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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Wood Surfers apresenta disco em Maringá


A véspera de feriado (hoje, 19) será especial em Maringá. A banda londrinense de surf music Wood Surfers apresenta seu disco de estreia homônimo com show no bar da cervejaria Araucária (ex-Beaver Tap House, na praça Rocha Pombo, 248, centro de Maringá). 
O evento terá também gastronomia com o Carnes Fernandes assando porções na hora e discos de vinil com O Porão Discos. O evento começa às 19h com entrada gratuita. 

Curiosamente, o Projeto Zombilly (que faz parte da loja O Porão Discos) une dois parceiros que já participaram de outros eventos anteriormente. Já fizemos diversos shows no bar da família Fernandes (na avenida São Paulo) assim como também eventos na fábrica da Araucária. E agora as duas marcas são vizinhas com seus novos empreendimentos na praça Rocha Pombo, no centro da cidade. A Araucária com suas cervejas artesanais premiadas e o Carne Fernandes com suas porções que você pode escolher a carne e eles assam na hora.

sábado, 29 de julho de 2017

Terremotor lança CD em evento multicultural


O Projeto Zombilly representou o Clube do Vinil de Maringá no lançamento do CD da banda de surf music Terremotor, em Umuarama (a aproximadamente 165km de Maringá), no dia 2 de julho. O evento contou com apresentações artísticas, exposições, bazar cultural, além do show da banda à beira do Lago Aratimbó. Tudo com entrada gratuita.
Foi muito bacana a mobilização dos artistas e amigos para fazer o evento. Desde um simples discurso ao microfone bradando contra a falta de opção cultural, até a animação em apresentações bem ensaiadas. Assim passaram pelo local um grupo de teatro, outro de capoeira, exposição de ilustrações e de fotografia e também declamação de poesias.

A prefeitura autorizou o evento em espaço público. Porém, toda a iniciativa e trabalho foi por conta dos organizadores. É importante que a Secretaria de Cultura apoie mais efetivamente essas iniciativas porque é isso que forma público, estimula o aparecimento de novos artistas e a criação de mais eventos. Além, é claro, de levar o nome da cidade para a mídia. Bem ao contrário dos eventos com bandas covers que não formam público, não tem mídia espontânea e cobram ingresso. E ainda acontecem numa ilegalidade, já que as bandas tocam músicas de outros artistas que nunca recebem pelo uso indevido de suas composições.
Já as bandas com som autoral divulgam o nome de município. Há algumas que até fazem músicas sobre a cidade. Como a Terremotor. O trio formado em 2015 tem uma canção chamada "Piratas do Lago Aratimbó". A banda também é presença constante nos palcos da região, tocando com frequencia em Maringá e Londrina, levando o nome de Umuarama para outras comunidades. Público interessado em eventos autorais sempre tem em qualquer lugar. Prova foi o lançamento do CD do Terremotor conforme mostram as fotos.






* Confira a página do Terremotor no Reverb Brasil .
* Confira a página do Terremotor no Facebook .
Fotos: Andye Iore

terça-feira, 25 de julho de 2017

TMMM faz relato de tour na Europa


O Projeto Zombilly convidou a banda The Mullet Monster Mafia a relatar como foi a turnê “Speed Surfing Demons Euro Tour 2017” realizada entre junho e julho desse ano por cinco países europeus. Foi a quarta vez do trio de surf musica toca no Velho Continente. O baterista Nery Emiliano relatou, depois de ser censurado a escrever no “muletês”. A tour será descrita aqui no blog em posts diferentes que serão publicados nos próximos dias. 
“Vindo aqui dar uma pincelada superficial em como foi a tour do The Mullet Monster Mafia esse ano na Europa. Estivemos na pista, viajando pra diabo todo dia, cheios de coizarada pra fazer e bebendo sempre. É complicado registrar o que rola no dia a dia de uma tour do Mulletão. Então, a convite do nosso brodazzo Andyão "Cadeiêro" Iore, famozasso nos CDP do norte paranaense e força motriz do Projeto Zombilly, nos embrenhamos nessa de escrever umas linhas para quem tiver no grau de saber um pouco sobre como é essa função.
A “Speed Surfing Demons Euro Tour 2017” foi a nossa quarta tour pela Europa. Antes disso, estivemos por lá em 2011, 2013 e 2016. A princípio esse giro nem estava nos nossos planos. Mas a tour de 2016 foi surpreendente pra nós. A recepção foi monstruosa e acabamos recebendo mais convites para voltar esse ano. Incluindo a possibilidade de tocar em festivais. Então, comecei a mexer o bolo no final de 2016. Resultando numa tour de 23 datas passando por cinco países. Rodando mais de 10 mil km e ingerindo uns litros de goles.

- Semana 1, entre e 8 e 11 de Junho:
- Como nós gostamos do jeito mais difícil, acabamos tendo uns problemas doidos no embarque em São Paulo. A princípio o plano era voar pra Amsterdam no dia 6, ficar à toa por lá um dia e depois ir para Paris, onde faríamos nosso primeiro show no dia 8 de junho. Mas acabou que deu uns problemas com os bilhetes aéreos, rolo danado. Ficamos três dias esperando e só conseguimos embarcar no dia 8, direto para Paris graças ao empenho de um truta. Sendo assim, acabamos perdendo o primeiro show da tour (que foi remarcado no final).


- 9 de Junho - Show em Amiens (França)
- Chegamos chegando na Paris. Desembarcamos no veneno de já pegar o trecho e sair logo tocando. Saímos do aeroporto por volta das 10h da manhã e já montamos na van com nosso brother/chapa/xará Pejotinha Rollo Alla e pregamos fogo pra goma dos nossos brothers Adrian e Marion, do Nausea Bomb. Recepção féra demais. Gole, rango e vazamos para Amiens, cidade que fica a aproximadamente 1h30 de Paris. Fomos diretos pro canal do show, um Centro Cultural gerido pela rapaziada de um squat. Pico alucinante, som bom e público presente pra ver as três bandas. o Labouv, Nausea Bomb e nós. Coizarada; começamos com o pé direito, ciganada se amarrou no som e o rabo do tatu estralou bonito no lombo da negada. Depois do show ficamos no merch conversando com a rapaziada e acabamos varando a noite bebendo com o pessoal.

