quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Lendas do psychobilly The Ricochets fazem show único no Brasil

Ricochets3

A lenda e uma das primeiras bandas do psychobilly mundial The Ricochets fará um único show no Brasil nesse final de semana. Eles têm origem numa banda de apoio chamada Pink & Black no final da década de 1970, formada por dois irmãos e um primo. Em 1979 surgiu The Ricochets já misturando o clássico rockabilly com punk, numa pegada mais rápida. Sonoridade que influenciou muitas bandas depois do lançamento do primeiro disco em 1982, “Made in the shade”, que é um clássico do psychobilly.

A banda seguiu sem muito sucesso até terminar em 1984 com a saída dos músicos para outras bandas como The Meteors e Guana Batz. Eles voltaram a tocar juntos em 1990 e dois anos depois lançaram outro álbum, “On target”. A banda lançou o terceiro disco em 2013, “Chain Dog”, e segue tocando até hoje em festivais pelo mundo. E será a atração principal da 16ª edição do Psycho Carnival, em Curitiba, com o line up original com Steve Sardi (guitarra), Sam Sardi (baixo), Dave Sardi (vocal) e Stephen Meadham “Ginger" (bateria).
A banda tocará no dia 15, domingo, no Espaço Cult. É certeza de casa cheia com muita gente se espremendo para ver de perto mais lendas do psychobilly mundial trazidas para o festival paranaense. A banda disse que preparou um set especial para os fãs e vai atender pedidos durante o show. “Queremos tocar músicas de todos os nossos três álbuns. Vamos tentar atender a todos os pedidos que fizerem”, anunciou Steve Sardi, que avisa que trará o disco “Chain Dog” para venda, além de camisetas da banda.
O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Steve Sardi, 51 anos, que falou sobre a expectativa de vir ao Brasil pela primeira vez, comentou sobre o psychobilly no mundo e anunciou novidades sobre o próximo álbum.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Você está jogando por mais de 30 anos. O que te motiva a continuar fazendo rock?
STEVE SARDI -
Formamos os Ricochets 1979 e a banda acabou em 1983. Acabou porque queria continuar com meu trabalho regular durante o dia. E Ginger foi pro Meteors e Sam foi convidado a participar do Guana Batz. Nós voltamos em 1990 e estamos tocando desde então. Quanto à motivação, todos nós amamos o que fazemos! É ótimo quando você escreve novas músicas, novos riffs. O zumbido quando nós ensaiamos ainda existe. Estamos sempre tentando manter a música próxima de nós!
Você já tocou em diversos festivais. Como você rever a cena do rockabilly / psychobilly hoje?
Acho que a cena evoluiu. Nós começamos como uma banda tradicional de rockabilly, tocando covers clássicos de artistas da década de 1950. Foi só quando começamos a escrever nossas próprias músicas que isso evoluiu para o psychobilly e o neo-rockabilly. A cena ainda é grande na Alemanha e em algumas partes da Europa. Para nós é ótimo tocar nos Estados Unidos e no Brasil... e que isso continue por muito tempo!


Vocês são uma das primeiras bandas de psychobilly clássico. O que você acha das novas bandas que fazem um psychobilly mais pesado?
Quanto à música, há uma nova onda de psychobilly. Ele pode ser um pouco pesado para mim, em minha mente. Mas, eu acho que você tem que manter as raízes rockabilly. Não é 'Billy' se não há qualquer som de rockabilly!
Como foi viver a fase histórica do psychobilly? The Ricochets chegou a tocar no Klub Foot?
Estranhamente, nunca tocamos Klub Foot. Foi nessa época que a banda se desfez. Tocamos em muitos shows, principalmente em locais de rockabilly. Você tem que se lembrar, a cena estava passando por uma grande mudança neste momento. O psychobilly estava apenas começando a fazer seu nome. Lembro-me de tocar num grande festival rockabilly, o Caister, num fim de semana. Quando fomos no palco que estavam vestidos como gangsters, vestindo calças largas, camisas brancas, suspensórios e chapéus Trilby. Nós detonamos na primeira música. “Worried about you baby”, tocada num ritmo frenético. A multidão começou a dançar (wrecking, hoje). E isso era novo para a cena de rockabilly. O segurança pensou que todo mundo estava brigando! Só mais tarde é que eles percebem que a multidão estava reagindo ao ritmo da música! Foram grandes momentos inovadores!
Quais são as suas expectativas para tocar no Brasil, no Psycho Carnaval 2015?
Estamos todos realmente ansiosos por isso! Esta será a nossa primeira vez no Brasil. Espero que o público goste e tenhamos uma grande recepção! Estamos todos ansiosos para conhecer os fãs brasileiros!
Você sabe alguma coisa sobre o rockabilly e psychobilly brasileiro?
Não realmente. Eu sempre achei muito surpreendente que a cena se estendesse tão longe e em tantos países. Estou ansioso para ver algumas das bandas brasileiras.
Você tem interesse em ver algo sobre o Brasil se tiver tempo livre?
Esperamos aproveitar o máximo que pudermos o nosso tempo no Brasil. Obviamente, o tempo será um problema. Eu estou ansioso pelo clima quente!


O que vocês planejam para o futuro do Ricochets?
O nosso álbum mais recente “Chain dog” saiu em novembro de 2013. Ele foi muito bem recebido e ainda repercute bem. Esperemos gravar um novo álbum ou no final desse ano ou no início de 2016. Este será um álbum duplo, com um CD psychobilly e o outro será de rockabilly. Quero mostrar às pessoas as nossas raízes de rockabilly. Aguardem por isso!



