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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Psychobilly maldito do Krappulas é garantia de diversão no Psycho Carnival

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O Krappulas é uma das principais bandas da história do psychobilly brasileiro. Mesmo sendo uma das mais antigas em atividade, cultiva o conceito de maldita, pois não conseguiu tanto resultado prático quanto algumas bandas mais novas, apesar de já ter lançado quatro discos e participado de coletâneas.
A banda foi formada em 1989 com o nome de Dráculas Krápulas e tocando músicas em português. Dessa época continuam na banda o vocalista Breno e o guitarrista David. Em 1991 eles mudaram o nome para Krappulas e passaram a compor também em inglês. A banda ganhou mais peso na sonoridade e passou a ser uma presença constante nos festivais curitibanos como Psycho Carnival e Psycho Fest.A sonoridade é uma mistura entre The Meteors, The Cramps, Batmobile, Motorhead, AD/DC, entre outras, o que garante shows muito energéticos e divertidos.
O Krappulas tocará no Psycho Carnival 2015, no dia 16, sexta-feira à noite, no Espaço Cult. O baixista Manolo tocará com baixo elétrico dessa, já que o baixo acústico está na manutenção. O Projeto Zombilly bate um papo com o vocalista Breno Cesar e o guitarrista David Ernst, que falaram sobre o festival curitibano e anunciaram novidades da banda, entre outros assuntos.

ENTREVISTA
PROJETO ZOMBILLY - Como será o set da banda no festival? Tem música nova?

BRENO - O set desse ano vai ser o mais nervoso de todas as edições! A ideia é fazer uma sequência.
DAVID - Vamos tocar umas 12 ou 13 musicas. Com a transição do baterista no final do ano passado, com o Lucas indo para Belo Horizonte, tivemos que achar um novo baterista. O Cris foi o melhor achado que poderíamos ter conseguido! Estamos muito contentes com o novo irmão que está arrebentando na batera. Mas, por causa disso ficamos mais tempo pegando e acertando as músicas de vários discos que já tinham sido gravados. Então, o repertório contará com musicas de cada disco e, com certeza, uma ou duas do Batmobile que a gente sempre toca! [risos]
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Como é participar de um festival que reúne na sua cidade bandas e público de diferentes países?
BRENO –
O Psycho Carnival é o maior festival de rock da cidade e um dos maiores do estilo do mundo. Participar do Carnival para nós é a certeza de que, apesar do tempo, de alguma forma nos mantemos em forma. Talvez seja bebendo o sangue dos bateristas que são mais novos que nós. [risos]
DAVID - O Psycho Carnival é uma coisa única, o melhor evento da cidade sem dúvida alguma. Sem falar de encontrar os amigos que vem de várias partes do Brasil e fazemos novas amizades com gente do mundo todo. E alguns que são ídolos pra gente se tornam amigos. É muito legal mesmo e a farra sempre rola desenfreada os 4 ou 5 dias de festa garantida. Mas, o melhor de tudo mesmo é trombar com os trutas... essa é a essência da parada!
Tem alguma banda que você esteja mais ansioso para ver nessa edição?
BRENO -
Cara tem muita banda boa! Os gringos do Ricochets , Barnyard Ballers, Magnetix e os Sinners que já são cidadãos do mundo [risos]... os nossos amigos também do Mullet, Diabatz e CWbillies e os shows de bandas novas como Tampa de Caixão que já estão quebrando tudo por aí!
DAVID - Ricochetes é da minha época que comecei a ouvir psychobilly na metade dos anos 80. Já pirava forte no som deles. Mas, quero muito ver o Magnetix, eles tem a pegada de psycho que eu gosto muito, um pouco de Batmobile no som deles e a putaria do Barnyard Ballers também deve ser muito divertido…
O Krapullas já passou por várias formações... qual é a sua motivação de continuar tocando nesses esquemas independentes?
BRENO -
A verdade é que gostamos muito de psychobilly e de tocar psychobilly juntos. Eu, o David e Manolo além de tocarmos juntos, temos uma amizade, ou irmandade como diz o Manolo, que já dura pelo menos uns vinte anos. O fato de serem esquemas independentes não muda em nada a vontade de tocar. Entendemos cedo que não seremos a revelação do ano e nem que conquistaremos a nossa independência financeiro pelo psycho. Mas, esse é o rock que sabemos fazer! Acho que a principal motivação é nos superarmos em cada show e cada disco tem que ser melhor que o anterior!
DAVID - O lance do Krappulas é que a gente toca por motivos muito simples que são: a gente gosta de tocar o nosso som e gosta de estar junto, somos amigos desde sei lá quando nem lembro mais. É por pura diversão, é o rock pelo rock sem mais! O que mais foi trocado nesses anos foi o batera, mas estamos curtindo demais o Cris, o bicho é fera...
Como estão os planos para banda?
BRENO -
Esse ano gravaremos mais um disco... esse é plano [risos] Eu tenho algumas letras e o David tem várias músicas pra gente fazer. Nesse próximo disco contaremos com a participação super especial do nosso amigo Magoo! Ele e o Manolo andam tendo muitas ideias sobre vida após a morte, radicais de plantão, garotas espaciais e, é claro, mulheres peladas! Então se preparem que vem muita pancadaria e sacanagem. A idade só piora isso. [risos] Quanto a tour na Europa já passou da hora. Quando lançamos o “Psychoworld” a ideia era fazer uma tour capitaneada pelo nosso irmão de armas Neri, mas por  um conjunto de problemas não deu certo. Mas a idia continua, mais forte agora com a energia renovada do Cris. Então, se tudo der certo lançaremos o disco novo na Europa com uma tour bem massa!! Estamos ansiosos por isso pode ter certeza!
DAVID - Depois do Psycho Carnival vamos compor. Na verdade, temos algumas músicas que estão engatilhadas, mas não prontas. Temos duas opções de plano: gravar até a metade de 2015 um EP com seis músicas ou até o final do ano um disco completo entre 11 e 13 musicas.

