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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Wi-Fi Kills é próximo lançamento da Zoom Discos

A banda curitibana WiFi Kills lançará disco novo em novembro pela Zoom Discos. Compacto 7 polegadas "Melting times" terá quatro músicas: "8 bit man", "Car city", "Repeated movements" e "2d". Tiragem é de 300 cópias. "O disco já está indo para fábrica e estamos ansiosos para ficar pronto", comenta guitarrista e vocalista, Klaus Koti "Chucrobillyman".

Sons foram das últimas gravações no finado estúdio Ceffeine, em São Paulo. Gravação em fita de rolo ao vivo, com somente vocal em overdub. O fino do garage rock tosquera. 

Outra novidade é que esse será primeiro lançamento da Zoom Discos feito na fábrica Vinil Brasil, em São Paulo. Sócios Leonardo Cavalli e Felipe Sad acabaram de fechar acordo com fábrica paulistana e já tem outros títulos na fila. Entre eles discos novos das Jaguatiricas e do Vida Ruim. 

"Melting times" será o 14º título da Zoom Discos. WiFi Kills já lançou split com banda Thee Dirty Rats pelo selo goiano Mandinga Records em 2017. E já lançou dois discos online disponíveis no site da banda: "Water sounds EP" (2016) e "Synchronized errors" (2019).

Banda curitibana tem sonoridade única no Brasil, num new wave garage e ganha fãs a cada show que faz. Formação é uma seleção com músicos de outras bandas curitibanas de garage rock.


DISCOGRAFIA:
• "Water sounds EP" (2016)
• Split Thee Dirty Rats / WiFi Kills (2017)
• "Synchronized Errors" (2019)
• "Melting times" (2020)

• Site do WiFi KIlls . 
• Site da Zoom Discos . 
• Site da Vinil Brasil . 


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Mini tour do Drakula passa por Maringá



A banda de garage punk surf Drakula tocará em Maringá no próximo sábado (17) com show no Batcave (avenida Colombo, 4767). A apresentação faz parte de uma mini tour que o grupo de Campinas (SP) faz por Londrina, Cascavel, Toledo e Maringá essa semana.
O Drakula é uma das principais bandas do cenário independente brasileiro e se prepara para gravar seu quinto disco. A banda que toca com máscaras de luta livre mexicana mostrará músicas novas com uma formação como quarteto mais voltada para o punk rock.  Já que viaja dessa vez só com um guitarrista e um vocalista que só canta e não toca instrumento. Ocasionalmente eles mudam a formação conforme a disponibilidade dos músicos para viagens. “Agora como tem alguém só para cantar, a gente fica mais livre nos instrumentos e o show está mais porrada”, anuncia o baixista Daniel Ete (foto abaixo).

O Drakula foi formado em 2006, como uma superbanda do underground reunindo músicos que já passaram por grupos badalados como Muzarellas, No Class e Leptospirose. Já tocaram por diversos estados, inclusive com bandas estrangeiras e teve até a participação do australiano Chris Masuak (do Radio Birdman) num dos discos.
O grupo planeja lançar um disco novo em 2019, sendo que já tem oito músicas gravadas e gravará mais seis para o álbum. Eles avisam que levam na tour camisetas, discos e bottons para vender. O baixista Daniel Ete também é artista, fazendo capas de discos, pintando quadros, painéis, camisetas, shapes de skate para vender. Ele fará um painel no Batcave durante sua estadia maringaense.


THRASH - A banda usa uma história fictícia típica de trashmovies para sua origem. Diz que quatro máscaras foram encontradas por jovens bebuns no cemitério de Campinas, relacionando a história da cidade com a diversão dos filmes de terror (leia a história completa no site da banda: www.drakula.com.br)

DISCOGRAFIA DO DRAKULA
- “O Inferno com I Maiúsculo” (CD, 2008)
- “Comando Fantasma” (CD, 2009)
- “Vilipêndio a Cadáver” (vinil 7”, 2011) 
- “Death surf” (vinil 7”, 2014).


CEBOLA – A abertura do show será do Onion Balls (foto acima), de Arapongas. A banda de garage alternativo mistura em suas músicas próprias os sons de MC5 com Dinosaur Jr. A dupla vai gravar o segundo disco no estúdio que tem em casa para lançar no começo de 2019. Também participa da festa o projeto Vinyland, com discotecagem com discos de vinil dos anos 80, indo do alternativo ao punk. Ingressos a R$ 10 (antecipado) e R$ 15 (na portaria).

Lembrando que o Batcave abre cedo e os shows também são cedo. Quem precisar ir embora, não chega tarde em casa. E quem quiser ficar no bar, seguirá curtindo um rock bacana com a discotecagem do Vinyland. A previsão é que o Onion Balls toque por volta das 21h e o Drakula por volta das 22h30. 

Texto e fotos: Andye Iore


terça-feira, 28 de junho de 2016

Chucrobillyman lança vídeo e novo projeto


Já está na internet o novo vídeo d´O Lendário Chucrobillyman. A música “Macumba for you” é do disco “Man monkey” lançado pela monobanda curitibana. E o vídeo saiu caprichado, apresentando um dos mitos do rock tosquera - a monga – alternando com ilustrações feitas pelo próprio Klaus Koti. O video foi feito pela WTF Filmes com direção de Carol Winter, Eli Firmeza e Klaus Koti.
Além da divulgação do vídeo como Chucrobillyman, o multiartista Koti anuncia um novo projeto musical.  Está terminando a gravação de um EP com uma nova banda. Wi-Fi Kills (foto abaixo) é um projeto misturando garage rock com new wave com a participação de Gean (ex-Honkers e Savages), Fernando Nishijima (do Thee Undead Big Blues Shit) e Babi (do The Shorts e Uh La La). A banda já tem cinco músicas que serão divulgadas em breve.
O que já está disponível é o disco novo do Koti & Os Penitentes. “Amem yeah yeah yeah!” tem 12 músicas e é o sexto disco da banda. Você pode baixar o disco no site da FonFon Records.
Foto: Divulgação

