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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Premiado “Leste Oeste” está em cartaz no Paraná



O premiado filme londrinense “Leste Oeste”, de Rodrigo Grota, está em cartaz nos cinemas paranaenses. Em Maringá hoje (14) é a última oportunidade de ver no CineFlix (com sessões às 20h10 e 22h, no Shopping Maringá Park). Em Londrina é no Cine Royal Plaza (às 17h30 e 19h15). Além de Ponta Grossa e Curitiba, também há sessões em outras 11 cidades brasileiras.
A exibição nos cinemas do Paraná é uma parceria entre o governo do Estado, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Banco de Desenvolvimento da Região Sul (BRDE).  Apesar de atrasado, vale a ida ao cinema. O filme feito em 2014, estreou em 2016 e somente agora entra em circuito comercial. Até então, rodou festivais em todo o mundo e conquistou prêmios em diversos eventos. Como nos Estados Unidos, Holanda, México, entre outros.

É uma obra com perfil de festival. Dramas e disputas familiares, encontros e desencontros amorosos, trilha roqueira bacana, entre outros aspectos que afastam um filme de grandes bilheterias. Mas tem seu público fiel e agrada a crítica.
O enredo mostra um piloto de carro de corridas que volta para sua cidade depois de anos em outros países. O retorno bate de frente com a rivalidade com o pai, o amor enrustido pela cunhada e o encontro com o sobrinho adolescente que segue seus passos profissionais.



“Leste Oeste” é filme para ver num cinema com bom sistema de som. Além dos inúmeros diálogos, há diversas cenas com “quase silêncio”. Onde o som do vento, do cigarro queimando, do passar de fotos em papel são ressaltados como que ilustrando o sentimento das personagens. Sem contar a trilha sonora de Rodrigo Guedes, da banda Grenade. “O Grota me pediu três músicas da banda e eu fiz a trilha com músicas originais que compus especificamente para o filme”, comenta Guedes. A parceria entre os Rodrigos já vai para a sexta produção. Incluindo uma série de TV e outro filme a estrearem em breve. A trilha tem ainda música do Killing Chainsaw.



MUNICIPAL - Além da banda local na trilha “Leste Oeste” ainda mostra outros aspectos londrinenses, incluindo personagens e cenários. Como o jornalista José Maschio “Ganchão” num dos papéis principais, parte da equipe do Cine Guerrilha na assistência, o Autódromo Internacional Ayrton Senna, as tradicionais casas de madeira, a silhueta de prédios no sol poente, entre outros. Sem contar o nome do filme que ilustra bem as idas e vindas das personagens no enredo. Tudo bancado com lei municipal de incentivo à cultura Promic. Um raro e feliz exemplo de como beneficiar artistas locais leva o nome e a imagem da cidade com destaque para outros países.
Grota já tem mais de 20 obras na filmografia e trabalha em outros três projetos novos que estrearão até 2021. Entre eles, a cinebiografia do escritor Lima Barreto.



FILME
“Leste Oeste”
Direção e roteiro: Rodrigo Grota
Drama, 1h25
Elenco: Felipe Kannenberg, Bruno Silva, Filipe Garcia, Simone Iliescu, José Maschio
Trilha sonora: Rodrigo Guedes



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Killing Chainsaw volta a tocar

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ATUALIZADO - A cena alternativa brasileira da década de 1990 foi tomada por uma variedade das chamadas “guitar bands”. Termo não muito correto, já que a maioria das bandas de rock usa guitarra. Mas, foi o que a imprensa brasileira melhor pensou para definir bandas como Pin Ups, Killing Chainsaw, Low Dream, Second Come, Pelvs, Mickey Junkies, Snooze, brincando de deus, Wry, entre tantas outras.
Dessas citadas, a única que não fez um show de “reunião” foi a Killing Chainsaw. Até agora. A banda se reuniu com a formação de Rodrigo Gozo (guitarra), Rodrigo Guedes (guitarra), Pedro Rosas (bateria) e Gérson Raseras (baixo). O motivo principal da reunião é um documentário que é feito por Caio Augusto. Mas eles já ensaiam para shows e gravação de um disco novo. Inclusive já tendo tocando novas composições nos ensaios.
HISTÓRIA - O Killing Chainsaw foi formado em 1989 em Piracicaba (SP). A sonoridade é uma mistura entre Sonic Youth, Helmet e Kiss. Mas, sem que essa mistura tivesse referencia na época no rock brasileiro. E isso foi um dos fatores que ajudou a banda a ganhar muitos fãs e um público que cantava as letras em inglês das músicas em coro. Um exemplo disso foi que eles colaboraram com seu show (foto abaixo) para criar a mítica em torno do lendário festival Juntatribo em Campinas (SP), em 1993.
Outro aspecto que criou grande identidade com o público jovem foram as referencias de cultura pop. Letras e nomes de músicas com personagens de filmes e quadrinhos oitentistas, como “De volta para o futuro” (1985), a comédia clássica da rebeldia juvenil “Picardias estudantis” (1982), trashmovies com serra-elétrica, “Uma Cilada Para Roger Rabbit” (1988), entre outros. E, claro, a principal delas: a capa do primeiro álbum é cena de “Akira” (mangá 1982, animação 1988).
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Não só a imprensa especializada que cobre o rock independente transformou o Killing Chainsaw numa lenda, como outras bandas do meio ajudaram nisso. Como Pin Ups e Wry que regravaram “Evisceration”, a música que causa catarse coletiva na plateia. 
O último show oficial do Killing Chainsaw foi em 1997, abrindo para o Fugazi, no Blue Galeria, em Piracicaba. E, desde então, o quarteto só havia se reunido uma única vez, em 2005, se encontrando na plateia de um show do Mudhoney.
COMENTÁRIO - Acompanhei o Killing Chainsaw no começo da década de 1990 em shows em São Paulo, Campinas e Londrina. Fiz várias fotos numa época que não existia internet e havia poucos registros em vídeos e fotográficos. Graças a isso, algumas das fotos que fiz da banda e publiquei no meu site na época – Supers – foram reproduzidas por sites de todo o Brasil em diversas reportagens sobre a banda. O que segue acontecendo até hoje. Principalmente as fotos do festival Juntatribo, em 1993.
Maringá tem muitos fãs do Killing Chainsaw graças a loja O Porão que mantinha no acervo disponível na época o vinil e o CD, uma vez que a loja trabalhava com os selos Zoyd e Roadrunner, respectivamente. E muitos discos foram vendidos. E, claro, além de já ter tocado várias vezes a banda no Zombilly no Radio.

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DISCOGRAFIA
“Early Demo(ns)” (demo tape, 1989)
““Enquanto Isso” (coletânea LP, 1989)
“Killing Chainsaw” (LP, 1992)
“Slim Fast Formula” (CD, 1994)
Fotos: Andye Iore / Zombilly