Ricochets-discos
* Confira o grupo do The Ricochets no Facebook.
* Veja vídeo com The Ricochets tocando "Runnin wild" ao vivo.
Foto: Divulgação

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Psychobilly maldito do Krappulas é garantia de diversão no Psycho Carnival

krappulas02

O Krappulas é uma das principais bandas da história do psychobilly brasileiro. Mesmo sendo uma das mais antigas em atividade, cultiva o conceito de maldita, pois não conseguiu tanto resultado prático quanto algumas bandas mais novas, apesar de já ter lançado quatro discos e participado de coletâneas.
A banda foi formada em 1989 com o nome de Dráculas Krápulas e tocando músicas em português. Dessa época continuam na banda o vocalista Breno e o guitarrista David. Em 1991 eles mudaram o nome para Krappulas e passaram a compor também em inglês. A banda ganhou mais peso na sonoridade e passou a ser uma presença constante nos festivais curitibanos como Psycho Carnival e Psycho Fest.A sonoridade é uma mistura entre The Meteors, The Cramps, Batmobile, Motorhead, AD/DC, entre outras, o que garante shows muito energéticos e divertidos.
O Krappulas tocará no Psycho Carnival 2015, no dia 16, sexta-feira à noite, no Espaço Cult. O baixista Manolo tocará com baixo elétrico dessa, já que o baixo acústico está na manutenção. O Projeto Zombilly bate um papo com o vocalista Breno Cesar e o guitarrista David Ernst, que falaram sobre o festival curitibano e anunciaram novidades da banda, entre outros assuntos.

ENTREVISTA
PROJETO ZOMBILLY - Como será o set da banda no festival? Tem música nova?

BRENO - O set desse ano vai ser o mais nervoso de todas as edições! A ideia é fazer uma sequência.
DAVID - Vamos tocar umas 12 ou 13 musicas. Com a transição do baterista no final do ano passado, com o Lucas indo para Belo Horizonte, tivemos que achar um novo baterista. O Cris foi o melhor achado que poderíamos ter conseguido! Estamos muito contentes com o novo irmão que está arrebentando na batera. Mas, por causa disso ficamos mais tempo pegando e acertando as músicas de vários discos que já tinham sido gravados. Então, o repertório contará com musicas de cada disco e, com certeza, uma ou duas do Batmobile que a gente sempre toca! [risos]
krappulas03

Como é participar de um festival que reúne na sua cidade bandas e público de diferentes países?
BRENO –
O Psycho Carnival é o maior festival de rock da cidade e um dos maiores do estilo do mundo. Participar do Carnival para nós é a certeza de que, apesar do tempo, de alguma forma nos mantemos em forma. Talvez seja bebendo o sangue dos bateristas que são mais novos que nós. [risos]
DAVID - O Psycho Carnival é uma coisa única, o melhor evento da cidade sem dúvida alguma. Sem falar de encontrar os amigos que vem de várias partes do Brasil e fazemos novas amizades com gente do mundo todo. E alguns que são ídolos pra gente se tornam amigos. É muito legal mesmo e a farra sempre rola desenfreada os 4 ou 5 dias de festa garantida. Mas, o melhor de tudo mesmo é trombar com os trutas... essa é a essência da parada!
Tem alguma banda que você esteja mais ansioso para ver nessa edição?
BRENO -
Cara tem muita banda boa! Os gringos do Ricochets , Barnyard Ballers, Magnetix e os Sinners que já são cidadãos do mundo [risos]... os nossos amigos também do Mullet, Diabatz e CWbillies e os shows de bandas novas como Tampa de Caixão que já estão quebrando tudo por aí!
DAVID - Ricochetes é da minha época que comecei a ouvir psychobilly na metade dos anos 80. Já pirava forte no som deles. Mas, quero muito ver o Magnetix, eles tem a pegada de psycho que eu gosto muito, um pouco de Batmobile no som deles e a putaria do Barnyard Ballers também deve ser muito divertido…
O Krapullas já passou por várias formações... qual é a sua motivação de continuar tocando nesses esquemas independentes?
BRENO -
A verdade é que gostamos muito de psychobilly e de tocar psychobilly juntos. Eu, o David e Manolo além de tocarmos juntos, temos uma amizade, ou irmandade como diz o Manolo, que já dura pelo menos uns vinte anos. O fato de serem esquemas independentes não muda em nada a vontade de tocar. Entendemos cedo que não seremos a revelação do ano e nem que conquistaremos a nossa independência financeiro pelo psycho. Mas, esse é o rock que sabemos fazer! Acho que a principal motivação é nos superarmos em cada show e cada disco tem que ser melhor que o anterior!
DAVID - O lance do Krappulas é que a gente toca por motivos muito simples que são: a gente gosta de tocar o nosso som e gosta de estar junto, somos amigos desde sei lá quando nem lembro mais. É por pura diversão, é o rock pelo rock sem mais! O que mais foi trocado nesses anos foi o batera, mas estamos curtindo demais o Cris, o bicho é fera...
Como estão os planos para banda?
BRENO -
Esse ano gravaremos mais um disco... esse é plano [risos] Eu tenho algumas letras e o David tem várias músicas pra gente fazer. Nesse próximo disco contaremos com a participação super especial do nosso amigo Magoo! Ele e o Manolo andam tendo muitas ideias sobre vida após a morte, radicais de plantão, garotas espaciais e, é claro, mulheres peladas! Então se preparem que vem muita pancadaria e sacanagem. A idade só piora isso. [risos] Quanto a tour na Europa já passou da hora. Quando lançamos o “Psychoworld” a ideia era fazer uma tour capitaneada pelo nosso irmão de armas Neri, mas por  um conjunto de problemas não deu certo. Mas a idia continua, mais forte agora com a energia renovada do Cris. Então, se tudo der certo lançaremos o disco novo na Europa com uma tour bem massa!! Estamos ansiosos por isso pode ter certeza!
DAVID - Depois do Psycho Carnival vamos compor. Na verdade, temos algumas músicas que estão engatilhadas, mas não prontas. Temos duas opções de plano: gravar até a metade de 2015 um EP com seis músicas ou até o final do ano um disco completo entre 11 e 13 musicas.