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O lendário roqueiro das mil músicas

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Marco Butcher (foto), 47 anos, foi embora do Brasil há dois anos, mas deixou ótimas lembranças e muitos fãs. A lenda do rock independente brasileiro tem duas características que se destacam: a primeira é uma extensa carreira em mais de 15 bandas desde o começo da década de 1980. A segunda é não se importar muito com o que já fez, mesmo que esse passado seja muito importante para fãs, amigos e ex-companheiros de bandas. Ele quer sempre ir pra frente, fazer mais.
Os 35 anos de carreira proporcionaram que ele compusesse aproximadamente mil canções, segundo sua própria estimativa. Incluindo algumas músicas que permanecem inéditas ‘escondidas’ nas gavetas de casa.  E vem muito mais por aí. Marco Buchcer mora com a esposa em Winston Salem, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desde 2014, onde está ativo como nunca, compondo e tocando.
Sempre com muito pouco para falar de suas ex-bandas e entusiasta para falar de seus atuais projetos. Ele revela alternar trabalhos de restauração e pintura de interiores e com sua música.  Atualmente com gravações e shows com Rob K., no The Jam Messengers, e lançamento de um terceiro disco do duo Jesus & The Groupies. Essa semana ele ai em tour pelos EUA com The Jam Messengers.
Marco Butcher sabe que sua memória não é das melhores. Para piorar ele já lançou tanta coisa que mal lembra, justamente por esse desapego das coisas passadas. Até seu apelido passa por isso. “Acho que Butcher veio da tradição das antigas bandas punks e 60s, dos membros usarem o nome da banda como sobre nome. O nome da banda [Thee Butchers Orchestra] foi ideia minha. Acabou pegando. Acho que os amigos começaram a chamar assim e ficou. Nós três da banda usávamos Butcher. Isso tem mais de 20 anos...”, força a memória.
O Projeto Zombilly fez um resgate histórico da carreira de Marco Butcher incluindo uma entrevista com ele falando sobre o que anda fazendo.

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ENTREVISTA
ZOMBILLY - Por que você decidiu viver nos Estados Unidos?
MARCO BUTCHER -
Eu me mudei pra cá dessa última vez em 2014. Já tinha morado aqui em outras fases da minha vida, sempre em cidades e estados diferentes. Acho que com o tempo percebi que estava passando mais tempo aqui que no Brasil. E, é claro, o fato de ter minhas bandas aqui fez muita diferença na decisão.
Quais foram as ultimas coisas que você gravou e lançou?
No momento tenho projetos diferentes rolando, como o “Five Kinds Of Bad”, que é um álbum de outtakes do The Jam Messengers, sendo lancado na Inglaterra pelo selo Sour Moon Records. Também com os Messengers temos um split single que fizemos com os Black Mekon, tambem saindo na Inglaterra. Fora isso, os Jesus & The Groupies estão pra lançar seu terceiro álbum que leva o nome de “Weapons Nature Provided” e trás como convidado o texano Walter Daniels (do Jack O Fire, Bigfoot Chester) nos vocais, gaitas e saxofones. O álbum também conta com várias participações de gente como Chet Weise (do Immortal Lee County Killers) fazendo algumas guitarras, Texcala Jones (do Tex & The Horseheads) fazendo vocal em uma das músicas, Mike Mariconda (do The Devil Dogs) nas guitarras e por aí vai.
Como é sua rotina aí nos Estados Unidos? Você vive de música?
Eu e minha esposa moramos numa parte da cidade que é meio como um bosque ou floresta se preferir.  Então, apesar de ser bem perto do centro da cidade ainda temos muito espaço e privacidade pra poder trabalhar em casa. Montei um pequeno estúdio aqui há um ano e meio. E de lá pra cá tenho tentado deixar a coisa melhor na medida do possível, investindo tempo e equipamentos na sala e coisas do tipo. Viver de musica? Não acho que poderia dizer que sim.  O que rola é juntar tudo entre shows, venda de discos, produção de outras bandas e tal. Mas também trabalho fazendo outras coisas.
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Garage Fuzz (Londrina, 1992)