- 10 de Junho - show em Angers (França)
Saímos de Amiens umas 9h da manhã e fomos direto para Angers, cerca de 450km de pista. Caidaços dentro da van por não termos dormido na noite anterior (as vezes rola isso em tour). O show era numa Convenção de Tattoo, a Mad Ink Tattoo Days. Dividimos o palco com mais três bandas e foi féra o show. Tocamos cedo, umas 18hs e o som estava bom. É importante dizer que nesses bangs da Europa, fazemos a tour numa van com todo o backline. Ou seja, viajamos com dois JCM 900 para guitarra, um sistema de baixo, bateria completa e um monte de coisa. Então, toda gig nós tocamos com o "nosso" equipamento. O que é segurança de som bom pra nós e pra ciganice que tá de olho. Essa gig foi armada pelo nosso irmão Cyrill, da Left Hand Tattoo. Depois da gig aproveitamos para deitar o cabelo nos vinho e colocar a prosa em dia.


- 11 de Junho - Show em Dijon (França)
Dá-lhe pista!!!  De Angers para Dijon são cerca de 550km. Uns pedágios brutos e muito sol na cara. Os pedágios na França são desumanos até pra nós que estamos acostumados a pagar um mundo de imposto. Em trecho largo chegamos a deixar 77 euros num posto de pedágio. Dolorido e sem remédio. Mas é o que é. O canal de show em Dijon é o fodasso. Deep Inside, pico típico na França: bar em cima, escada e um calabouço embaixo da terra onde rola o farreado. Nós tocamos nesse canal em 2011, em nossa premera tour na Europa. Então voltar lá foi demais!!! Os donos Oliver (filho de portugueses) e Manu War (esposa do féra) são um absurdo de gente fina. Chegamos e já lascamos nosso ritual diário: estaciona, descarrega, monta o palco, passa o som, monta o merch, arruma a bagunça e espera o show. Nesse tempo de espera fomos pra casa deles onde batemos uma chepa vurulenta, tomamos uns goles cabulosos e escutamos uma ripa de sonzêra. O pico que não é muito grande, ficou socado em pleno domingão. E nós tocamos sozinhos. Rapaziada pirou no show. Um monte de amigos presente, ciganada do Skarekrows, Astro Zombies, The Luciannos... Depois do show ficamos bebendo com a rapaziada local e acabamos encontrando um potiguar que mora em Dijon. Uma francesa que morou alguns anos na Argentina,... Dijon é incrível. Esperamos não demorar seis anos pra voltar ao Deep Inside”.

Texto: Nery Emiliano / Fotos: Arquivo TMMM 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

TMMM foca nos palcos em 2017


A banda piracicabana de surf music The Mullet Monster Mafia  (foto) vai se dedicar a fazer muitos shows em 2017 e não deve lançar disco esse ano. O trio se prepara para tocar no festival Psycho Carnival no final do mês, onde costuma fazer grandes apresentações e ganhar mais fãs, inclusive gringos.
O TMMM está em tour divulgando o disco “Surf´n´goat”. A banda apresenta um novo baixista Jeferson “Jé” Novaes, que substitui temporariamente Netão que está em tratamento de saúde. Jé chegou no primeiro ensaio na semana passada já com todas as músicas do set tiradas e foi muito bem em três shows que a banda fez no último final de semana (fotos desse post).
O disco “Surf´n´goat” é um compacto 7” lançado pelo selo belga Drunkabilly Records com quatro músicas – “Surf 'n'Goat”, “Porno diesel”, “Fishwater Cataia” e “Black Coffin Board”. O disco é em vinil vermelho e as copias são numeradas. Foram feitas mil copias na Europa, sendo que 250 vieram para o Brasil. A gravadora considera fazer uma segunda prensagem menor e com o vinil em outra cor.
O TMMM fez uma tour no ano passado na Europa passando por oito países e eles voltam esse ano para a quarta temporada europeia, tocando nos principais festivais europeus de surf music.
O festival Psycho Carnival acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro, no Jokers Pub, em Curitiba, com 24 bandas em quatro dias. O Projeto Zombilly bateu um papo com o baterista Nery que comentou sobre as novidades do The Mullet Monster Mafia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como está o trabalho do Mullet Monster Mafia agora ?
NERY -
Estamos na tour do compacto “Surf´n´goat” que saiu no ano passado e vamos fazer mais shows esse ano pra divulgar esse disco em outros lugares. E vamos voltar pra Europa no meio do ano, que será a segunda parte dessa tour europeia. Vamos participar de festivais de Verão lá, devem ser uns cinco ou seis festivais. E também estamos tentando shows na Argentina e Colombia.
A banda está com baixista temporário ...
Estamos fazendo uma mini tour em São Paulo e Minas Gerais antes do Psycho Carnival. Quem está tocando baixo é o Jé [Jeferson Novaes]. Ele está ajudando a gente depois do Murilo que tocou também, enquanto define a situação do Netão. O Jé que está escalado para tocar no Psycho Carnival conosco. Ele tocava numa banda de Piracicaba chamada One Minute Less. Ele tem uma história bacana na cena punk e hard core da cidade.
E qual planejamento para gravação e discos?
Provavelmente não devemos fazer disco novo esse ano. Vamos bater bastante no “Surf´n´goat” mesmo, que é o material novo, bacana e tem boa aceitação. Vamos divulgar bem esse material e podemos até lançar uma segunda edição dele na Europa. Vamos tratar disso na tour na Europa. Vamos entrar em estúdio só no ano que vem pra fazer um álbum novo da banda.
Como será o show no Psycho Carnival?
Quem vai tocar baixo será o Jé que já fez alguns shows essa semana. Vamos fazer o nosso surf porrada. Vamos mexer em alguma coisa no set para não fazer show igual todo ano pra dar uma dinâmica diferente no show.
Como é o público do Mullet Monster Mafia na Europa?
A Europa é bom demais pra gente! Na última tour que fizemos teve gente viajando de um país pro outro pra ver a gente tocar. Vimos muitas camisetas de tour passadas nossas. E a recepção é sempre muito boa. O público compra o merchandising da banda... é uma puta diversão. Não é muito diferente do Brasil, mas é mais intenso. Nós fechamos blocos de shows e acabamos sentindo essa intensidade mais frequente. O fato de voltarmos para Europa esse ano não estava nos nossos planos. Íamos trabalhar num disco esse ano, mas no decorrer da tour no ano passado surgiram mais convites para tocarmos nos festivais de Verão lá. Então vamos fortalecer ainda mais o nome da banda na Europa e voltar com um disco novo em 2018.
Quais são as regiões que tem um público e bandas mais bacanas de surf music?
A França é massa demais pra surf music! As escolas francesa e belga, que sempre falo que são a segunda geração da surf music. Hoje na França tem umas bandas absurdas como a Cannibal Mosquitos, Demon Vendetta, The Irradiates, o Hawaii Samurai voltou e está fazendo shows. Na Bélgica tem o SpeedBall Jr, Fifty Foot Combo lançou um puta disco novo e um dos melhores lançados no ano passado. Pra mim, sempre Bélgica e França são bem legais. Além disso tem a Austria que sempre vamos pra lá fazer shows com o Burning Aces que são nossos irmãos de lá e são sempre legais também.
DISCOGRAFIA