krappulas05
Como vocês avaliam o cenário psychobilly no Brasil?
BRENO -
Eu diria que hoje é um momento diferente, mais calmo. As bandas novas e a galera é um pessoal que gosta de psychobilly mesmo. Tivemos um momento que a country music trouxe muita gente para conhecer esse tipo de rock maldito, por conta das bandas que misturavam os estilos. O que foi muito bom, porque divulgou a cultura aumentando consideravelmente a cena. Muitos que naquela época começaram a ouvir psycho meio de carona acabaram gostando e continuam indo em shows. Das bandas novas continuam saindo coisas muito boas! Um exemplo das novas boas bandas é a Tampo de Caixão, de Santa Catarina.
DAVID - No Brasil existem muitos focos de psychobilly espalhados. Mas, vejo que o mais forte do momento é em Curitiba mesmo. Acho que de dois anos pra cá devem ter começado umas cinco ou seis bandas novas de psychobilly com uma gurizada no veneno mesmo de fazer a parada e isso sempre fortalece a cena. São Paulo também voltou a crescer com bandas muito boas…
Por que a banda mudou o nome de Draculas Krapulas para Krappulas?
BRENO -
Numerologia, é claro!!
O compacto “Dance after Death” é um registro histórico na história do psychobilly brasileiro... é um dos poucos discos de vinil ao lado do do Missionarios. O que isso trouxe pra vocês de retorno?
DAVID -
Com certeza um pedaço da história do rock curitibano está registrada nesse projeto da Bloody Records, Foram 13 bandas da cidade que lançaram um EP em forma de vinil. Éramos bem jovens e o som mudou bastante de lá pra cá. Mas, a faixa instrumental do disco tocamos até hoj e regravamos no “Disco Into the Grave”, com a participação especial do grande violinista do Hillbilly RawHide, o Mark Cleverson, que deu um brilho especial na versão. Até hoje esse disco é muito procurado na Europa. Muitos colecionadores procuram por ele e ouvi falar que já pagaram um bom valor por ele. Não lembro quanto era. Mas, o mais importante de tudo é participar desses projetos e tentar mostrar o nosso som para as pessoas. Quanto mais for mostrado, melhor!
FORMAÇÃO
Breno – vocal
David – guitarra
Manolo - baixo acústico
Cris – bateria
DISCOGRAFIA
“Dance After Dead” (1993)
“Escape from hell” (2002)
“Psychoworld” (2012)
“Into the Grave” EP (2013)
* Confira a página do Krappulas no Facebook.
* Veja vídeo do Krappulas tocando “Calamity man”, do Batmobile.
krappulas04
Fotos: Andye Iore

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

The Anomalys faz tour sulamericana com rock tosquera

anomalys-banda05
O barulho e a diversão estão garantidos com o The Anomalys. O trio holandês de garage rock está em tour na América do Sul com 13 shows entre 6 e 22 de fevereiro no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai.
A banda foi formada em 2006 em Amsterdam, incialmente como duo com guitarra e bateria. Depois eles acrescentaram um segundo guitarrista e até hoje tocam e gravam sem baixo. As influências tem o clássico The Sonics com surf music, punk, rockabilly e muita diversão à base de barulho.Eles gravaram o primeiro álbum homônimo em 2010 pela bacana Slovenly Recordings e já lançaram outros três singles.
The Anomalys  tocará no Psycho Carnival, na festa paralela no Curitiba Rock Carnival, no domingo (15). O show será na praça Eufrásio Correa, com entrada gratuita. O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Profundo Potlood, 33 anos, que falou sobre a expectativa de tocar no Brasil pela primeira vez, comentou sobre o garage rock no mundo, entre outras situações. Ele avisa que a banda trará na bagagem para vender nos shows da tour sulamericana o álbum em vinil e CD, os singles e camisetas. “Nós teremos uma estampa nova de camiseta que o público sulamericano será o primeiro a ver. E também temos a nossa própria bebida, "Black Hole Booze". Se você beber, você vai se tornar louco como nós!”, anuncia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY – Vocês tocam em festivas em diferentes países. Onde há cenas bacanas de garage rock hoje?
PROFUNDO POTLOOD -
Sim, nós já tocamos em toda a Europa e os Estados Unidos. Muitos festivais ... e em comparação com dez anos atrás, está acontecendo muito mais movimentação no rock underground. Há grandes festivais na Europa, como Funtastic Dracula Carnival, na Espanha, e o  Gonerfest, nos Estados Unidos. Há mais e mais bandas boas começando a tocar. Pessoalmente, eu estou feliz que o tendência do hypster moderno neo-psych com bandas como Black Lips está finalmente chegando ao fim. Acho que verdadeiro rock 'n´roll e punk rock, básico e simples, está voltando. Isso é uma coisa boa. Isto é como rock'n´roll deve ser. Nosso país favorito para tocar é, provavelmente, a Espanha. Tem um monte de bandas underground 'n´roll lá e o público éo muito mais selvagem que na Holanda!
Como está a cena de garage rock na Holanda?
A cena na Holanda é muito pequena. Não são muitas as bandas também. Ao lado de tulipas e queijo, nosso maior produto de exportação é a música techno ... então, essa é a merda que a maioria das pessoas ouve. Mas, nós temos um pouco de underground bacana com festivais anuais como Sleazefest e lugares em Amsterdam como Pacific Parc, festas como Amsterdam Beat Club, onde um monte de bandas legais de todo o mundo tocam.
O que vocês esperam dessa primeira tour na América do Sul?
Nós não temos nenhuma ideia do que esperar da América do Sul! O lugar mais próximo que já tocamos é a Cidade do México, há dois anos atrás. O público era muito selvagem! Por isso, esperamos que as pessoas no Brasil, Argentina, Uruguai e Chile gostem do nosso rock selvagem e louco que mostramos ao vivo também! Somos especialistas em festas com destruição total! Portanto, esteja avisado!
Vocês vão tocar no Psycho Carnival, festival com bandas de rockabilly e peyschobilly, onde sempre que bandas de garage rock tocam há um público bem animado. O que vocês pensam de tocar com bandas de outros estilos?
Sim, nós gostamos de vários gêneros de música! As pessoas têm dificuldade em definir o estilo de Anomalys. Eu acho que "garage" é um bom termo geral para nos descrever, mas há um monte de influências em nossa música. Há elementos de rockabilly, psychobilly, surf, anos 60 e 70, punkrock e hardcore. Esse é o tipo de música que gostamos. Nós também gostamos de ouvir soul, rhythm & blues, funk, reggae, cumbia, calipso, rocksteady e ska quando estamos em viagem no nosso ônibus na turnê. Mas as músicas do The Anomalys são puramente selvagens, psicóticas e um ataque de rock´n´roll. Então, eu acho que vamos combinar bem com as bandas de psychobilly do Psycho Carnival.
Qual será a formação do The Anomalys na tour sulamericana?
The Anomalys são um trio. No início da banda em 2005 foi um duo, apenas o baterista Memme e o nosso vocalista e guitarrista Bone. Em 2007 eu entrei na banda como segundo guitarrista. Então, talvez um pouco de surpresa, mas ainda não temos baixo! Apenas duas guitarras e uma bateria básica. Fazemos um som primitivo e focado, eu acho. Vocês vão ver e ouvir!
Como será o set dos shows na tour sulamericana?
Nosso set dura no máximo 40 minutos. Nós não gostamos de tocar mais do que isso. Um monte de bandas tocam por muito tempo, eu acho. Em nosso show há muita energia física e queremos manter isso o tempo todo. Se você tocar por mais de uma hora, a energia desaparece ... e nós não queremos isso. Por isso, prefiro show curto, rápido e selvagem! Vamos tocar músicas do nosso álbum homônimo de 2010 e de nossos singles "Retox" e "Blues Deadline". Mas também vamos tocar algumas músicas novas que ainda não foram gravadas.
Vocês conhecem alguma banda brasileira de garage rock?
Na verdade, eu não conheço várias bandas de garagem brasileiras! Conheço o Drakula, eles são legais e Autoramas também. Eu sei que algumas coletâneas como Brasilian Nuggets com algumas músicas legais. Mas eu espero para ver e tocar com algumas bandas de garage rock no Brasil e também bandas punk!
O que você gostaria de ver no Brasil se tiver tempo livre?
Eu quero ver tudo! Mas eu não acho que haverá muito tempo livre por causa da agenda de shows. Mas esperamos ter um ou dois dias de folga e ir para uma bela praia ou ver algo bacana na natureza. Talvez um pouco de selva? Talvez alguém tenha algumas dicas? E eu estou interessado na comida brasileira! Eu sempre gosto de saborear a gastronomia local e eu não sei muito sobre a cozinha brasileira. Por isso, espero que tenha algumas coisas boas! E ouvi que estaremos no Brasil durante o Carnaval ... Já ouvi histórias malucas sobre esta festa. Então, vamos ver o que acontece!
Como está o trabalho do The Anomalys atualmente?
Esperamos para gravar e lançar um disco álbum antes do final deste ano. E em maio vamos tocar no Cosmic Trip Festival, na França, e no Hipsville Festival, na Inglaterra. Mas estamos no processo de escrever novas músicas, por isso vamos estar fechados na sala de ensaio um monte também!
anomalys-discos2
FORMAÇÃO:
Bone – vocal e guitarra
Memme - bateria
Profundo Potlood - guitarra
TOUR EM FEVEREIRO:
dia 6 - Santiago @ Bar Loreto (CHL)
dia 7 - Concepcion @ Casa de Salud (CHL)
dia 10 - Buenos Aires @ Club V (ARG)
dia 11 - Montevideo @ Bluzz Live Montevideo (URY)
dia 13 - Porto Alegre @ Grafitti Bar (BRA)
dia 14 - Florianopolis @ Taliesyn Rock Bar (BRA)
dia 15 - Curitiba @ Curitiba Rock Carnival 2015
dia 17 - Mogi-Guaçu @ O Profeta Pub Rock (BRA)
dia 18 - Franca @ Cda Motorocker Bar(BRA)
dia 19 - Botucatu @ Villa Blues Pub (BRA)
dia 20 - São Paulo @ Astronete (BRA)
dia 21 - Campinas @ Echos Studio Bar (BRA)
dia 22 - São Paulo @ Paribar (BRA)
LINKS:
* Confira a página no Facebook do The Anomalys.

