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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Novo video do Social Distortion é superprodução



A banda Social Distortion divulgou no último final de semana seu novo video. A música é "Machine gun blues", do disco "Hard times and nursery rhyme" lançado no começo desse ano. O video é uma superprodução inspirada nos filmes de gangsters dos anos 30. A banda é uma gangue de assaltantes de bancos e é perseguida pela polícia após um assalto.
Imagino como o Mike Ness deve ter se divertido nas gravações, já que ele também participou do roteiro da história.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O bom sujeito Mike Ness


O show do Social Distortion em 19 de janeiro de 2003, no House of Blues em Anaheim, na California (EUA), foi lançado em video em 2004, com o título "Live in Orange County”.
Mike Ness tem momentos de extrema simpatia com o publico. Uma das partes mais legais é quando ele dedica uma música para uma de suas maiores influencias na metade do show (é a oitava música):

“Vamos tocar uma música para Joe Strummer agora. Se não fosse pelo Joe Strummer, estaríamos ouvindo Motley Crue... onde está o Motley Crue?!? Onde está o Guns´n´Roses? Onde está o Poison? Eles se foram, eles se foram...
Acho que o Bon Jovi continua por aí... eles cortaram seus cabelos... mas, vocês sabem, essa música não é para a gente, né?! Que tipo de pessoa escute esse tipo de música?!? [risos]
Boa pergunta... eu não sei!
De qualquer maneira, o Clash foi pioneiro...
Eu também gostaria de dedicar essa para Joey Ramone que também foi um pioneiro. Eles mudaram o jeito que as coisas são hoje porque eles não gostavam do jeito que elas eram antes para eles.
Se você quer mudança, tem que levantar sua bunda e fazer algo...”

E mandaram “I Wasn't Born to Follow” fazendo o publico cantar e dançar.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Meus amigos velhacos do rock


É bacana quando você encontra coisas que você gosta bastante e paga pouco por elas.
Como foi o caso dos CDs que comprei ontem.
Estava numa galeria procurando DVD virgem e vi uma loja de CDs...
Como estava sem pressa, entrei só para passar o tempo.
Para minha surpresa, havia muita coisa bacana e com preço camarada.

Depois de separar uns 12 CDs, caí na real, fiz as contas do que tinha que fazer depois e comprei só três, que são importados e estavam com preços mais baratos que os nacionais:
Johnny Cash & The Tenessee Two - The rare and unissued Sun Recordings - é de uma serie de raridades de artistas da Sun. Eu já tenho uma dessa coleção do Elvis Presley. São músicas raras, com gravações toscas e muito rock´n´roll. Esse CD do Johnny Cash tem 18 músicas e a maioria delas não foi gravada nos discos oficiais.
Johnny Cash - "The Fabulous Johnny Cash" (1958) + "Songs of our soil" (1959) - serie com dois discos em um CD. Ao todo são 24 músicas e há varias que eu não tenho na minha coleção.
Neil Young - "Everybody´s rockin´" - disco de 1983 onde Neil Young regravou alguns clássicos do country e rockabilly, alternando canções suas.

E, como a foto mostra, descolei um poster do Johnny Cash para decorar minha parede, uma camiseta do Mike Ness que eu já perdi de comprar outras vezes e o livro com a biografia de Johnny Cash em quadrinhos, "Johnny Cash - Uma biografia", de Reinhard Kleist, lançada em 2006 na Alemanha e no ano passado no Brasil, pela 8Inverso.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Uma "lata de sardinha" até o Social Distortion

Há alguns meses soube da confirmação do Social Distortion em sua primeira tour pelo Brasil e que passariam por Curitiba. O que me veio à cabeça nesse momento foi: preciso ir.
Depois de alguns desencontros e de quase não rolar a viagem, o tão esperado dia chegou. Saímos em uma van de Maringá que depois de 7 horas de viagem, encostou no Curitiba Master Hall. Alguns fãs já aguardavam no local pelo grande momento.

O show começou às 21h47 e a casa estava lotada. Eles abriram com uma música instrumental (“Roadie Zombie”) e já mandaram um cover dos Rolling Stones (“Under my thumb”) na sequencia.
O “tiozão” Mike Ness (48 anos) estava mesmo inspirado. Interagiu bastante com o público e corria por todos os cantos do palco.
E ainda presenteou os presentes com alguns pulos, dignos de um garoto de 18 anos. O som estava perfeito, era como se estivéssemos ouvindo um CD e a galera não deixou uma música passar em branco. Todas foram cantadas aos berros.
Quando mandaram “Bad Luck”, do álbum “Somewhere Between Heaven And Hell”, dava pra sentir a casa tremer.