O que seria diferente se você tivesse continuado no Brasil?
Difícil dizer. Acho que tudo na real. Morar aqui facilita minha vida em vários sentidos. O primeiro deles é que eu e o Rob K entramos num processo de tours e gravações que é muito mais regular e bem estruturado. Depois o fato de poder ter esse tempo pra trabalhar no meu estúdio e criar a música que quero, da forma que ouço na minha cabeça, é bem importante pra mim.
A maior parte dos discos que você lançou está fora de catalogo e raramente se encontra para comprar hoje. Você pensa nisso, em relançar algo ou foca só em lançar coisas novas?
Cara, eu não sou muito do tipo que olha pra trás e coisa parecida. Não costumo pensar no que já foi feito e se ainda faz sentido ou se está ou não em catalogo, nem nada do tipo. É claro que se alguém em determinado momento for afim de fazer algo assim, relançar minhas coisas, seja lá com que banda for, é provável que eu diga ok. Mas, contar comigo pra cuidar disso eu diria que é no mínimo bem complicado. Gosto de gastar meu tempo olhando pra frente.
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Thee Butchers Orchestra (São Paulo, 1998)
De tudo que você já gravou e de todas bandas que já participou, o que te dá mais orgulho. Tem algo que você não goste?
Acho que no final o orgulho vem da oportunidade de poder trabalhar com pessoas que você gosta e respeita na música. Não sei dizer se tenho algo que goste mais. Faço discos por motivos diferentes. Então, em algum momento é claro que todos eles fazem sentido pra mim.  Se não gosto, não lanço. Não faria sentido.
É comum no meio das onemanbands os músicos fazerem seus próprios instrumentos, experimentar com objetos. Você já fez algum instrumento, usou algo incomum?
Na verdade nao me vejo como onemanband de forma alguma. Toco só às vezes e com amigos às vezes. Mas não penso onenamband como minha forma de fazer e mostrar música. Não acho que eu faça parte da cultura onemanband nesse sentido. Então, na real, sei pouco sobre. É claro que experimentos fazem parte da música. Ainda mais quando você começa aos dez anos. Cansei de destruir caixas, panelas e tudo que eu pudesse socar na tentativa de construir uma bateria [risos] pras minhas primeiras bandas de garage que moraram por algum tempo na garagem da minha antiga casa em São Paulo.
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Pin Ups (Juntatribo, Campinas, 1993)
O Pin Ups é idolatrado no meio independente brasileiro. Você parece não compartilhar da mesma idolatria dos fãs. O que representou você tocar na banda ?
Eu não sigo muito revistas ou zines e coisas do tipo. Meu interesse em música é música e não o que esse ou aquele crítico acha sobre música. Então, de certa forma, essas informações raramente chegam pra mim. E, quando chegam, meio que deixo passar porque pra mim não faz muito sentido se agarrar em passado. Mas, de fato não tenho muito pra falar sobre.
Pouca gente sabe, mas você cantou no Garage Fuzz no começo da banda. O que você lembra?
Bons tempos! Sempre curti o pessoal da banda e sempre fomos amigos. Mas, na época que eu estava na banda o lance era bem mais SST e musica estranha, punk rock talvez! Não sei se eu chamaria aquela fase de hardcore. Bem provável que não.
Vamos falar de garage rock... o Brasil tem muitas bandas bacanas, mas não tem uma organização, uma cena. É meio cada um por si...
Não vejo a coisa como uma cena. O que na real acaba sendo mais legal. Acho que temos alguns músicos flertando com esses estilos nos últimos anos e misturando isso a coisas mais atuais ou experimentais se preferir.
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Thee Butchers Orchestra (São Paulo, 1998)
E o que representa o garage rock pra você?
Acho que tem duas formas de ver isso: uma é a ideia de começar a banda ensaiando em garagens. E enfim, mantendo a coisa toda o mais simples possível. A outra tem mais a ver com cena ou tendência. O que na real acabo não prestando muita atenção. Toda essa onda revival, bandas soando ou tentando soar como nos 60s e tal. Não é algo que eu acompanhe. Gosto da ideia de viver meu próprio tempo. Acho a coisa toda de revival meio cansativa.
E como tem sido seu processo de composição atualmente?
Na real, nunca penso em música pra compor música. Vem de outras coisas. Da vida, da rua do que está rolando na minha rotina ou falta de rotina. É muito mais fotográfico na minha cabeça, eu acho. Às vezes, a própria letra faz a música. Não tem muito um formato. Cada som acontece de uma forma.
O que você planeja para sua carreira no futuro?
Sem planos! No momento minha esposa está produzindo “Night & Day”, que será o próximo álbum a ser lançado pelos Jam Messengers. Talvez no final desse ano ou começo do ano que vem. Fora isso, shows shows shows e mais shows! Estar na estrada é pra mim a única coisa certa. O resto eu deixo ser acidental e assim vemos o que rola.
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SITES:
- Facebook de Marco Butcher .

- Facebook do Jam Messengers .
- Site do Jesus & The Groupies .
Texto e fotos: Andye Iore / Zombilly

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Pin Ups (Londrina, 1992)

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Jesus & The Groupies (Maringá, 2011)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Drakula completa dez anos


Poucas bandas conseguem se manter por dez anos no underground brasileiro. A banda de garage surf Drakula, de Campinas (SP), conseguiu não só seguir tocando por uma década como lançou quatro discos. Algo tão difícil quanto continuar existindo.
O quarteto formado em 2006 e já se apresentou em quatro das cinco regiões brasileiras, dividindo palco com bandas como Agent Orange, The Dickies, Vibrators, CJ Ramone, Ratos de Porão, Cólera, Olho Seco, entre outros.

Eles divulgam o compacto “Death surf” lançado no final do ano passado com quatro músicas, tendo participação do guitarrista australiano Chris Masuak (do Radio Birdman). E, para celebrar a década de existência, a banda participa de dois tributos – para o Leptospirose e outro sobre rock americano 50´s e 60´s com o Drakula tocando The Wailers - e também já se prepara para gravar novos sons próprios.

O Drakula já tocou no Projeto Zombilly, em Maringá, em junho de 2013. A banda também está frequentemente no track list do programa Zombilly no Radio. 

DISCOGRAFIA
• “O Inferno Com I Maiúsculo” (CD Independente, 2007);
• “Comando Fantasma” (CD Laja, Rastrillo, Chop Suey e Pisces, 2009);
• “Vilipêndio a Cadáver” (Vinil 7``, Reverb-Brasil, Back on Black, Chop Suey e TrashCan, 2011);
• “Death Surf” (Vinil 7``, Reverb-Brasil, Mandinga, High Time, Esta Noite Encarnarei No Teu Compacto, High Voltage, Chop Suey e TrashCan, 2015).

VIDEOCAST COM DRAKULA . 

SITES
• BandCamp  e  Facebook .