* Confira a página no BandCamp do The Anomalys.
Foto: Divulgação

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Zombilly no Radio - Psycho Carnival 2015

psycho carnival 2015
O programa Zombilly no Radio dessa semana é um especial sobre o festival Psycho Carnival 2015. A 16ª edição acontecerá entre os dias 13 e 16 de fevereiro em Curitiba (PR). Fizemos uma entrevista com organizador do festival, Vlad Urban (foto), e também tocaremos sons de 14 das 34 bandas que estarão no evento.
Track list:
Abertura
Man or Astroman? - Engines of Difference
Motorama - Ratas de ciudad
Jinetes Fantasmas - Psycho Carnival
The Anomalys - Retox
Entrevista com Vlad Urban
99noizeagain - nine nine
Krappulas – Torture
Sick Sick Sinners - We Wanna Drink Some More
Barnyard Ballers - Barndance
Klax - My Sweet Baby
The Magnetix - Creature from outer space
The Violentures - Endless Girls
Movie Star Trash - Alex, The Large
The Mullet Monster Mafia – Walderama
Entrevista com Vlad Urban
The Ricochets - Runnin' Wild
Encerramento
Zombilly no Radio – Psycho Carnival 2015
UEM FM 106,9 - Duração: 1h05
Datas: dia 7 de fevereiro, sábado, 18h;
dia 11 de fevereiro, quarta-feira, 23h59
Pesquisa, acervo, produção, apresentação: Andye Iore
Coordenação: Paulino Junior
Trilha de fundo: Man or Astroman?
Para ouvir - UEM FM http://tunein.com/radio/R%C3%A1dio-UEM-FM-1069-s98697

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Man or Astro-Man? volta ao Brasil com novo repertório

