dreams
Drakula - Gorila Perez
Drakula - Kowalsky generation
Drakula - Hangman blues
The Fabulous Wailers - Wailin´
The Sonics - The witch
The Cramps - Surfin' Dead
Turbonegro - I Got Erection
Muzzarelas - 2000 Beers After
Entrevista
Drakula - O segundo lugar não significa nada
Drakula - We want to set your ass on fire
Drakula - Comando fantasma
Drakula - Bela Lugosi is back
Encerramento
Zombilly no Rádio – Especial Drakula
Duração: 1h03
UEM FM – sábado (15) às 18h, reprise quarta-feira (19) às 23h59
Alma Londrina – domingo (16) às 21h, reprise quinta(20) e sábado (22) às 23h
Acervo, pesquisa, edição e apresentação: Andye Iore
Coordenação: Paulo Petrini (UEM FM) e Daniel Thomas (Alma Londrina)
www.zombilly.blogspot.com