- “Power surf orchestra” (CD, 2009)
 - “Dogs of the seas” (CD, 2011)
 - “Clash Of The Irresistible” (12”, 2013)
 - “To mega surf” (12” picture, 2015)
- “Adenaline explosion” (K7, 2016)
- “Surf´n´goat” (7”, 2016)








- Confira a página do The Mullet Monster Mafia no Bandcamp .
- Confira a página do The Mullet Monster Mafia no Facebook .
Fotos: Andye Iore

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Shows do Zombilly voltam em grande estilo


O Projeto Zombilly realizou o primeiro evento com shows de 2016 na última terça-feira (15). O evento no Crowbar, em Maringá, reuniu as bandas Wood Surfers (de Londrina), Fossa Punk (de Maringá) e Turbulence (de Maringá). E teve ainda bazar cultural, hambúrguer artesanal e promoção de chopp.
Um grande fluxo de pessoas passou pelo bar durante a tarde e noite garantindo a animação da festa. E vale ressaltar o interesse do público nas bandas undeground. Sem banda cover, sem banda com som comercial para “chamar” público como é comum em outros bares da cidade. Tivemos rock barulhento, tosqueira e honesto.
O Zombilly deu uma pausa nos shows esse ano para se dedicar mais à feira do Clube do Vinil de Maringá. Foi o ano com menos shows desde quando o projeto cultural foi criado em 2007. Mas os pedidos do público para a volta dos shows foi grande. Até que a parceria com o Crowbar foi ampliada, além da realização do bazar cultural com a fera de discos, que vai para a sua quinta edição.

VOCÊ MESMO - Vale ressaltar o caráter colaborativo dos shows, no melhor estilo “do it yourself”. Bandas e amigos ajudaram na realização do evento, com divulgação e equipamentos. Tudo ficou melhor ainda com a entrada gratuita, sem cobrança de couvert ou consumação. Mesmo assim, o bar teve um grande movimento com venda de seus produtos e a promoção de chopp.
Agradecemos a quem foi, os expositores, o apoio da Hurricane, Benê Tattoo, escola de música Fábio Alencar, Alvim´s Burg e Clube do Vinil de Maringá. E, claro, à equipe do Crowbar que sempre nos recebeu muito bem.
Em breve tem mais!


Fotos e vídeo: Andye Iore

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Feriado tem surf music e punk no Zombilly em Maringá


De tanto nossos amigos pedirem, os shows no Projeto Zombilly estão de volta. O palco será o Crowbar (avenida São Paulo, 330, no centro de Maringá). As bandas serão Wood Surfers (surf music, de Londrina), Fossa Punk (street punk, de Maringá) e Turbulence (punk metal, de Maringá).
A festa será no dia 15 de novembro de 2016, feriado da Proclamação da República, com entrada gratuita. O bar abre às 16h, a primeira banda toca às 18h30. Haverá feira cultural com discos de vinil, camisetas, artesanato e decoração. Pra ficar mais bacana ainda o Crowbar fará promoção de chopp no dia.
BANDAS
- Wood Surfers - formada em 2013 reunindo músicos experientes (foto abaixo) da cena londrinense. O baterista Billy Monster (ex-Kozmic Gorillas e B-Benders), a baixista Isis Carolina (ex-Freak Phantom) e o guitarrista Marcão Pelisson (d´Os Vitais). As influências vão dos clássicos Dick Dale, The Ventures e Link Wray até os contemporâneos Los Straijackts, Surf Coasters. A banda tem repertório com músicas próprias que serão gravadas em breve no primeiro disco e versões de clássicos da surf music.
- Fossa Punk – banda de street punk com amigos de Maringá e Sarandi. O trio tem influência de segmentos diferentes do punk rock, de Cock Sparrer a Ratos de Porão e se prepara para gravar um disco.  Conheça aqui. 
- Turbulence - formada por Maka (bateria), Leonardo Antunes (baixo) e Thiago Barth (baixo). O trio é uma das bandas mais novas da cidade e tem influências de Discharge, Anti Cimex, Venon e Motorhead.
APOIO: Escola de Música Fabio Alencar, Benê Tattoo, Hurricane Skates, Clube do Vinil de Maringá.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Kozmic Gorillas apresenta música nova


A banda curitibana de surf music Kozmic Gorillas está com novo repertório. O trio ensaia o set list com novas músicas após a entrada do baterista André Santos (do Repudiyo) substituindo Matheus Moro em julho. Uma das novidades é “Red wave” (vídeo) que o Projeto Zombilly filmou num ensaio no último final de  semana em Curitiba. A nova canção mostra que Márcio Tadeu segue como compositor de mão cheia.
O guitarrista Márcio Tadeu reformulou a banda no final do ano passado após passar uma temporada em Londrina e voltar para Curitiba.  No baixo está Raphael Gorny (do Joanetes e Macedonia). O entrosamento do trio está bom com a banda tocando em bares curitibanos com essa formação.
O Kozmic Gorillas foi formado em 1999 e já lançou dois discos: “Conquering the space” (2001) e “Gorilla´s Curse” (2003). Nos ensaios recentes a banda reformulou os arranjos de sons antigos e também já fez novas composições, com expectativa para lançar um disco novo. O Kozmic Gorillas já tocou no Projeto Zombilly e é uma presença constante nos track lists do programa Zombilly no Radio.


Video e foto: Andye Iore

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Drakula completa dez anos


Poucas bandas conseguem se manter por dez anos no underground brasileiro. A banda de garage surf Drakula, de Campinas (SP), conseguiu não só seguir tocando por uma década como lançou quatro discos. Algo tão difícil quanto continuar existindo.
O quarteto formado em 2006 e já se apresentou em quatro das cinco regiões brasileiras, dividindo palco com bandas como Agent Orange, The Dickies, Vibrators, CJ Ramone, Ratos de Porão, Cólera, Olho Seco, entre outros.

Eles divulgam o compacto “Death surf” lançado no final do ano passado com quatro músicas, tendo participação do guitarrista australiano Chris Masuak (do Radio Birdman). E, para celebrar a década de existência, a banda participa de dois tributos – para o Leptospirose e outro sobre rock americano 50´s e 60´s com o Drakula tocando The Wailers - e também já se prepara para gravar novos sons próprios.

O Drakula já tocou no Projeto Zombilly, em Maringá, em junho de 2013. A banda também está frequentemente no track list do programa Zombilly no Radio. 