moam01

A Man or Astro-Man? é a principal banda contemporânea de surf music. Formada em Auburn, Alabama, nos EUA, em 1992, lançou 12 álbuns até agora e está gravando disco novo. A banda já tocou em 30 países, seja em bares pequenos ou em festivais em estádios com milhares de pessoas. E eles voltam ao Brasil na próxima semana, com o público brasileiro tendo o privilégio de ouvir um novo set ao vivo.
As influências sonoras foram Link Wray, Duane Eddy, Dick Dale, The Ventures e The Safaris, com new wave, com o visual de astronautas. Outra curiosidade é que os músicos pesquisam tecnologia, usando aparelhos não muito comuns para bandas de surf music. O que sai do lúdico para a prática no conceito de ficção científica que a banda apresenta.
E isso é um aspecto interessante no Man or Astro-Man?. Para curtir mais a banda, você não pode levar a serio o que os músicos falam e demonstram. Em todas as entrevistas eles brincam com o conceito sci-fi dizendo que vieram de outro planeta, a nave deu problema e eles ficaram passeando pela Terra. E, a partir disso, foram inúmeras histórias engraçadas narradas pela banda alienígena. Tanto é que assumem personagens como Star Crunch, Birdstuff e Coco the Electronic Monkey Wizard, alternando a formação como trio, quarteto ou quinteto. Incluindo uma tour anunciada como clones dos aliens originais.
LANÇAMENTO - O Man or Astro-Man? está em estudio gravando disco novo. Eles dão uma pausa nas gravações para fazerem a mini tour no Brasil, com quatro shows produzidos pela Mamute Entertainment: Santos (12 de fevereiro), São Paulo (13 de fevereiro), Curitiba/Psycho Carnival (15 de fevereiro) e Recife (15 de fevereiro). O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Star Crunch que falou sobre a volta da banda ao Brasil e comentou como está a saga alienígena na Terra.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - O Man or Astro-Man? é a principal banda de surf music hoje. Vocês tem noção dessa importância? A colonização do planeta Terra deu certo?
STAR CRUNCH -
A verdade é que nós nunca estivemos aqui para colonizar. Na verdade, nós acidentalmente caímos na terra depois de um acidente com nossa nave e estamos tentando deixar este planeta desde então. Nós viajamos neste planeta só para encontrar partes de nossa nave espacial para a nossa fuga. A surf music é um subproduto do nosso sistema digestivo alienígena.
Como está a expectativa de vocês em voltar ao Brasil?
Estou com grande expectativa para olhar tudo 2,5 anos mais velho desde a última vez que estivemos no Brasil, de acordo com o tempo espacial. Talvez esteja um pouco mais quente, devido às condições globais.
Quais suas lembranças do Brasil?
O Brasil é um dos lugares mais belos que eu vi. No entanto, a única memória que se destaca é o nosso publicitário nos levando a um restaurante em São Paulo, na torre da TV Band. Eu nunca tinha comido pizza com luvas e eu tinha certeza de que eu estava no futuro nesse jantar.
Como será o set da tour?
Tocaremos apenas material novo, com 20 minutos de jam surf music. Eu tocarei cítara em posição de lótus na maior patrte da noite.
Vocês tocarão no festival Psycho Carnival, com bandas de rockabilly e psychobilly. Como é para vocês tocar com banda de outros estilos?
Eu sempre ouvi dizer que a variedade é o espaço de vida.
Quais são seus cinco filmes favoritos de ficção científica ou horror?
Isso é uma coisa que sempre muda, está em evolução. Mas no topo na minha cabeça hoje estão:
“Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977)
“Mortos de Fome” (1999)
“Lunar” (2009)
“O Enigma de Outro Mundo” (1982)
“2001: Uma Odisséia no Espaço” (1968).
Como está a cena de surf music no mundo? Onde há bom público e bandas?
A costa oeste dos Estados Unidos é a escolha óbvia se você está falando apenas de surf music. Há muitas bandas clássicas lá e a energia parece existir perpetuamente. No entanto, eu sempre flutuo para locais onde há bandas estranhas, com influências estranhas a partir das ondas de éter e que não estão necessariamente ligadas a qualquer cena ou local específico. Isso pode acontecer em qualquer lugar, às vezes, onde você menos espera.
Você conhece alguma banda brasileira de surf music?
Sepultura conta?!?
Como está o Man or Astro-Man? hoje? Vocês estão gravando um disco novo...
São informações confidenciais neste momento. Eu acho que este disco irá explorar o espaço mais obscuro e desconhecido que o habitual. Talvez um pouco mais instrumental, talvez.
A mistura de humor, ficção científica e surf music foi uma boa fórmula para atrair os humanos. A Terra foi uma boa escolha para vocês?
Não foi realmente uma escolha. Nós acidentalmente pousamos aqui e ainda não conseguimos encontrar o nosso caminho para irmos embora. Os seres humanos parecem achar isso engraçado.
moam05
LINKS
* Confira a página do MOAM no Facebook.

* Confira o site do MOAM.
* Veja apresentação ao vivo do MOAM na radio KEXP, em Seattle (EUA), em 2013.
Fotos: Divulgação

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

The Cherry Bomb faz show histórico em Londrina

cherry bomb09

O próximo sábado (7) será um dia histórico no rock em Londrina (PR). Isso porque a banda The Cherry Bomb (foto) voltará ao palco para um show único depois de quase uma década de ter acabado. O baixista e vocalista Rodrigo Amadeu passa férias no Brasil e agendou uma reunião da banda antes de voltar para a Inglaterra, onde mora.
Cherry bomb é um tipo de explosivo na forma de esfera proibido em muitos países. No aspecto cultural, a principal apresentação é o da música da banda The Runaways, gravada em 1976, que já foi tema de filmes em 2009 e 2010 e já entrou em diversas trilhas sonoras de filmes e series de televisão. Mas, para o rock paranaense é o nome de uma banda de Londrina de punk rock clássico, com influencias de The Jam, Johnny Thunders, Eddie & the Hot Rods e Buzzococks, sendo que já dividiram o palco com Pete Shelley em 2001.
The Cherry Bomb foi formada em 1996 e ficou na ativa até 2006. Depois de demo tape, CDs, vinil e vários shows memoráveis, os músicos tomaram rumos diferentes na vida pessoal e também na carreira musical. Até se reencontrarem novamente essa semana. O trio original Rodrigo Amadeu (vocal e baixo), Humberto Scaburi (guitarra) e Lucas Silva (bateria) toca no dia 7 de fevereiro de 2015, no Hush Pub (av. JK,472), em Londrina. A apresentação é o assunto principal nas conversas do meio roqueiro na cidade. E também é motivo de ansiedade entre a própria banda.
O Projeto Zombilly conversou com Rodrigo Amadeu e Lucas Silva sobre o show. Rodrigo Amadeu avisa que terá para vender o EP 7” de sua banda de garage rock em Londres, The Flying Rats.
ZOMBILLY – Como será o set do show em Londrina?
RODRIGO - Tocaremos sons de todas as fases entre 1996 e 2004. Mas esse show vai ser com a formação original da banda. Rodrigo Amadeu (vocal/baixo), Humberto Scaburi (guitarra) e Lucas Silva (bateria).
LUCAS - serão 24 músicas próprias desde a demo, passando pelo vinil até o ultimo CD “Disconnected Satellites”.
Só terá um show ou vocês podem tocar mais?
RODRIGO - Não sabemos ainda se esse será o único show. Até agora só temos esse marcado, mas não excluímos a possibilidade de fazermos mais algum, considerando que eu fico no Brasil ate dia 25 de fevereiro.
Quando foi a última vez que The Cherry Bomb tocou?
RODRIGO - O último show da banda como The Cherry Bomb foi em 2004 em Londrina. Depois tocamos mais uns dois anos com o pseudônimo de Os Substitutes, onde criamos um set list cantado em português. Na sequencia fui embora do país em maio de 2006. Na prática, essa será a primeira apresentação da banda num gap de quase nove anos.
Há a possibilidade de vocês gravarem algo agora?
RODRIGO - Existe sim a possibilidade de gravarmos algum single, contando que algum selo se comprometa a lançar o material em um vinyl de 7” em 45 RPM.
Como tem sido para você voltar a tocar com The Cherry Bomb?
LUCAS - Sinceramente tem muita emoção nisso! Não e só um simples show, mas sim uma reunião com os caras que aprendi a tocar. Humberto é meu primo, começamos  a curtir som juntos desde 1989. Em 1993 conhecemos o Rodrigo. Aí montamos uma banda com meu irmão. Aprendemos juntos, nos divertimos, brigamos, enchemos a cara... São mais de 20 anos. Para mim está sendo especial!
cherry bomb-discos
DISCOGRAFIA:
“Sad Songs for Happy Girls” (demo tape, 1996)
“Bombs to You” (LP, 1997)
“The Cherry Bomb” (CD, 1998)
"Light Up The Town Garage Takes" (CD, 2000)
“Disconected Satellites” (CD, 2003)
* Veja video do The Cherry Bomb com Pete Shelley em Londrina em 2001, tocando clássicos da história do punk rock.
Foto: Maíra Bette Motta