Foto: Andye Iore

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Noite de psychobilly em São Paulo


Amanhã (15) tem o psychobilly como grande atração em dois eventos na noite paulistana. O principal será o show de 30 anos da banda Kães Vadius, no Inferno Club. O show faz parte da sexta edição da festa Psycho Attack que contará com abertura do Bad Luck Gamblers e a volta da Voodoo Stompers. Esse evento é no esquema cedo, começando às 18h.
O Kães Vadius está na ativa com shows e também com músicas novas. O baterista Fabio Koveiro sofreu um acidente de moto e não poderá tocar o tempo todo. Ele será parcialmente substituído por Renan, do Bad Luck Gamblers. “Vamos mesclar os discos nesse show de aniversário”, comentou o vocalista Huk´a´billy. “A formação para esse show terá o Sandro no saxofone e Fabio e Renan [do Bad Luck Gamblers] dividindo a batera. As clássicas o Renan vai segurar a batera e as mais recentes o Fabio”.

O outro show em São Paulo é dos curitibanos do Ovos Presley, com abertura do Voodoo Brothers, que tocam no Spades Café, no horário tradicional de fim de noite. Ou seja, rola de ir nos dois eventos, já que os bares são próximos e dá pra ir andando.
O Ovos Presley divulga o compacto split com a banda Psychors, que tem as músicas “Apodrecer” e “Maldito cupido”, já conhecidas dos fãs e que ganhou uma produção bacana num vinil amarelo. A banda já tem algumas músicas novas, mas está focada na produção de um documentário. “O vídeo vai mostrar os nossos mais de 20 anos de atividade. Quem tiver material, mande para nós. Vale até gravação tosca de celular [risos]”, comenta o guitarrista Wallace Barreto.


ENDEREÇOS:
Inferno Club – rua Augusta, 501
Spades Café – rua Augusta, 339
Fotos: Andye Iore

quinta-feira, 19 de março de 2015

The Freeborn Brothers promete grande festa descontrolada na tour

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A banda polonesa The Freeborn Brothers chama atenção no palco pela curiosa formação de duo que mistura rockabilly, garage rock, bluegrass e música cigana. Isso com Matt e Niko se alternando em seis instrumentos e os dois cantando. “Decidimos fazer o som como dois homens orquestra”, disse Niko Somethingski, dando um novo conceito ao gênero onemanband. Ele é responsável pelo banjo, washboard e percussão no pé. Enquanto Matt toca guitarra, bateria, acordeão e percussão nos pés.
A banda surgiu depois que Niko e Matt cansados de desentendimentos com seus parceiros da banda de rockabilly Jet-sons, decidiram montar um projeto com menos pessoas e fazer um som diferente... que eles não conseguem definir até hoje.
The Freeborn Brothers está encerrando sua tour brasileira “Gypsy Hobo Trash Grass Orchestra!” com 13 shows. O penúltimo show acontece amanhã (20) no casa da Vó Bar, em Maringá, a partir das 21h. O ingresso custa R$ 25.
O Projeto Zombilly bateu um papo com Niko que falou sobre a experiencia de tocar no Brasil e o que o público pode esperar do show em Maringá.

ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como tem sido a tour brasileira?
NIKO - 
A turnê brasileira está incrível. Nós estamos gostando muito. Isso é uma experiência nova para nós e nos colocou num nível diferente de viajar e tocar a nossa música para as pessoas.
Como é tocar num país com uma cultura completamente diferente da sua?
É tudo ótimo! As pessoas são agradáveis conosco ​​e estão curtindo a nossa música e enlouquecendo com a gente nos shows. É algo que acontece naturalmente... e isso não acontece na Europa.
A formação de vocês não é muito comum. Como vocês chegaram nesse formato?
Decidimos fazer o som como dois homens orquestra e é isso! Tocamos seis instrumentos em duas pessoas no palco. Isso faz com que o show seja mais difícil para nós para tocar e mais divertido para o público. Tem funcionado bem até agora.
Como será o set do show em Maringá?
Eu não sei o que vai rolar ... cada show é diferente e estamos tentando encaixar com o que as pessoas esperam e o que elas sentem na hora. Com certeza que vamos dar o nosso melhor para ter o público conosco e se divertindo bastante.
O que está planejado para o The Freeborn Brothers?
Nós vamos voltar para casa e fazer mais shows na Europa. Alguns em festivais e outros shows em clubes. Para o final do ano vamos fazer um novo disco. Também estamos tentando tocar em outros continentes .. espero que tudo dê certo para nós.
Vocês tiveram tempo de conhecer bandas brasileiras?
Conhecemos o Them Old Crap que nos ajudou a vir para o Brasil e está viajando concosco. Eles são uma boa banda e ótimas pessoas. Também conhecemos a Mary Lee no ano passado na Europa!



* Confira o site do The Freeborn Brothers.
* Confira a página do The Freeborn Brothers no Facebook.

Foto: Divulgação

sexta-feira, 13 de março de 2015

Uma tour tosquera de quatro dias por São Paulo

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The Sonics tocando em São Paulo
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Andye Iore grudado no palco, do lado esquerdo, em destaque no círculo em branco
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O Lendário Chucrobillyman representou o rock tosquera brasileiro
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Drakula com novo repertório de um EP que sairá em vinil
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The Boneyard Club com bom repertório e postura ao vivo
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Rock tosquera indiano acrobático com The Great Munzini
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Um Amazing incomoda muita gente... dois Amazings incomodam muito mais...


Sempre que viajo procuro aliar o trabalho com a possibilidade de ver algum show bacana. A minha última viajem para São Paulo foi uma das mais bacanas nesse sentido. Fui buscar encomendas de discos para a feira do Clube do Vinil (passando em seis lojas de discos), vi o show das lendas do The Sonics e estiquei até Campinas, Sumaré e Sorocaba para rever amigos e ver shows bem legais.