DISCOGRAFIA
• “O Inferno Com I Maiúsculo” (CD Independente, 2007);
• “Comando Fantasma” (CD Laja, Rastrillo, Chop Suey e Pisces, 2009);
• “Vilipêndio a Cadáver” (Vinil 7``, Reverb-Brasil, Back on Black, Chop Suey e TrashCan, 2011);
• “Death Surf” (Vinil 7``, Reverb-Brasil, Mandinga, High Time, Esta Noite Encarnarei No Teu Compacto, High Voltage, Chop Suey e TrashCan, 2015).

VIDEOCAST COM DRAKULA . 

SITES
BandCamp  e  Facebook .




Foto: Andye Iore

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Kozmic Gorillas volta em nova formação

A banda de surf music Kozmic Gorillas retorna em sua origem curitibana. O trio está com nova formação depois de uma temporada em Londrina.
Dessa vez o guitarrista Marcio Tadeu (foto) está na companhia do baterista Matheus Moro (do Movie Star Trash e ex-Ovos Presley) e do baixista Raphael Gorny (do Joanetes e Macedonia). Eles ensaiam há seis meses em Curitiba e já estão na estrada em shows. “Acho que estamos num dos melhores momentos da banda”, anunciou Marcio Tadeu, sobre as novidades.
O Kozmic Gorillas foi formado em 1999 e já lançou dois discos: “Conquering the space” (2001) e “Gorilla´s Curse” (2003). Nos ensaios recentes a banda reformulou os arranjos de sons antigos e também já fez novas composições, com expectativa para lançar um disco novo.
O Kozmic Gorillas já tocou no Projeto Zombilly e é uma presença constante nos track lists do programa Zombilly no Radio.

Confira video com a nova formação do Kozmic Gorillas: 

Foto: Andye Iore

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Brian Oblivion faz show no Casa da Vó Bar


Hoje começa a segunda parte do Rock in Rio 2015. Mas, em Maringá, tem um show muito melhor que as presepadas que rolam na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. A banda maringaense de surf music Brian Oblivion & Seus Raios Catódicos faz mais um de seus shows ocasionais em Maringá.
O quarteto se apresenta hoje a partir das 23h no Casa da Vó Bar (avenida Euclides da Cunha, 155), com ingresso a apenas R$ 5. “Temos três músicas novas, mas não vamos tocar”, anunciou o guitarrista Gustavo Bordin (à direita na imagem) num típico comentário obliviano. “O repertório de hoje será o do disco ´Conforto acústico´, o EP novo e umas cinco ou seis versões”.

Mesmo assim está bom demais. Apesar de suas aparições esporádicas, a “idosa” banda maringaense já ganha mais fãs e destaques em outros estados. Eles tocaram esse ano na 14ª edição do badalado Primeiro Campeonato Mineiro de Surf.

E foram convidados para participarem da segunda edição da coletânea Weirdo Fervo, com bandas brasileiras de garage, punk e surf music, lançada pela Wildstone Prod. O Brian Oblivion  participará desse disco de vinil com a música “New Hope Theme” ou “Tereza”. A banda ainda debate para escolher e fazer ajustes. A banda venderá no show de hoje o EP “Maristela é meu limite” e camiseta.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

The Mullet Monster Mafia lança discos novos


Ficar parada não é com a banda The Mullet Monster Mafia. O trio piracicabano de surf music está sempre na estrada tocando em buracos underground ou participando de festivais gringos. E, claro, ganhando novos fãs a cada show.
Além dos palcos, a banda também tem boa movimentação no estúdio. Já são três discos e eles preparam o lançamento de dois discos em vinil em seguida, conforme anunciamos no programa Zombilly no Radio no começo do mês.
Serão um álbum 12” com 13 músicas, incluindo os dois primeiros discos que já estão esgotados e só saíram em CD – “Power surf orchestra” (2009) e “Dogs of the seas” (2011) - e mais duas canções da “Take one session” gravada com amigos numa parceria entre Urgência Filmes e Milestone Studio, numa serie com bandas tocando em estúdio. E ainda um EP 7” duas músicas inéditas - “Surf´n´goat” (vídeo acima) e “Porno diesel” – que mostram uma pegada ainda mais pesada que a banda já tem. Os discos devem sair até o final do ano.
ORGANIZAÇÃO - O The Mullet Monster Mafia tocou no Projeto Zombilly em Maringá em novembro de 2012. Paralelamente às loucuras das tours, o trio tenta se organizar mais tendo um acompanhante nas viagens, ampliar (e ter disponível) o produtos da banda e até passaram a tocar com set list! Também está prevista na agenda da banda a volta para a Europa para mais uma tour gringa.
O vídeo acima foi gravado na festa de quatro anos da BarBearia, que aconteceu no Cemitério de Automóveis, em Londrina, no último sábado (19).
DISCOGRAFIA
- “Power surf orchestra” (2009)
- “Dogs of the seas” (2011)
- “Clash Of The Irresistible” (2013)
- “Power surf orchestra” / “Dogs of the seas” + bonus (2015)
- New EP (2015)
* Confira página da banda no BandCamp e no Facebook .

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Uma preciosidade instrumental dos Spotnicks

disco-spotnicks
Uma das aquisições mais bacanas na feira do Clube do Vinil de Maringá foi o compacto da banda The Spotnicks. A banda de música instrumental é um quarteto da Suécia formado no final da década de 1958. Apesar de não ser muito conhecida, a banda gravou 42 discos e vendeu mais de 18 milhões de cópias, disputando os palcos na época com The Shadows e The Ventures e influenciando muitas bandas de surf music no decorrer dos anos.
Não só na sonoridade, como também no visual. A banda com nome do satélite russo explorava o conceito de ficção científica batizando suas canções com nomes relacionados a filmes futurísticos e os músicos se apresentavam usando roupas de astronautas.A banda já teve diversas formações e ocasionalmente se reúne para turnês, tendo tocado na Europa no ano passado como quinteto.
Essa edição das imagens é um compacto duplo lançado na Alemanha em 1964. São dois discos de 45RPM com uma música em cada lado: Amapola, Johnny Guitar, Havah Nagila e Orange Blossom Special.
O disco foi comprado na Melomano Discos, um dos expositores do Clube do Vinil de Maringá. Tocarei esse disco no programa Zombilly no Radio.
* Veja vídeo de "Rocket man", com The Spotnicks.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Brian Oblivion lança disco e toca em festival em MG

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E poderíamos incluir no título acima “e também dá entrevista”. Quem acompanha a banda maringaense de surf music sabe que não são situações muito comuns. O Brian Oblivion & Seus raios Catódicos já passou por inúmeras formações, tem um divertido histórico de lendas urbanas e em mais de 20 anos de existência nunca lançou um álbum entre idas e vindas, alternando períodos de hibernação com outros de iniciativas pessoais. O grupo passa agora pela segunda situação.