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Como vocês avaliam o cenário psychobilly no Brasil?
BRENO -
Eu diria que hoje é um momento diferente, mais calmo. As bandas novas e a galera é um pessoal que gosta de psychobilly mesmo. Tivemos um momento que a country music trouxe muita gente para conhecer esse tipo de rock maldito, por conta das bandas que misturavam os estilos. O que foi muito bom, porque divulgou a cultura aumentando consideravelmente a cena. Muitos que naquela época começaram a ouvir psycho meio de carona acabaram gostando e continuam indo em shows. Das bandas novas continuam saindo coisas muito boas! Um exemplo das novas boas bandas é a Tampo de Caixão, de Santa Catarina.
DAVID - No Brasil existem muitos focos de psychobilly espalhados. Mas, vejo que o mais forte do momento é em Curitiba mesmo. Acho que de dois anos pra cá devem ter começado umas cinco ou seis bandas novas de psychobilly com uma gurizada no veneno mesmo de fazer a parada e isso sempre fortalece a cena. São Paulo também voltou a crescer com bandas muito boas…
Por que a banda mudou o nome de Draculas Krapulas para Krappulas?
BRENO -
Numerologia, é claro!!
O compacto “Dance after Death” é um registro histórico na história do psychobilly brasileiro... é um dos poucos discos de vinil ao lado do do Missionarios. O que isso trouxe pra vocês de retorno?
DAVID -
Com certeza um pedaço da história do rock curitibano está registrada nesse projeto da Bloody Records, Foram 13 bandas da cidade que lançaram um EP em forma de vinil. Éramos bem jovens e o som mudou bastante de lá pra cá. Mas, a faixa instrumental do disco tocamos até hoj e regravamos no “Disco Into the Grave”, com a participação especial do grande violinista do Hillbilly RawHide, o Mark Cleverson, que deu um brilho especial na versão. Até hoje esse disco é muito procurado na Europa. Muitos colecionadores procuram por ele e ouvi falar que já pagaram um bom valor por ele. Não lembro quanto era. Mas, o mais importante de tudo é participar desses projetos e tentar mostrar o nosso som para as pessoas. Quanto mais for mostrado, melhor!
FORMAÇÃO
Breno – vocal
David – guitarra
Manolo - baixo acústico
Cris – bateria
DISCOGRAFIA
“Dance After Dead” (1993)
“Escape from hell” (2002)
“Psychoworld” (2012)
“Into the Grave” EP (2013)
* Confira a página do Krappulas no Facebook.
* Veja vídeo do Krappulas tocando “Calamity man”, do Batmobile.
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Fotos: Andye Iore