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mystery Trio faz show para gringo ver e admirar

mystery trio03
Não é mistério nenhum. Ver um show da banda curitibana de drumless rockabilly Mystery Trio é voltar no tempo e perceber como era bacana o rockabilly na época.
O trio faz um trabalho de pesquisa que é apresentado tanto na sonoridade, quanto no visual e também nos equipamentos usados. Beto Glaser (guitarra), Luiz Fireball (contrabaixo acústico) e Elvis Martinatto (vocal e violão) conquistaram público e reconhecimento saindo dos tradicionais botecos fuleiros dos esquemas independentes para ganhar elogios gringos tocando nos Estados Unidos e Europa.
A banda foi formada em 2007 com o nome Flatheads na formação clássica do rockabilly como trio e sem baterista. Mas, como há outra banda na Suécia com o nome Eddie & The Flatheads, eles resolveram mudar em 2009 para não terem problema no futuro.
O Mystery Trio prepara seu quarto lançamento - o segundo álbum – e será uma das atrações do Psycho Carnival 2015. O trio tocará no Espaço Cult, no dia 15 de fevereiro (domingo). O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Beto Glaser (foto acima) para saber sobre mais uma participação da banda no festival e quais as novidades. Ele avisa que resta poucas cópias do primeiro disco para quem ainda não comprou. E que os fãs de vinil terão o single e o novo EP para comprar.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como será o set Do Mystery Trio no Psycho Carnival?
BETO GLASER -
Então, o set será basicamente musicas do primeiro disco, do 45 e do EP recém lançado, provavelmente algumas músicas do próximo álbum também.
Como está a banda agora? Depois do EP vocês tem algo planejado para gravar?
Estamos em fase de pré-produção do novo álbum. Ele terá 12 canções e será lançado pela Rhythm Bomb Records no final do primeiro semestre desse ano.
Será só com musicas inéditas ou tem alguma regravação?
Estamos sempre buscando regravar canções que não foram regravadas ainda. Trabalho de bastante pesquisa. Será um álbum com composições próprias inéditas e versões ainda não regravadas.
Em termos de produção, repertório, sonoridade... segue a mesa linha do que vocês já lançaram ou está diferente?
Passamos muito tempo pesquisando timbres e formas de produzir música que sejam mais fiéis possíveis à época que curtimos. Foi investido em equipamentos analógicos de época pra reproduzir o clima.
E sobre o festival, tem alguma banda que você esteja ansioso para ver o show?
O Psycho Carnival é sempre um motivo de festa. Todas as bandas são sempre excepcionais. Estou ansioso para que chegue o festival inteiro [risos].
Como foi a mudança do nome de Flatheads para Mystery Trio?
Ja existia uma banda gringa chamada Eddie & The Flatheads, e pra não criar confusão, resolvemos mudar o nome. Mystery Trio era um dos nomes que tínhamos escolhido na formação da banda, ai a decisão foi natural. Isso foi na época que o MySpace estava em evidência. Recebemos uma mensagem deles, mas nada em tom de reclamação. Achamos por bem mudar.
DISCOGRAFIA
“Turn on the key” (album, Bad Habits Rec, 2011)
“Brunette to blonde” / “Rollin´till the night” (single, Bad Habits Rec, 2012)
“Don't Give Me Your Troubles” (EP, Rhythm Bomb Rec, 2014)

LINKS
* Confira o canal do Mystery Trio no
YouTube.

* Confira a página do Mystery Trio no Facebook.


mystery trio02
Fotos: Andye Iore

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Duo Phantom Powers apresenta o rock tosquera no Psycho Carnival