A banda acabou de gravar seu segundo EP. “Maristela é meu limite” tem cinco músicas e será lançado esse final de semana, no badalado festival Primeiro Campeonato Mineiro de Surf, que chega em sua 14ª edição, em Belo Horizonte (MG). As músicas “Matando Jacob”, “Balada do filho gay”, “Tereza”, “Santo” e “New Hope theme” foram gravadas no Estudio Burn e não são tão novas, pois já fazem parte do repertório de shows da banda. 

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DISCO – O Brian Oblivion & Seus Raios Catódicos foi formado em 1996 e lançou seu primeiro disco em 2011 (existe uma lenda urbana que a banda havia gravado um disco há muito muito tempo atrás e as gravações foram perdidas). A banda gravou cinco músicas no Studio Vox, em Maringá, em 2009 e nunca lançou. O Projeto Zombilly pegou os arquivos e produziu por conta própria uma tiragem limitada de 50 cópias que foram entregues para a banda que, claro, nunca mais fez outra tiragem. O disco tem cinco músicas e mais um bônus gravado ao vivo no Projeto Zombilly, no estúdio da UEM FM, e foi lançado em maio de 2011.

Aliás, o Projeto Zombilly faz um papel informal numa mistura de fã, produtor e divulgador da banda que já participou de entrevista no Zombilly no Rádio, gravou ao vivo no estúdio no projeto Zombilly Tracks, já teve músicas tocadas no programa inúmeras vezes, diversos convites para shows (incluindo um com uma inusitada versão como duo) e muitas indicações para amigos ouvirem. Sendo uma delas a que levará a banda até Belo Horizonte agora. Claro, por méritos próprios e não porque eu indiquei... e continuarei ajudando como puder porque essa é uma banda que gosto muito e fico feliz em ver que mais pessoas conheçam uma banda com uma sonoridade não popular na cidade, cujos shows não são sucesso de bilheteria... como é a opção e idealização cultural do Projeto Zombilly.  

Entrevistamos o guitarrista Gustavo Bordin e o baterista Paulo Agostinho que comentaram sobre a gravação do disco novo e outras situações que poucos conhecem sobre a banda. 

brian-gustavo2
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como foi a gravação do disco?
GUSTAVO BORDIN - O disco está finalizado. Já terminamos o processo de mixagem e masterização do áudio. Dessa vez, optamos por um som um pouco mais limpo, principalmente porque as músicas são mais melódicas. Como já tocávamos estas músicas em shows há algum tempo, elas estavam bem amadurecidas, o que permitiu pensar melhor nos arranjos de trompete e teclado. Gostamos bastante do resultado.
PAULO AGOSTINHO - Para mim as gravações são sempre um processo, ao mesmo tempo bastante criativo e cansativo. Acho que isso se deve ao fato de eu ser um baterista essencialmente intuitivo e primitivo (leia-se sem técnica). Tenho certa dificuldade com marcações metronômicas ou repetição idênticas de viradas, por exemplo. As gravações foram rápidas. As músicas já tinham uma estrutura previamente estabelecidas. O arranjo mudou um pouco com acréscimo de novas camadas de trompetes, teclados e um pouco de percussão. Achei que ficou bonito. Importante dizer que o fato de serem músicas próprias foi fator preponderante para desejássemos fazer o registro, isso realmente dá uma mudança de perspectiva e estimulo para continuar e pensar em coisas maiores para o futuro. 

Quantas músicas serão e qual previsão de lançar?
GUSTAVO BORDIN - São apenas cinco músicas, assim como no primeiro, o “Conforto Acústico”. Não estamos preocupados em gravar em quantidade. As coisas pra gente funcionam bem devagar, sem nenhuma pressa. Achamos que essa era a hora de gravar essas músicas, então gravamos. O lançamento oficial está previsto para o dia 2 de maio, data de aniversário da lenda da Surf Music, Link Wray. Será em Belo Horizonte, no 14º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. O lançamento em Maringá ainda não tem data definida, mas na cidade temos alguns amigos que apoiam a banda, não vai ser difícil fechar um dia.
 

bambi molesters04
Vocês vão tocar no maior festival de surf music do Brasil. como esta a expectativa para o Campeonato Mineiro de Surf?
GUSTAVO BORDIN - Estamos bem animados, é um grande festival, bem organizado e também, como disse, será o lançamento do disco. É uma ótima oportunidade para conhecermos pessoalmente as melhores bandas de surf music do Brasil. Nunca tocamos em outro estado, então será marcante.
PAULO AGOSTINHO - Poxa é massa tocar em outra cidade ainda mais em uma metrópole. Acho que vai ser um grande experiência . Interagir com o pessoal do surf, ainda mais que minero é tudo gente boa. 

A banda alterna períodos de shows e iniciativas com outros de "marasmo". Como foi pra vocês tomarem a iniciativa de gravarem agora?
GUSTAVO BORDIN - Acredito que essas oscilações são normais para as bandas independentes. É mais difícil ainda para nós já que fazemos música instrumental. O público é muito seleto e tocar com muita frequência pode ser desanimador. Tocar toda vez em Maringá pra meia dúzia de pagante não é muito estimulante. Mas nunca deixamos de ensaiar, de criar músicas. Apenas, às vezes, optamos por não ir atrás de shows, pra preservar nossa autoestima. Nos divertimos bastante em ensaios e a iniciativa de gravar também foi pensando no bem-estar da banda. Tínhamos as músicas, estavam maduras e escolhemos cinco para gravar, sem estresse, sem pressão. Simplesmente porque gostamos de surf music.
PAULO AGOSTINHO - O Brian não teve durante sua história muitos registros em função um pouco da displicência de seus componentes, da ideia de diversão inconsequente, a falta de noção de que o tempo passa muito rápido (dai a importância de registrá-lo), do gasto dos cachês dos show (quando havia) em bebida, constante troca de componentes em algumas fases da banda, além do fato de termos poucas músicas próprias durante muito tempo. Isso tudo mudou, daí o registro.
 