Eles fecharam a primeira parte do show com “Nickels and Dimes”, que ficou simplesmente perfeita. Após 1h10 de show a banda deixou o palco, mas os fãs sequer saíram do lugar. Todos aguardaram o retorno da banda. Após alguns minutos, voltaram para mandar mais dois sons: “Making Believe” e “Cold Feelings” e novamente uma saída.

Dessa vez quem voltou foi um dos organizadores dizendo que Mike Ness queria saber por que a galera estava gritando “É Campeão” e “Segunda Divisão” (o Coritiba havia sido campeão paranaense naquele dia, porém os atleticanos queriam lembrar que o “Coxa” vai disputar a segunda divisão do Campeonato Brasileiro este ano).
Então Mike pediu que todos gritassem as frases novamente e foi assim que eles voltaram com “Prison Bound” e em seguida mandaram a versão fantástica de “Ring of Fire” (do Jhonny Cash), para fechar a noite com chave de ouro.

Depois foi só encarar a viagem de volta na nossa “lata de sardinha”. Mas que valeu a pena em todos os sentidos. Agora é só esperar o Toy Dolls em setembro.




Colaboração: Murilo Rigo - @murilorigo
Fotos do show: Juliana Paiva - @july_anapaiva
Foto da Sick Van - tirada do Orkut de Renato Zóio - @renatozoio

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pignata conta como foi o Social Distortion

Social Distortion, 18 de abril de 2010
Curitiba Master Hall, Curitiba – PR

Entre amigos fechamos a Sick Van, que partiu de Maringá para Curitiba logo cedo. Na bagagem a expectativa para ver o show de uma das bandas mais respeitadas do rock n’ roll e seu líder, o sargento Mike Ness.
Chegamos em Curitiba. Depois de comer e beber entramos no Curitiba Master Hall ao som da banda de abertura, o Hillbilly Rawhide. Não conhecia, mas fiquei com uma ótima impressão. Como banda de abertura do show do Social Distortion sabiam do papel de coadjuvante, mas aqueceram os músculos e cordas vocais dos sedentos por rock que ali estavam. Aplausos para eles.

Meia hora depois da apresentação do Hillbilly Rawhide, o espetáculo começou. Os fãs colocavam a mão na cabeça, não acreditavam no que estavam vendo. Depois de trinta anos de banda (quantos anos você tem?) o Social Distortion estava ali, na frente deles. O sargento cantando com aquela voz rouca que você só escutou na sua caixa de som, aquela Gibson Les Paul dourada com os dizeres Orange County, a outra com o número 13, aquelas canções com letras que fazia você refletir sobre sua vida estava tudo ali, ao vivo. Foi gratificante ver no palco homens cantando e tocando com o coração.

No setlist destaco “Road Zombie”, instrumental que abriu o show chamando a multidão para o caos; “The Creeps”, dedicada pelo vocalista aos atleticanos que perderam o Paranaense naquele dia; “Sometimes I Do”, quando Mike Ness provou que sua voz vai cantar por muito tempo ainda e “Ring of Fire”, que fechou o show com maestria. “Story of My Life” ficou para o próximo show, o qual o sargento prometeu que vai acontecer em breve.
O Social Distortion retorna a sua casa com a sensação de que “maybe you’re more passionate than americans”. Depois de ter passado pela América do Sul e visto a paixão que temos pelo rock e futebol, nada mais justo. Para retribuir o elogio, faço minhas as palavras de um dos organizadores do show, que tomou o microfone, apontou para o Mike Ness e disse olhando fixamente para a platéia: “Esse cara é foda!”.

Obrigado aos professionals Kim, Liliane, Carlinho, Bianca, Zóio, Brunão, Manta, Careca, Emar, Caio, Edson, Jéssica, Murilo, Juliana e o Seu João.
“Friday and Saturday are for amateurs. Sunday is for the professionals.”
Mike Ness

Colaboração: Alessandro Pignata - @apignata
Foto: Bianca Rocha Gomes da Silva