phamtom powers02
Porto Alegre é famosa por ter uma das cenas de rock mais criativas e variadas no Brasil. E é de lá que vem a banda que atrai cada vez mais a curiosidade dos fãs de garage rock no Brasil. O duo Phantom Powers já fez alguns shows fora do Rio Grande do Sul e começa a trabalhar no segundo disco. Eles lançaram um EP com sete músicas no ano passado e já tem composições novas que devem formar um novo EP ou até um álbum esse ano.
A banda faz uma mistura de garage,punk, blues e surf music, difundida no meio como rock selvagem. As influências são The Cramps, Link Wray e The Ventures. Eles tocam com Tio Vico como monobanda (violão, guitarra, bateria e vocal) e Ray Z (guitarra).
O Projeto Zombilly bateu um papo com a dupla que se apresentará no Psycho Carnival, abrindo o evento paralelo Curitiba Rock Carnival no dia 15 de fevereiro (domingo) a partir das 13h, na Praça Eufrásio Correia, em Curitiba (PR), com entrada gratuita. A banda avisa que levará camisetas e CDs para vender no Psycho Carnival.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Vocês tocam no formato duo com um de vocês como monobanda. Como vocês chegaram nesse formato?
PHANTOM POWERS -
Não foi planejado. Começamos a compor assim e não sentimos falta de outros instrumentos.
Vocês tocavam em outras bandas antes?
Temos uns 20 anos de estrada cada um. Os Phantom Powers começaram há pouco mais de um ano quando sacamos que tínhamos influências em comum e resolvemos compor juntos.
O Brasil tem muitas bandas de garage rock, mas todas bem restritas ao underground. Como é para vocês estarem num meio que não tem muito público e sempre toca em esquemas independentes, quase sempre improvisados por esse Brasil...?
Somos o tipo de gente que se diverte com pouco, não importa quantas pessoas estejam assistindo, a entrega é total.
Qual a expectativa de vocês para tocar no Psycho Carnival 2015, em Curitiba?
Estamos animados, pois acompanhamos o festival há muitos anos e agora temos a oportunidade de mostrar o nosso som para um público que cultua as mesmas influências que nós.
phamtom powers03
Como será o set no Psycho Carnival?
Nervoso! E basicamente autoral.
Como é a cena de garage rock em Porto Alegre?
Barulhenta, epilética, divertida e sem grana.
Como estão os planos da banda... gravação de disco, tour...?
Nesse começo de ano já estamos gravando músicas novas e ainda não decidimos se isso vai ser o próximo EP ou quem sabe um álbum completo. Nenhuma tour marcada oficialmente, onde existir desejo pelo rock selvagem, lá estaremos.
* Confira o Facebook do Phantom Powers.
* Veja o vídeo bacana de “Mother Nature's Call”, do Phantom Powers.
Fotos: Leo Rey. 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Zombilly no Radio - Homenagem ao The Bambi Molesters

bambi molesters

O programa Zombilly no Radio abre essa semana com um bloco de protesto pelos reajustes no começo do ano, problemas com falta de água e energia elétrica e outras mazelas criadas pelos políticos incompetentes. O segundo bloco é com bandas do cenário billy amigas do Projeto Zombilly que conhecemos nesse anos e mantivemos contato. O terceiro bloco é com garage rock, com bandas amigas, sendo que duas delas já tocaram no Projeto Zombilly. E o último bloco é um especial com o The Bambi Molesters que tivemos a satisfação de conhecer pessoalmente na semana passada.
Nesse programa estreamos novas vinhetas e temos os lançamentos de Deserdados, Desgraçado e The Dyna Jets, nova banda da Groovie Records.
TRACK LIST
The Cramps - Butcher Pete
RDP - Políticos Em Nome Do Povo
Cólera - Minha Nação
Deserdados-Cidade Insonia
Dead Kennedys - Government Flu
Los Primitivos - Whiskey en el Tren
The Quakes - Killing Moon
The Sharks - Bye Bye Girl
KLAX   My Sweet Baby
Movie Star Trash - Tentaculos do Polvo Doppler (feat. Koti)
Thee Dirty Rats - Poison!
Desgracado - bonde do desgraçado
The Dyna Jets - You know it's not easy
The Bambi Molesters - Wrong Turn
The Bambi Molesters – Siboney
The Bambi Molesters – Baia
The Bambi Molesters – Malaguena
The Magnetix - Creature from outer space

INFOS
Zombilly no Radio – 24 de janeiro de 2015
UEM FM 106,9 - Duração: 1h
Datas: dia 24, sábado, 18h / dia 28, quarta-feira, 23h59
Pesquisa, acervo, produção, apresentação: Andye Iore
Coordenação: Paulino Junior
Trilha de fundo: Kozmic Gorillas
Para ouvir no dia - UEM FM http://tunein.com/radio/R%C3%A1dio-UEM-FM-1069-s98697

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

The Magnetix promete agitar público no Psycho Carnival

the magnetix02

Uma das bandas que mais deve atrair a atenção dos fãs de psychobilly no Psycho Carnival é a russa The Magnetix. Apesar de não ter discos lançados no Brasil e ser pouco conhecida, ela costuma ganhar muitos fãs depois de seus shows. Isso devido às apresentações animadas ao som do psychobilly clássico da década de 1980, com influência do Batmobile.
O trio é de Tula, uma cidade industrial no centro da Russia (a aproximadamente 190km de Moscou), com economia baseada na metalurgia e que tem 503 mil habitantes. A banda foi formada em 2010, depois que o guitarrista Taras Savchenko, 37 anos, saiu do grupo Stressor e acabou regravando algumas de suas músicas da antiga banda, já que ele era o compositor da maioria. E assumiu o nome Mr. Drybones. Completam o lineup Mr. DeadKat no baixo acústico e Mr. Rocket na guitarra. O trio original tocará no Brasil.
The Magnetix tem dois discos - “With their amazing first album” e “Boo-Bop-A-Boo” – lançados pela Crazy Love Records, com várias músicas inspiradas em ficção científica. Como “Rock on the moon “, “Tastes like a martian”, “Planet Zero”, “Creature from outer space”, “Asteroid rock”, entre outras para chacoalhar o esqueleto até suar.
O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista e vocalista Mr. Drybones que falou sobre sua primeira viagem ao Brasil, deu dicas de bandas bacanas, entre outras situações. Ele avisa que trará camisetas e CDs para vender no Psycho Carnival. E que, infelizmente, os vinis do The Magnetix estão esgotados no momento. The Magnetix tocará no Psycho Carnival no sábado (14 de fevereiro), fechando a segunda noite no Espaço Cult. Se você vai ao festival e não conhece o The Magnetix, sugerimos pesquisar antes para conhecer um pouco e curtir mais o show.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Vocês são uma banda atual fazendo som clássico do psychobilly 80´s. Qual foi a ideia original do The Magnetix?
MR. DRYBONES
- A nossa ideia foi misturar o rockabilly clássico da década de 1950 com o som do psychobilly de 1980. Nós crescemos ouvindo esses sons e não poderíamos fazer algo diferente.
Vocês tocam em muitos festivais. Como você avalia os eventos hoje?
Nós adoramos tocar na Europa. Temos muitos amigos por lá e todo festival que nós tocamos sempre tem um grande e ótimo público para nós. Acho que a cena na Europa está bem bacana!
Como você avalia a cena psychobilly hoje no mundo com bandas com som clássico e outras com som mais pesado?
Há várias bandas com som old school hoje em muitos países. Nos Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Suíça, Japão, Rússia, Brasil... Nós gostamos de muitas delas como The Grims, The Frogs, The Psyclocks, The Rusty Robots, The Tazmanian Devils, entre muitas outras.
Como é a cena de psychobilly na Rússia?
A cena é bacana e está crescendo. Temos várias bandas legais em partes diferentes do país e também um público participativo e crescendo.
Quais são suas expectativas de tocar no Psycho Carnival, no Brasil?
Nós nunca tocamos do outro lado do planeta Terra! E esperamos ser bem recebidos aí no Brasil. Por isso, estamos felizes e orgulhosos de sermos convidados e tentaremos fazer um dos nossos melhores shows nesse festival brasileiro. Além disso, também será bacana porque veremos várias bandas legais e, claro, conheceremos essas beleza que é o Brasil.
Vocês conhecem alguma banda brasileira de psychobilly ou rockabilly?
Sim, claro! Conhecemos Os Catalépticos, As Diabatz e o Sick Sick Sinners.
Vocês gostariam de ver alguma coisa no Brasil se tiverem tempo livre?
Sim, nós gostaríamos de pisar no mar, conhecer uma praia se tivermos tempo.
Como será o set do The Magnetix no Psycho Carnival?
Acho que tocaremos quase todas as músicas dos nossos discos e mais alguma coisa... o set deve durar em torno de uma hora de duração.
Quais os planos para o The Magnetix?
O tempo está corrido e estamos trabalhando num disco novo. E, claro, iremos para mais uma tour na Europa esse ano, como sempre.