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Zombilly no Radio - Psycho Carnival 2015

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O programa Zombilly no Radio dessa semana é um especial sobre o festival Psycho Carnival 2015. A 16ª edição acontecerá entre os dias 13 e 16 de fevereiro em Curitiba (PR). Fizemos uma entrevista com organizador do festival, Vlad Urban (foto), e também tocaremos sons de 14 das 34 bandas que estarão no evento.
Track list:
Abertura
Man or Astroman? - Engines of Difference
Motorama - Ratas de ciudad
Jinetes Fantasmas - Psycho Carnival
The Anomalys - Retox
Entrevista com Vlad Urban
99noizeagain - nine nine
Krappulas – Torture
Sick Sick Sinners - We Wanna Drink Some More
Barnyard Ballers - Barndance
Klax - My Sweet Baby
The Magnetix - Creature from outer space
The Violentures - Endless Girls
Movie Star Trash - Alex, The Large
The Mullet Monster Mafia – Walderama
Entrevista com Vlad Urban
The Ricochets - Runnin' Wild
Encerramento
Zombilly no Radio – Psycho Carnival 2015
UEM FM 106,9 - Duração: 1h05
Datas: dia 7 de fevereiro, sábado, 18h;
dia 11 de fevereiro, quarta-feira, 23h59
Pesquisa, acervo, produção, apresentação: Andye Iore
Coordenação: Paulino Junior
Trilha de fundo: Man or Astroman?
Para ouvir - UEM FM http://tunein.com/radio/R%C3%A1dio-UEM-FM-1069-s98697

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Psycho Carnival 2015 anuncia primeiras atrações

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A organização do festival Psycho Carnival já deixou o público com a grande e tradicional expectativa para o evento que acontecerá entre 13 e 16 de fevereiro de 2015, em Curitiba (PR). As primeiras bandas já foram anunciadas e o line up completo e as informações sobre ingressos, horários e locais serão divulgadas na próxima sexta-feira (28) pela internet. Vale ressaltar que a bem sucedida parceria com a Fundação Cultural de Curitiba que garantiu shows gratuitos com as atrações gringas na edição desse ano será repetida.
Até agora já estão confirmadas as bandas Magnetix (Russia), Klax (USA), Goddamn Gallows (USA), The Infiernos (Chile) e as brasileiras Sick Sick Sinners, As Diabatz, Krappulas e The Brown Vampire Catz.
Dentre as atrações já divulgadas vale destacar a volta de uma das personagens mais simpáticas da história recente do Psycho Carnival. O multi-instrumentista americano Zteben Blarg já tocou duas vezes no festival brasileiro com a ex-banda The Ghost Storys em 2010 e 2011. Ele fez boas amizades estando no agito ou interagindo com o público e outras bandas.O Klax segue o mesmo estilo do The Ghost Storys, no psychobilly clássico, mas com uma história conceitual de ficção científica. O programa Zombilly no Radio já entrevistou Zteben Blarg e já tocou em primeira mão no Brasil música do Klax.
* Curta a página do Psycho Carnival no Facebook.
* Confira entrevista com a banda Klax.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sick Sick Sinners grava disco novo