O que mudou nas influências da banda nesses anos e das gravações entre os dois discos?
GUSTAVO BORDIN -
Quando entrei, em 2003, a gente só tocava cover e versões simplificadas dos clássicos da surf music, e nosso repertório não mudou muito até 2008. Então, quando estávamos cansados de tocar as mesmas músicas, e não tinha mais música fácil pra tirar, decidimos começar a criar. Nosso primeiro EP, o “Conforto acústico”, foi gravado em 2009, mas lançado em 2011. Porém, em 2010 já tínhamos mudado novamente a formação da banda. Foi quando a Elise entrou com o trompete. Ou seja, mudamos o repertório com a inserção do trompete, e tocávamos só duas músicas do disco recém lançado. Acho que o divisor de águas foi mesmo um instrumento de sopro dividindo as melodias com a guitarra. Foi possível tocar novas músicas e facilitou também na criação. Começamos a ouvir com mais cuidado outros estilos musicais, como o chorinho, tango, música latina em geral, para ajudar nas composições.

PAULO AGOSTINHO - Penso que se inaugura um novo momento na história do Brian. Todos (em especial eu) estão mais velhos e sábios (isso não implica em tocar melhor, mas em fazer menos coisas idiotas antes e depois de tocar). A entrada da Elise no trompete e do Júlio no baixo também acrescentou novas sonoridades e uma energia inaudita para os padrões “brianianos”, que impulsionou a todos pra frente. Estou muito feliz, pois acho que estou aprendendo muito com o pessoal, especialmente ficar no tempo da música. Acho que agora vai... só não sei pra onde. 

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FORMAÇÃO
• Paulo Agostinho (bateria)
• Gustavo Bordin (guitarra)
• Elise Savi (trompete)
• Julio Maia (baixo)
 

DISCOGRAFIA
• “Conforto acústico” (2011)
1 – Tupinambás em alto mar
2 – Espectro de Plank
3 – O passo do Patinho
4 – Pororoca stomp
5 – Orbital
4 – O passo do Patinho (versão Zombilly) *
 

• “Maristela é meu limite” (2015)
1 - “Matando Jacob”
2 - “Balada do filho gay”
3 - “Tereza”
4 - “Santo”
5 - “New Hope theme”
 

• Página no Facebook do Brian Oblivion.
Fotos: Andye Iore/Projeto Zombilly

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terça-feira, 17 de março de 2015

Zombilly no Radio - Podcast The Freeborn Brothers

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Voltamos com mais uma edição do programa Zombilly no Radio em versão podcast. Temos lançamentos do The Violentures, Wander Wildner, Karne Krua, The Great Munzini e também nova vinhetas.
Além de falarmos sobre o show da banda da Polônia, The Freeborn Brothers, em Maringá essa semana, do show do The Sonics que vimos em São Paulo, da feira do Clube do vinil de Maringá, entre outros assuntos bacanas.
* baixe aqui o arquivo em MP3 desse programa (60MB).
TRACK LIST:The Violentures - Surfin lava
Brian Oblivion & Seus Raios Catódicos - Espectro de Plank
Wander Wildner - Uma angústia presa na garganta
Karne Krua - Quando o Homem Vira O Animal
The Freeborn Brothers - Heart is dying
The Freeborn Brothers - Poor Widow
The Great Munzini – Telepatia
The Anomalys - See me bleed
The Sonics - Boss Hoss
Zombilly no Radio – 17 de março de 2015
Edição em podcast - Duração: 33 minutos
Acervo, produção, edição e apresentação: Andye Iore

Baixe aqui o arquivo em MP3 (t
amanho: 60MB)
Trilha de fundo: The Specials e Lee Perry
O Zombilly no Radio vai ao ar na UEM FM aos sábados às 18h e quarta-feira às 23h59
Para ouvir:
- UEM FM 106,9 ou no site da radio .

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Man or Astro-Man? volta ao Brasil com novo repertório

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A Man or Astro-Man? é a principal banda contemporânea de surf music. Formada em Auburn, Alabama, nos EUA, em 1992, lançou 12 álbuns até agora e está gravando disco novo. A banda já tocou em 30 países, seja em bares pequenos ou em festivais em estádios com milhares de pessoas. E eles voltam ao Brasil na próxima semana, com o público brasileiro tendo o privilégio de ouvir um novo set ao vivo.
As influências sonoras foram Link Wray, Duane Eddy, Dick Dale, The Ventures e The Safaris, com new wave, com o visual de astronautas. Outra curiosidade é que os músicos pesquisam tecnologia, usando aparelhos não muito comuns para bandas de surf music. O que sai do lúdico para a prática no conceito de ficção científica que a banda apresenta.
E isso é um aspecto interessante no Man or Astro-Man?. Para curtir mais a banda, você não pode levar a serio o que os músicos falam e demonstram. Em todas as entrevistas eles brincam com o conceito sci-fi dizendo que vieram de outro planeta, a nave deu problema e eles ficaram passeando pela Terra. E, a partir disso, foram inúmeras histórias engraçadas narradas pela banda alienígena. Tanto é que assumem personagens como Star Crunch, Birdstuff e Coco the Electronic Monkey Wizard, alternando a formação como trio, quarteto ou quinteto. Incluindo uma tour anunciada como clones dos aliens originais.
LANÇAMENTO - O Man or Astro-Man? está em estudio gravando disco novo. Eles dão uma pausa nas gravações para fazerem a mini tour no Brasil, com quatro shows produzidos pela Mamute Entertainment: Santos (12 de fevereiro), São Paulo (13 de fevereiro), Curitiba/Psycho Carnival (15 de fevereiro) e Recife (15 de fevereiro). O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Star Crunch que falou sobre a volta da banda ao Brasil e comentou como está a saga alienígena na Terra.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - O Man or Astro-Man? é a principal banda de surf music hoje. Vocês tem noção dessa importância? A colonização do planeta Terra deu certo?
STAR CRUNCH -
A verdade é que nós nunca estivemos aqui para colonizar. Na verdade, nós acidentalmente caímos na terra depois de um acidente com nossa nave e estamos tentando deixar este planeta desde então. Nós viajamos neste planeta só para encontrar partes de nossa nave espacial para a nossa fuga. A surf music é um subproduto do nosso sistema digestivo alienígena.
Como está a expectativa de vocês em voltar ao Brasil?
Estou com grande expectativa para olhar tudo 2,5 anos mais velho desde a última vez que estivemos no Brasil, de acordo com o tempo espacial. Talvez esteja um pouco mais quente, devido às condições globais.
Quais suas lembranças do Brasil?
O Brasil é um dos lugares mais belos que eu vi. No entanto, a única memória que se destaca é o nosso publicitário nos levando a um restaurante em São Paulo, na torre da TV Band. Eu nunca tinha comido pizza com luvas e eu tinha certeza de que eu estava no futuro nesse jantar.
Como será o set da tour?
Tocaremos apenas material novo, com 20 minutos de jam surf music. Eu tocarei cítara em posição de lótus na maior patrte da noite.
Vocês tocarão no festival Psycho Carnival, com bandas de rockabilly e psychobilly. Como é para vocês tocar com banda de outros estilos?
Eu sempre ouvi dizer que a variedade é o espaço de vida.
Quais são seus cinco filmes favoritos de ficção científica ou horror?
Isso é uma coisa que sempre muda, está em evolução. Mas no topo na minha cabeça hoje estão:
“Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977)
“Mortos de Fome” (1999)
“Lunar” (2009)
“O Enigma de Outro Mundo” (1982)
“2001: Uma Odisséia no Espaço” (1968).
Como está a cena de surf music no mundo? Onde há bom público e bandas?
A costa oeste dos Estados Unidos é a escolha óbvia se você está falando apenas de surf music. Há muitas bandas clássicas lá e a energia parece existir perpetuamente. No entanto, eu sempre flutuo para locais onde há bandas estranhas, com influências estranhas a partir das ondas de éter e que não estão necessariamente ligadas a qualquer cena ou local específico. Isso pode acontecer em qualquer lugar, às vezes, onde você menos espera.
Você conhece alguma banda brasileira de surf music?
Sepultura conta?!?
Como está o Man or Astro-Man? hoje? Vocês estão gravando um disco novo...
São informações confidenciais neste momento. Eu acho que este disco irá explorar o espaço mais obscuro e desconhecido que o habitual. Talvez um pouco mais instrumental, talvez.
A mistura de humor, ficção científica e surf music foi uma boa fórmula para atrair os humanos. A Terra foi uma boa escolha para vocês?
Não foi realmente uma escolha. Nós acidentalmente pousamos aqui e ainda não conseguimos encontrar o nosso caminho para irmos embora. Os seres humanos parecem achar isso engraçado.
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LINKS
* Confira a página do MOAM no Facebook.