Ainda estou impressionado com o show do The Sonics. Cinco tiozinhos com idade media de 65 anos entram no palco com camisas country e parece que você está vendo aqueles idosos que vão comer pastel na feira e mal conseguem andar.
Aí começa o show e mal dá para acreditar: barulho, distorção, bateria espancada e vocais gritados. E seguem músicas que você ouve por muitos anos (e que eu sempre toco no rádio ou no som dos shows do Projeto Zombilly).

Eu grudei da frente do palco e não saí até o final do show. Era uma daquelas situações que você guarda na memória para sempre. Ver ali a poucos centímetros de distância músicos que você sempre admirou e que jamais achava que veria ao vivo. De cara ouvir "Cinderella" abrindo o show sentindo o som da caixa à minha frente direto na pele. E o set alternou músicas novas do disco novo - "This is The Sonics", gravação de album de estúdio depois de quase 50 anos - com clássicos e versões de The Wailers, Little Richard, Richard Berry.
Foi bonito de ver e ouvir o público cantando a groovy "Have love, will travel" e quase se descabelar com "Psycho" fechando o set. Lógico que a banda voltou para o bis. A nova "I don´t need no doctor" (versão de Ray Charles) e as clássicas "Strychnine" (uma música ruim para pessoas ruins ensinada pelo The Cramps) e "The witch" que deixou qualquer fã mais fã ainda.
Vale ressaltar a simpatia da banda visivelmente feliz por tocar para um público que conhecia seu som e cantava junto. Isso fez com que eles continuassem a tocar mesmo com os problemas e falhas do equipamento no palco. Aliás, uma péssima escolha o Audio Club para esse show. Além do péssimo som, seguranças despreparados para lidar com pessoas em evento, atendimento ruim nos balcões e faltou cerveja.

MONOBANDA - Mas, valeu pelo grande show. A noite começou com o curitibano O Lendário Chucrobillyman emocionado e ansioso: "Nem esperava tocar aqui para tanta gente e abrindo pro Sonics...", disse no começo do set que teve músicas aceleradas para botar o público já no clima do garage rock tosquera. O show foi baseado no disco novo "ManMonkey" e encerrado com uma versão de Hasil Adkins.

TURISMO - De São Paulo fui para Campinas ver o show do Drakula no Fomento Skate Spot, em Sumaré. Sempre bom ver show dos amigos do Drakula e teve uma surpresa bacana com show da banda de hard core The Boneyward Club, influenciada por Circle Jerks e Agent Orange.

De Campinas fui para Sorocaba encontrar outros amigos. A festa começou com show do sempre divertido The Amazing Onemanband. E seguiu com o trio formado pelo uruguaio Coco, o holandês G e o paulistano Luis Tissot é que  diversão garantida no palco como The Great Munzini, na loja Revolver Kustom. Para o público e eles mesmos que saem suados do show. Bons papos depois do show, uma soneca num hotel e novamente rodoviária para São Paulo pegar o ônibus de volta para Maringá. Uma maratona cansativa, mas muito feliz e cheia de camaradagem.
Um agradecimento aos amigos Adelvan Barbosa (de Aracaju) pela companhia sempre legal, ao Renan Fattori pela hospedagem sempre acolhedora, pelo Vitor Leite também pela camaradagem de sempre e tantos outros amigos que reencontrei nesses quatro dias de viagem. Até mesmo aqueles que só dei um tchau de longe porque não queria perder meu lugar na frente do palco no show do The Sonics.


SETT LIST DO THE SONICS:
Cinderella
Shot Down
He’s Waitin’
Dirty Robber
Have Love, Will Travel
Sugaree
You’ve Got Your Head on Backwards
Be A Woman
I Got Your Number (666)
Keep a Knockin’
Bad Betty
Boss Hoss
Hey Mamma Look At Little Sister
Money (That’s What I Want)
Louie Louie
Psycho
BIS: I Don’t Need No Doctor
Strychnine
The Witch
Fotos: Andye Iore / Foto do Sonics no palco: Mila Maluhy

quarta-feira, 4 de março de 2015

Lenda do garage The Sonics faz show no Brasil pela primeira vez

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Está chegando o grande dia para os fãs do rock tosquera no Brasil. A lendária banda The Sonics toca em São Paulo amanhã (5). O show será no Audio Club (avenida Francisco Matarazzo, 694, na Água Branca), com abertura da onemanbanda O Lendário Chucrobillyman a partir das 21h. É a primeira vez que a banda formada em 1960 toca no país.
No palco estarão cinco “tiozinhos”, sendo que o tecladista e vocalista Jerry Roslie está com 70 anos e já é avo. Mas, os vocais gritados continuam como na adolescência. Assim como os sons rápidos e distorcidos que influenciaram bandas no mundo todo, inclusive no Brasil. “Estou bem ansioso para esse show”, comentou o curitibano O Lendário Chucrobillyman, que custou a acreditar que o convite para a abertura do show era real.
Ele fará um set de 40 minutos, baseado no disco “Man Monkey”, lançado no ano passado, e pode rolar um som novo que ele compôs recentemente. Aliás, a abertura desse evento é digna de elogios porque dificilmente se colocam bandas de gêneros parecidos com a banda principal para a abertura. Em muitos eventos é comum colocar bandas com outro gênero, irritando o público pela “tortura” e espera.
The Sonics lançou primeiro disco em 1965. “Here Are the Sonics“ tem clássicos roqueiros como “Psycho”, “The witch”, "Strychnine", “Boss Hoss”, entre outros. Surpreendentemente, depois de 35 anos a banda voltou ao estúdio para gravar um disco novo. “This is the Sonics” será lançado no dia 31 de março.
Vale ressaltar uma situação no ingresso. Foi anunciado o ingresso antecipado a R$ 140. Mas, se você comprar pelo site divulgado, ele pode passar de R$ 200 pela taxa e pela sua opção de receber o ingresso em casa. Saiba mais sobre o show no site do Audio Club.
Fotos: Divulgação