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A banda curitibana de psychobilly Sick Sick Sinners terminou na semana passada as gravações do disco novo. “Unfuckingstoppable” terá dez músicas e será lançado em setembro, durante a tour na Europa. A banda trabalhou no estúdio Milestone, em Piracicaba (SP), com pré-produção de Emiliano Donato, e participação de David Ernst (do Krappulas) no backing vocal (junto com a banda na foto acima). E depois gravou o disco no estúdio Audio Stamp, em Curitiba, com Virgílio Milléo.
O material gravado entra em produção agora. “É o é disco mais psychobilly que a gente já gravou”, comentou o vocalista e guitarrista Vlad Urban, citando que é uma das melhores coisas que ele já fez como músico. “Mesmo nos outros discos a gente tinha alguma pegada porrada. Mas, esse disco tem isso e também tem muito mais psychobilly”.
Os fãs já receberam uma previa com a música "We WannaDrink Some More", que fez parte do projeto de vídeo “Psycho circus”. O Sick Sick Sinners também já tem a tour europeia agendada entre 18 de setembro e 4 de outubro. Serão 15 shows em oito países.
DISCOGRAFIA
• “Road of sin”, 14 músicas, 2008;
• “Hospital hell”, 6 músicas, 2011;
• “Unfuckingstoppable”, 10 músicas, 2014.



Foto: Acervo da banda

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Projeto Psycho Circus produz vídeos com bandas de Curitiba

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Mais uma vez as bandas de rock e a prefeitura de Curitiba fazem uma parceria bacana. Dessa vez é o projeto Psycho Circus que produziu dez vídeos com bandas curitibanas. O projeto envolve a Zombies Union, Ciranda Produções, Radio Caos e Fundação Cultural de Curitiba, por um edital de fundo de cultura da cidade.
Foram feitos vídeos das bandas Sick Sick Sinners, Krapullas, Feras do Caos, CWBillys, Chernobillies, Movie Star Trash, 3 Bop Pills, Mad Bunch, Mystery Trio e Transtornados do Ritmo Antigo. “O projeto tem a ver com a cultura do Psycho Carnival”, explicou o organizador do festival curitibano e guitarrista e vocalista da banda Sick Sick Sinners, Vlad Urban. “Conseguimos realizar de uma forma bacana, numa boa parceria”.
Apesar do nome ser o do 18º disco da banda Kiss lançado em 1998, a intenção do Psycho Circus é mesmo relacionar com o que acontece no festival Psycho Carnival com bandas de gêneros diferentes como psychobilly, rockabilly, surf music, punk rock e hillbilly que tocam no evento e também se mobilizam para a produção de rock autoral na cidade. Os vídeos usam efeito chroma key com a banda tocando e ao fundo imagens que tenham relação com o estilo do grupo ou com a música.
Veja os vídeos do “Psycho Circus”:
3 Bop Pills – “Chame papai 

Chernobillies – “Perversão e sadomasoquismo”  
Cwbillys – “Velha Carcomida

Feras do Caos –  "Cerveja até morrer" (a ser publicado ainda)
Krápullas – “Survivor”  

Mad Bunch – “There Comes The Train
Mistery Trio – “When You Came  
Movie Star Trash – “No Limite do Alerta
Sick Sick Sinners – “We Wanna Drink Some More
Transtornados do Ritmo Antigo – “Fake five

segunda-feira, 3 de março de 2014

Galeria do terceiro dia do Psycho Carnival 2014

billys bastardos01
Billys Bastardos

geral05
Equipe da Radio Cadillacs
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Krappulas

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Pelebrói Não Sei

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Anal Destination
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Público no Psycho Carnival 2014


Fotos: Andye Iore

Video - Krappulas - "Calamity man" (Batmobile)


Video da banda Krappulas tocando "Calamity man", do Batmobile, ontem no Psycho Carnival 2014, em Curitiba (PR). O Krappulas fez um dos melhores shows entre as bandas brasileiras, com a banda bem entrosada e a tradicional performance alucinada do vocalista Breno.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Galeria - Psycho Carnival