* Confira o site do MOAM.
* Veja apresentação ao vivo do MOAM na radio KEXP, em Seattle (EUA), em 2013.
Fotos: Divulgação

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Duo Phantom Powers apresenta o rock tosquera no Psycho Carnival

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Porto Alegre é famosa por ter uma das cenas de rock mais criativas e variadas no Brasil. E é de lá que vem a banda que atrai cada vez mais a curiosidade dos fãs de garage rock no Brasil. O duo Phantom Powers já fez alguns shows fora do Rio Grande do Sul e começa a trabalhar no segundo disco. Eles lançaram um EP com sete músicas no ano passado e já tem composições novas que devem formar um novo EP ou até um álbum esse ano.
A banda faz uma mistura de garage,punk, blues e surf music, difundida no meio como rock selvagem. As influências são The Cramps, Link Wray e The Ventures. Eles tocam com Tio Vico como monobanda (violão, guitarra, bateria e vocal) e Ray Z (guitarra).
O Projeto Zombilly bateu um papo com a dupla que se apresentará no Psycho Carnival, abrindo o evento paralelo Curitiba Rock Carnival no dia 15 de fevereiro (domingo) a partir das 13h, na Praça Eufrásio Correia, em Curitiba (PR), com entrada gratuita. A banda avisa que levará camisetas e CDs para vender no Psycho Carnival.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Vocês tocam no formato duo com um de vocês como monobanda. Como vocês chegaram nesse formato?
PHANTOM POWERS -
Não foi planejado. Começamos a compor assim e não sentimos falta de outros instrumentos.
Vocês tocavam em outras bandas antes?
Temos uns 20 anos de estrada cada um. Os Phantom Powers começaram há pouco mais de um ano quando sacamos que tínhamos influências em comum e resolvemos compor juntos.
O Brasil tem muitas bandas de garage rock, mas todas bem restritas ao underground. Como é para vocês estarem num meio que não tem muito público e sempre toca em esquemas independentes, quase sempre improvisados por esse Brasil...?
Somos o tipo de gente que se diverte com pouco, não importa quantas pessoas estejam assistindo, a entrega é total.
Qual a expectativa de vocês para tocar no Psycho Carnival 2015, em Curitiba?
Estamos animados, pois acompanhamos o festival há muitos anos e agora temos a oportunidade de mostrar o nosso som para um público que cultua as mesmas influências que nós.
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Como será o set no Psycho Carnival?
Nervoso! E basicamente autoral.
Como é a cena de garage rock em Porto Alegre?
Barulhenta, epilética, divertida e sem grana.
Como estão os planos da banda... gravação de disco, tour...?
Nesse começo de ano já estamos gravando músicas novas e ainda não decidimos se isso vai ser o próximo EP ou quem sabe um álbum completo. Nenhuma tour marcada oficialmente, onde existir desejo pelo rock selvagem, lá estaremos.
* Confira o Facebook do Phantom Powers.
* Veja o vídeo bacana de “Mother Nature's Call”, do Phantom Powers.
Fotos: Leo Rey. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