terça-feira, 3 de março de 2015

Banda polonesa de garage/rockabilly toca em Maringá

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O Projeto Zombilly faz seu primeiro show em 2015 com uma banda gringa. O duo The Freeborn Brothers (foto) vem da Polônia para uma tour no Brasil com 13 shows divulgando o disco “Gypsy Hobo Trash Grass”, lançado no final do ano passado, e passará por Maringá no dia 20 de março, sexta-feira. O show será no Casa da Vó Bar, com abertura do Them Old Crap, banda de bluegrass outlaw, de Londrina.
Esse é mais um daqueles eventos que começa cedo e acaba cedo, com o público podendo ir para outra festa depois ou ficar no bar batendo um papo com as bandas e ouvindo som tosquera a cargo do Projeto Zombilly.
O The Freeborn Brothers mistura garage rock, rockabilly e bluegrass numa formação com um tocando como monobanda, outro com banjo e os dois cantando. Os shows são animados e eles já foram muito aplaudidos na versão europeia do festival Muddy Roots Festival, que reúnea nata do country rock mundial.
Matt e Nico já estão no Brasi onde começam amanhã (4) a tour Gypsy Hobo Trash Grass Brazil Famila Tour, produzida pela Gordélio Records. O programa Zombilly no Radio fará um especial com o The Freeborn Brothers.
Agradecemos os apoios que possibilitaram a realização do evento: Casa da Vó Bar, Hurricane Skates, Benê Tattoo, Cervejaria Araucária, Paraíso do Rock, Escola Fábio Alencar, Full Dead, UEM FM, Maringá Rock, Melomano Discos, Breaknecks e Clube do Vinil de Maringá.
Confira as datas da tour do The Freeborn Brothers:
4 de março – Rio de Janeiro (RJ) – Saloon 79
dia 5 – Belo Horizonte (MG) – A Obra
dia 6 – TBA
dia 7 – S.S. do Oeste (MG) – Rancho Fenix Rodeo Fest
 ia 8 – TBA
dia 11 – Franca (SP) – CDA Motorocker Bar
dia 12 – Jaboticabal (SP) – Zeppellin Pub
dia 13 – São José do Rio Preto (SP) – Casa Kenty
dia 14 – Botucatu (SP) – Restaurante Celeiro
dia 15 – Mogi-Guaçu (SP) – O profeta
dia 18– TBA
dia 19 – Londrina (PR) – Menina Bar
dia 20 – Maringá (PR) – Projeto Zombilly, no Casa da Vó
dia 21– Araucária (PR) – Local a Definir

LINKS
* Confira o site do The Freeborn Brothers.
* Confira o facebook do The Freeborn Brothers.

* Veja video de “Poor window”, do The Freeborn Brothers.
* Veja The Freeborn Brothers tocando no Muddy Roots Europe 2014.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Galeria do Curitiba Rock Carnival 2015

Pela segunda vez consecutiva a parceria Fundação Cultural de Curitiba e Psycho Carnival apresentou gratuitamente ao público shows de rock gratuitos no Carnaval, em Curitiba. O Curitiba Rock Carnival aconteceu nos dias 14 e 15 de fevereiro, no estacionamento da Câmara de Vereadores, na praça Eufrásio Correia. Foram 14 bandas que tocaram à tarde e noite com um grande público nos dois dias. Para algumas bandas, foi o maior público que se apresentaram.
O evento contou com boa estrutura e organização e um line up variado indo desde o rock´n´roll clássico até a tosquice do garage punk, passando pelo rockabilly, surf music, heavy metal, entre outros. O destaque foi a apresentação dos americanos do Man or AstroMan? que reencontrou os fãs num show impecável.
O Curitiba Rock Carnival também teve praça de alimentação e bazar cultural com produtos das bandas e acessórios.
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The Phantom Powers
crc-ovos presley
Ovos Presley
crc-moam
Man or AstroMan?
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Motorama
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The Anomalys
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Fotos: Andye Iore