Flatheads


Krappulas


Voodoo Zombie


The Strangers


Ovos Presley


Kães Vadius

Fotos: Andye Iore

Como foram os shows

Falar (escrever) que o primerio dia do Psycho Carnival 2010 foi louco, legal, divertido é fazer o óbvio. Primeiro vou comentar sobre a mudança de lugar que gerou muita expectativa em quem já acompanha o evento há anos. O Moinho Eventos é um dos melhores locais para este tipo de festival. Apesar de não ter uma localização tão boa quanto tem o Jokers e o Operário – locais das duas últimas edições – o Moinho tem uma ótima estrutura. O espaço é bem amplo e até dá a sensação de que pode não estar lotado. O Jokers tem uma ótima estrutura, mas é pequeno para o festival. O Operário é grande, mas peca pela estrutura. Então, o Moinho ficou como uma união dos aspectos positivos das duas casas anteriores.

O show começou com atraso de quase uma hora. O Flatheads subiu ao palco por volta das 22h35 e tocou meia hora. A banda mostrou seu rockabilly drumless que fez casais dançarem na frente do palco. O Krappulas começou às 23h15 e tocou meia hora, apresentando uma sonoridade pesada.

O Voodoo Zombie fez o público ir para a frente do palco. A banda chilena começou por volta das 0h e tocou por 40 minutos. O forte da banda é a performance de palco em duas frentes: a sensual pela vocalista Katrina e do visual de filmes de horror que o quarteto apresenta. A banda está bem melhor que quando esteve no Brasil em 2008 e as músicas novas são bem legais.

Os holandeses do The Strangers começaram por volta das 0h50 e tocaram por 50 minutos. Era a banda que mais se divertia até então no palco do festival. Brincaram entre eles e tentaram se comunicar com o público, sem muito sucesso. Mas botaram lenha no wrecking. No final, o vocalista Joey mandou: “Vocês conhecem o Homem de Preto? Nós somos os Homens de Branco”, se referindo às roupas sociais que os quatro usavam e anunciando a próxima música.

Mas diversão teve mesmo com o Ovos Presley. Como sempre. A banda local começou por volta das 1h55 e tocou por 50 minutos. Eles não apresentaram o tradicional visual de personagens de filmes de horror porque esqueceram em casa. O show foi aberto com “Papai é um morto-vivo” que, de cara já fez o wrecking ficar animal. E seguiram hits e brincadeiras tradicionais como o vocalista Ademir falando do Flamengo. O vocalista fez uma das mais intensas apresentações de tantos shows que já vi da banda. Ademir aproveitou bem o espaço grande do palco e pintou, rolou, pulou, dançou e bordou. Saiu com a camisa rasgada e encharcado de suor. Entre as músicas que o público mais cantou junto estavam “Vai tomar no c*”, “Mulher” e “Fome animal”. A banda também tocou músicas novas, como “Apodrecer”. E o vocalista falou no final do show que essa seria a última apresentação da banda... não sei não.

E a primeira noite do festival foi encerrada da melhor maneira possível: com um grande show do Kães Vadius. A banda começou por volta das 3h e tocou por 1h05, com um set recheado de “hits” cantados em coro pelo público. Como “Festa do horror”, “Não tem culpa eu”, “Notícias populares”, “Bem vindo negão”, “Malaka blues”, entre outras.
As que o público mais cantou foram “Psycho Ataque na Madrugada”, “A namoradinha que eu amei ate o sangue jorrar” e “Lilly Poodle”. Nessa última, vários amigos da banda subiram no palco e fizeram uma zona divertida para desespero da turma da organização que cuidava do palco. A banda atendeu pedidos de músicas, lançou vários CDs e DVDs para a plateia e o vocalista Hulkabilly fez vários comentários entre as músicas. Festona da banda que tem 25 anos de psychobilly!