The Bambi Molesters apresenta tour com surf music bem sucedida

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As duas bandas mais bem sucedidas da surf music contemporânea mundial são a americana Man or Astroman? e a croata The Bambi Molesters. Curiosamente, as duas tocam no Brasil nos próximos 35 dias. O Projeto Zombilly entrevistou a segunda, que vem ao Brasil pela primeira vez com muita expectativa de fazer o público brasileiro fã de música instrumental se divertir bastante.
The Bambi Molesters foi formada em 1994 em Sisak, na Crácia. A banda tem influencia de garage rock a surf music clássica da década de 1960. Em apenas quatro discos entre 1998 e 2010, a banda saiu de uma restrita cena de surf music croata para conquistar fãs em todo o mundo com uma sonoridade melódica e shows bem agitados. O que acabou rendendo sempre boas resenhas na imprensa musical mainstream. Um grande impulso na carreira foi abrir shows da tour do REM em 1999. Outra abertura de destaque na história da banda foi para The Cramps, uma de suas influencias e cujo vocalista Luz Interior era fã declarado dos croatas.
The Bambi Molesters foi aumentando seu público com tantas boas referencias e chegando a situações não muito comuns a bandas de rock undeground. Como ter músicas nas trilhas da novela brasileira “Bang Bang” e na serie televisiva “Breaking Bad”. Além de ter participado de um tributo ao mestre Link Wray.
O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Dinko Tomljanovic (foto abaixo), que falou sobre a expectativa de tocar no Brasil pela primeira vez, comentou como está a surf music em alguns locais, anunciou que a banda deve ter inspiração brasileira no disco novo e, lamentavelmente, que a banda vem desfalcada para a tour no Brasil.
A tour brasileira terá nove shows entre 14 e 24 de janeiro. A banda avisa que terá para vender nos shows os discos que estão em catálogo, como como “As the Dark Wave Swells”, “Sonic Bullets”, “Intensity” e “Dumb Loud Hollow Twang Deluxe”, nas versões CD e vinil, e também o DVD "A night in Zagreb". O Projeto Zombilly fará a cobertura do show em Londrina (PR), no dia 17 de janeiro, que também terá as bandas The Mullet Monster Mafia, Búfalos d´Água e Maníaticos do Reverb.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Vocês tocam em festivais em diferentes. Como está a surf music hoje, quais países tem bons bares, bandas e público para esse gênero?
DINKO TOMLJANOVIC
- Temos tocado principalmente em torno da Europa e nas cidades maiores ainda há muitas bandas boas, clubes e público para este tipo de música se manter viva. Especialmente na Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra. Isso continua a tradição dos anos 60 quando a cena de música instrumental e garage era realmente forte.
Como é a cena para a surf music na Croácia?
Antes de começarmos a nossa banda esse tipo de música era praticamente esquecida. Até poucos anos atrás, éramos a única banda a fazer este tipo de som. Agora há algumas bandas também tocando. E pode ser, em parte, por nossa causa. É claro que, durante o começo da década de 1960 a cena instrumental, embora não exatamente surf, era forte na Croácia. Principalmente por causa da enorme influência do The Shadows. Havia bandas como Bijele Strijele, Atomi criando então uma nova explosão de guitarras na juventude. Mas essa cena terminou em meados dos anos sessenta. Nós começamos em 1994, ouvindo a velha surf music americana e tentando fazer a nossa própria versão da mesma.
Quais são as suas expectativas para tocar no Brasil?
Sempre que tocamos, tentamos levar emoção e bons momentos para o nosso público. Por isso, esperamos fazer o mesmo no Brasil. Fazemos muitos shows grandes na frente do público totalmente novo e desconhecido. E, na maioria das vezes, conquistamos o público no final do show. E sempre somos chamados de volta para tocar um pouco mais. Então, esperamos ter muita diversão no Brasil, mesmo que essa seja a primeira vez.
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O Bambi Molesters vai fazer uma turnê no Brasil. O que é muito difícil de fazer com bandas do seu estilo... mesmo as bandas brasileiras tem dificuldade de fazer tours aqui ... vocês não se importam em tocar em lugares pequenos?
Não importa quão grande ou pequeno o público ou o clube é. Vamos tentar fazer o nosso melhor para divertir. Começamos tocando em pequenos clubes. Por isso, estamos acostumados a isso. Embora, nos últimos anos, nós tocamos em lugares maiores. Na maioria destes pequenos clubes o público é muito receptivo, o ambiente é ótimo para tocar e alguns dos nossos maiores shows aconteceram em tais situações.
Qual será a formação na turnê brasileira?
Infelizmente, nossa amada baixista Lada quebrou a mão há alguns dias. Portanto, nosso amigo multitalentoso Luka Bencic, da excelente banda croata My Buddy Moose, vai tocar conosco nessa tour. Ele já tocou baixo com a gente antes. Ele sabe o que faz e temos certeza que ele se sairá bem. O resto de nós é: Dalibor na guitarra, Dinko na guitarra e Hrvoje na bateria.
Como será o set do Bambi Molesters na turnê brasileira?
Vamos tocar o nosso set list habitual com nossas maiores canções e alguns covers cuidadosamente escolhidos. O que agradou o nosso público e a nós também ao longo dos anos. Esperamos que público brasileiro goste.
O Brasil tem muitas bandas de surf music ... você sabe algo sobre as bandas brasileiras?
Como estamos indo pela primeira vez, realmente não conhecemos bandas brasileiras de surf. Mas, a julgar pelo grande história de todos os tipos de música brasileira, não haverá surpresa se nós encontrarmos grandes bandas de surf no Brasil.
Todas as bandas brasileiras de surf music vivem no underground e não tem espaço na mídia, não vendem muitos discos ... isso é uma coisa comum para esse gênero?
Como em qualquer lugar, neste momento, em comparação com outros gêneros, surf music é relativamente menor. Mas, nós provamos que, se dedicando muito, ainda podemos viver disso. É apenas um gênero musical como qualquer outro tipo de música. Mas, é claro que é preciso boas composições, inspiração e persistência em sua própria banda para realmente sobreviver. Começamos a nossa banda por amor pela música. Provavelmente todas as outras bandas fazem o mesmo. Sem o amor pela música, não haveria nada. Todas as outras coisas como cobertura da mídia e vendas, virão para você, se você colocar o seu coração nela.
Você tem algum interesse específico em ver no Brasil, como praias, conhecer pessoas, bandas...
É claro que, além de tocar, estamos muito contentes que nós conheceremos pessoas no Brasil. Queremos ver um pouco da bela paisagem brasileira, pelo que o Brasil é famoso. O que só vi em fotos até agora. Esperamos também experimentar a boa comida e as bebidas brasileiras. E, pelo menos, mergulhar os pés no oceano Atlântico.
Você sabe que em 2004 uma canção do Bambi Molesters foi usada em uma trilha sonora de uma novela, uma serie popular na TV, com muito drama e romance, e que nunca bandas de rock com o som de vocês conseguem esse espaço?
Sim, nós ficamos muito emocionados e agradavelmente surpreendidos quando a nossa música foi escolhida para ser tema em "Bang Bang". A exposição na mídia como esta é um grande apoio, um reconhecimento que nos faz continuar e a certeza de que estamos fazendo a coisa certa.
O que está previsto para o futuro do Bambi Molesters?
Nós pretendemos fazer um novo disco em breve. Se o tempo permitir, provavelmente este ano. Temos a certeza que teremos boas lembranças desta turnê no Brasil e vamos usar isso como inspiração para compor algumas boas novas melodias.
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DISCOGRAFIA DO BAMBI MOLESTERS:
“Dumb Loud Hollow Twang” (1998)
“Intensity!” (1999)
“Sonic Bullets: 13 from the Hip” (2001)
“Dumb Loud Hollow Twang-Deluxe” (2004)
 “As the Dark Wave Swells” (2010).



TOUR BRASILEIRA:
14 de janeiro – no SESC,  em Bauru (SP)
15 de janeiro – no SESC, em Piracicaba (SP)
16 de janeiro – no 92Graus, em Curitiba (PR)
17 de janeiro – no Hush Pub, em Londrina (PR)
19 de janeiro – no SESC Consolação, em São Paulo (SP)
20 de janeiro – programa Metrópolis, TV Cultura
22 de janeiro – no SESC, em Rio Preto (SP)
23 de janeiro – no SESC, em Santos (SP)
24 de janeiro – no Espaço Plínio Marcos, em Ilha Comprida (SP)
Fotos: Peshovski /Divulgação