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

The Anomalys faz tour sulamericana com rock tosquera

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O barulho e a diversão estão garantidos com o The Anomalys. O trio holandês de garage rock está em tour na América do Sul com 13 shows entre 6 e 22 de fevereiro no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai.
A banda foi formada em 2006 em Amsterdam, incialmente como duo com guitarra e bateria. Depois eles acrescentaram um segundo guitarrista e até hoje tocam e gravam sem baixo. As influências tem o clássico The Sonics com surf music, punk, rockabilly e muita diversão à base de barulho.Eles gravaram o primeiro álbum homônimo em 2010 pela bacana Slovenly Recordings e já lançaram outros três singles.
The Anomalys  tocará no Psycho Carnival, na festa paralela no Curitiba Rock Carnival, no domingo (15). O show será na praça Eufrásio Correa, com entrada gratuita. O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Profundo Potlood, 33 anos, que falou sobre a expectativa de tocar no Brasil pela primeira vez, comentou sobre o garage rock no mundo, entre outras situações. Ele avisa que a banda trará na bagagem para vender nos shows da tour sulamericana o álbum em vinil e CD, os singles e camisetas. “Nós teremos uma estampa nova de camiseta que o público sulamericano será o primeiro a ver. E também temos a nossa própria bebida, "Black Hole Booze". Se você beber, você vai se tornar louco como nós!”, anuncia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY – Vocês tocam em festivas em diferentes países. Onde há cenas bacanas de garage rock hoje?
PROFUNDO POTLOOD -
Sim, nós já tocamos em toda a Europa e os Estados Unidos. Muitos festivais ... e em comparação com dez anos atrás, está acontecendo muito mais movimentação no rock underground. Há grandes festivais na Europa, como Funtastic Dracula Carnival, na Espanha, e o  Gonerfest, nos Estados Unidos. Há mais e mais bandas boas começando a tocar. Pessoalmente, eu estou feliz que o tendência do hypster moderno neo-psych com bandas como Black Lips está finalmente chegando ao fim. Acho que verdadeiro rock 'n´roll e punk rock, básico e simples, está voltando. Isso é uma coisa boa. Isto é como rock'n´roll deve ser. Nosso país favorito para tocar é, provavelmente, a Espanha. Tem um monte de bandas underground 'n´roll lá e o público éo muito mais selvagem que na Holanda!
Como está a cena de garage rock na Holanda?
A cena na Holanda é muito pequena. Não são muitas as bandas também. Ao lado de tulipas e queijo, nosso maior produto de exportação é a música techno ... então, essa é a merda que a maioria das pessoas ouve. Mas, nós temos um pouco de underground bacana com festivais anuais como Sleazefest e lugares em Amsterdam como Pacific Parc, festas como Amsterdam Beat Club, onde um monte de bandas legais de todo o mundo tocam.
O que vocês esperam dessa primeira tour na América do Sul?
Nós não temos nenhuma ideia do que esperar da América do Sul! O lugar mais próximo que já tocamos é a Cidade do México, há dois anos atrás. O público era muito selvagem! Por isso, esperamos que as pessoas no Brasil, Argentina, Uruguai e Chile gostem do nosso rock selvagem e louco que mostramos ao vivo também! Somos especialistas em festas com destruição total! Portanto, esteja avisado!
Vocês vão tocar no Psycho Carnival, festival com bandas de rockabilly e peyschobilly, onde sempre que bandas de garage rock tocam há um público bem animado. O que vocês pensam de tocar com bandas de outros estilos?
Sim, nós gostamos de vários gêneros de música! As pessoas têm dificuldade em definir o estilo de Anomalys. Eu acho que "garage" é um bom termo geral para nos descrever, mas há um monte de influências em nossa música. Há elementos de rockabilly, psychobilly, surf, anos 60 e 70, punkrock e hardcore. Esse é o tipo de música que gostamos. Nós também gostamos de ouvir soul, rhythm & blues, funk, reggae, cumbia, calipso, rocksteady e ska quando estamos em viagem no nosso ônibus na turnê. Mas as músicas do The Anomalys são puramente selvagens, psicóticas e um ataque de rock´n´roll. Então, eu acho que vamos combinar bem com as bandas de psychobilly do Psycho Carnival.
Qual será a formação do The Anomalys na tour sulamericana?
The Anomalys são um trio. No início da banda em 2005 foi um duo, apenas o baterista Memme e o nosso vocalista e guitarrista Bone. Em 2007 eu entrei na banda como segundo guitarrista. Então, talvez um pouco de surpresa, mas ainda não temos baixo! Apenas duas guitarras e uma bateria básica. Fazemos um som primitivo e focado, eu acho. Vocês vão ver e ouvir!
Como será o set dos shows na tour sulamericana?
Nosso set dura no máximo 40 minutos. Nós não gostamos de tocar mais do que isso. Um monte de bandas tocam por muito tempo, eu acho. Em nosso show há muita energia física e queremos manter isso o tempo todo. Se você tocar por mais de uma hora, a energia desaparece ... e nós não queremos isso. Por isso, prefiro show curto, rápido e selvagem! Vamos tocar músicas do nosso álbum homônimo de 2010 e de nossos singles "Retox" e "Blues Deadline". Mas também vamos tocar algumas músicas novas que ainda não foram gravadas.
Vocês conhecem alguma banda brasileira de garage rock?
Na verdade, eu não conheço várias bandas de garagem brasileiras! Conheço o Drakula, eles são legais e Autoramas também. Eu sei que algumas coletâneas como Brasilian Nuggets com algumas músicas legais. Mas eu espero para ver e tocar com algumas bandas de garage rock no Brasil e também bandas punk!
O que você gostaria de ver no Brasil se tiver tempo livre?
Eu quero ver tudo! Mas eu não acho que haverá muito tempo livre por causa da agenda de shows. Mas esperamos ter um ou dois dias de folga e ir para uma bela praia ou ver algo bacana na natureza. Talvez um pouco de selva? Talvez alguém tenha algumas dicas? E eu estou interessado na comida brasileira! Eu sempre gosto de saborear a gastronomia local e eu não sei muito sobre a cozinha brasileira. Por isso, espero que tenha algumas coisas boas! E ouvi que estaremos no Brasil durante o Carnaval ... Já ouvi histórias malucas sobre esta festa. Então, vamos ver o que acontece!
Como está o trabalho do The Anomalys atualmente?
Esperamos para gravar e lançar um disco álbum antes do final deste ano. E em maio vamos tocar no Cosmic Trip Festival, na França, e no Hipsville Festival, na Inglaterra. Mas estamos no processo de escrever novas músicas, por isso vamos estar fechados na sala de ensaio um monte também!
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FORMAÇÃO:
Bone – vocal e guitarra
Memme - bateria
Profundo Potlood - guitarra
TOUR EM FEVEREIRO:
dia 6 - Santiago @ Bar Loreto (CHL)
dia 7 - Concepcion @ Casa de Salud (CHL)
dia 10 - Buenos Aires @ Club V (ARG)
dia 11 - Montevideo @ Bluzz Live Montevideo (URY)
dia 13 - Porto Alegre @ Grafitti Bar (BRA)
dia 14 - Florianopolis @ Taliesyn Rock Bar (BRA)
dia 15 - Curitiba @ Curitiba Rock Carnival 2015
dia 17 - Mogi-Guaçu @ O Profeta Pub Rock (BRA)
dia 18 - Franca @ Cda Motorocker Bar(BRA)
dia 19 - Botucatu @ Villa Blues Pub (BRA)
dia 20 - São Paulo @ Astronete (BRA)
dia 21 - Campinas @ Echos Studio Bar (BRA)
dia 22 - São Paulo @ Paribar (BRA)
LINKS:
* Confira a página no Facebook do The Anomalys.

* Confira a página no BandCamp do The Anomalys.
Foto: Divulgação

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Duo Phantom Powers apresenta o rock tosquera no Psycho Carnival

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Porto Alegre é famosa por ter uma das cenas de rock mais criativas e variadas no Brasil. E é de lá que vem a banda que atrai cada vez mais a curiosidade dos fãs de garage rock no Brasil. O duo Phantom Powers já fez alguns shows fora do Rio Grande do Sul e começa a trabalhar no segundo disco. Eles lançaram um EP com sete músicas no ano passado e já tem composições novas que devem formar um novo EP ou até um álbum esse ano.
A banda faz uma mistura de garage,punk, blues e surf music, difundida no meio como rock selvagem. As influências são The Cramps, Link Wray e The Ventures. Eles tocam com Tio Vico como monobanda (violão, guitarra, bateria e vocal) e Ray Z (guitarra).
O Projeto Zombilly bateu um papo com a dupla que se apresentará no Psycho Carnival, abrindo o evento paralelo Curitiba Rock Carnival no dia 15 de fevereiro (domingo) a partir das 13h, na Praça Eufrásio Correia, em Curitiba (PR), com entrada gratuita. A banda avisa que levará camisetas e CDs para vender no Psycho Carnival.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Vocês tocam no formato duo com um de vocês como monobanda. Como vocês chegaram nesse formato?
PHANTOM POWERS -
Não foi planejado. Começamos a compor assim e não sentimos falta de outros instrumentos.
Vocês tocavam em outras bandas antes?
Temos uns 20 anos de estrada cada um. Os Phantom Powers começaram há pouco mais de um ano quando sacamos que tínhamos influências em comum e resolvemos compor juntos.
O Brasil tem muitas bandas de garage rock, mas todas bem restritas ao underground. Como é para vocês estarem num meio que não tem muito público e sempre toca em esquemas independentes, quase sempre improvisados por esse Brasil...?
Somos o tipo de gente que se diverte com pouco, não importa quantas pessoas estejam assistindo, a entrega é total.
Qual a expectativa de vocês para tocar no Psycho Carnival 2015, em Curitiba?
Estamos animados, pois acompanhamos o festival há muitos anos e agora temos a oportunidade de mostrar o nosso som para um público que cultua as mesmas influências que nós.
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Como será o set no Psycho Carnival?
Nervoso! E basicamente autoral.
Como é a cena de garage rock em Porto Alegre?
Barulhenta, epilética, divertida e sem grana.
Como estão os planos da banda... gravação de disco, tour...?
Nesse começo de ano já estamos gravando músicas novas e ainda não decidimos se isso vai ser o próximo EP ou quem sabe um álbum completo. Nenhuma tour marcada oficialmente, onde existir desejo pelo rock selvagem, lá estaremos.
* Confira o Facebook do Phantom Powers.
* Veja o vídeo bacana de “Mother Nature's Call”, do Phantom Powers.
Fotos: Leo Rey. 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Marco Butcher lança disco de novos projetos nos EUA

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O músico Marco Butcher está morando nos Estados Unidos onde começou novos projetos roqueiros. Ele já gravou discos e finaliza outros projetos que serão lançados em breve. O que deve sair primeiro é o disco novo do Jesus & The Groupies, que ele tem com Luís Tissot. O novo álbum conta com a participação de Walter Daniels, experiente gaitista americano que tem grande atuação no cenário undeground do punk, blues e garage desde a década de 1980. O disco do Jesus & The Groupies recebeu o título de “Weapons Nature Provided” e será lançado em abril de 2015.

Marco Butcher mora em Winston Salem, na Carolina do Norte. E um dos projetos que mais tem animado o músico é outro duo.  É o Luna Death Trails (foto), com a artista experimental Friquita Francis, de New Orleans, cuja voz é uma mistura de PJ Harvey com Lydia Lunch. “É uma espécie de cabaret sound track pra um filme imaginário, meio spooky”, comenta Butcher sobre a sonoridade do projeto. “Tem um pouco de blues, mas traz outras referências também”. A banda tem uma sonoridade crua, com guitarras, violão slide e vocais somente.
O trabalho nos Estados Unidos está fluindo tanto que ele e a nova parceira musical também criaram um selo para lançar vinis. O primeiro lançamento da Mongrel Man Records será o “Weapons Nature Provided”, do Jesus & The Groupies.
Como se tudo isso já não fosse bacana o suficiente, ainda tem mais. Um outro projeto que toma forma é o Boston Molasses Disaster. É outro duo de delta blues com Allegra Phillips no vocal e gaita e Marco Butcher tocando como onemanband e cantando. Eles já gravaram quatro músicas, mas ainda não há previsão de lançamento.
Foto: Hampton Van Meter
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Galeria Thee Dirty Rats - 23 de novembro de 2014

Banda: Thee Dirty Rats
Show: abertura para Bob Log III
Local: Astronete, em São Paulo
Data: 23 de novembro de 2014
Fotos: Andye Iore
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