* Confira o Facebook do The Magnetix.
* Confira site do The Magnetix.
* Veja vídeo do The Magnetix tocando “Cold sweat” ao vivo com Jeroen Hammers no vocal.
* Fotos: Divulgação

the magnetix07

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Bad Luck Gamblers volta ao Psycho Carnival depois de três anos

bad-lucky02

São Paulo estará muito bem representado no Psycho Carnival 2015. Os paulistanos do Bad Luck Gamblers voltam ao festival, depois de terem tocado em 2008 e 2012, dessa vez com nova formação. O trio promete tocar músicas novas que estarão no EP que será lançado em vinil até o final do ano.
A banda foi formada em 2004, em São Paulo, e tem sonoridade misturando psychobilly, rockabilly e country. As músicas são sobre hot rods, pin ups, jogatina, muita diversão, entre outros aspectos da cultura billy.
O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista e vocalista Joe Marshall (foto) que falou sobre a participação da Bad Luck Galblers no Psycho Carnival 2015, do novo disco, de mais uma tour na Europa, de seu outro projeto, a Joe and the Wet Rags (que lançou um disco bem bacana no ano passado), entre outros temas. A Bad Luck Galblers tocará no Psycho Carnival no dia 16 de fevereiro, segunda-feira, no Espaço Cult.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Qual será a formação da banda no festival?
JOE MARSHALL -
A Bad Luck Gamblers hoje conta comigo (Joe Marshall, guitarra e vocal), Maniac Biffs (baixo acústico, backing vocal) e Renan Pigmew (bateria).
Como será o set do show no Psycho Carnival?
Tocaremos sons do nosso primeiro disco, “Don´t bet on us”, sons novos também que sairão no próximo disco e alguns covers que gostamos.
Tem alguma banda que você esteja afim de ver show no festival?
Estou muito afim de ver o Goddamn Gollows, Barnyard Ballers e Magnetix que não conheço mas estou ouvindo falar muito bem!!
Como é tocar num festival que reúne bandas e público de vários países?
É sensacional... inclusive estava comentando com amigos esses dias.. O Psycho Carnival é foda! A divulgação é monstra aqui e lá fora também... é um reencontro de amigos de todo o Brasil. É um festival excelente pra mostrar nosso trabalho e admirar também outras bandas.
Como está o Bad Luck Gamblers agora e planos da banda?
Na verdade estamos fazendo um disco novo, um EP na verdade com seis musicas.  Pretendemos lançar em vinil ainda esse ano. Como trocamos de baterista, tivemos que ensaiar e tal... mas, após esse disco, queremos também fazer um vídeo e partir pra uma tour na Europa, provavelmente em 2016.
Você tem outros projetos, está sempre produzindo bandas e discos... a cena rockabilly no Brasil tem altos e baixos. Hoje tem poucas bandas. Como você avalia o gênero e suas bandas no país?
Além do Bad Luck Gamblers tenho outra banda chamada Joe and the Wet Rags que tem influencia de rock anos 50, rockabilly e country, numa pegada mais raiz... a cena rockabilly, apesar de não ter muitas bandas, aumentou bastante do que era há dez anos, na época que eu estava no Crazy Legs. Já produzi algumas bandas e estou gravando mais. O que posso dizer é que essas bandas estão gravando músicas próprias, o que acho muito muito foda, e varia de banda pra banda como: cantar em português ou em inglês, uma mais pro estilo Teddy Boy outra não, uma com uma sonoridade mais "blues". Ou seja, cada uma fazendo seu som, independente de ser o "autêntico" rockabilly. Acho que estamos no caminho certo para mostrarmos lá fora nosso trabalho. Existem bandas ótimas aqui se destacando e surgirão outras com certeza!!
* Confira o Facebook do Bad Luck Gamblers.
* Veja o video de “Devil´s lucky dice”, do Bad Luck Gamblers.
Fotos: Andye Iore
bad-lucky03

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Folclórico St Pauli marca gol relâmpago histórico


O St. Pauli é um timeco da Alemanha que tem a simpatia de muita gente no mundo por ter ligações com o rock´n´roll e minorias. Mas em campo é um fiasco tradicional. O time está em penúltimo lugar na Segundona do Campeonato Alemão, com apenas 19 pontos em 16 jogos, entre 18 equipes.

Além de sua fanática torcida, o time ganhou outro destaque. O de um dos gols mais rápidos da história do futebol (video acima): aos 5 segundos de jogo!
Foi num amistoso ontem (20) com o time suíço FC Winterthur. O meiocampista alemão Julian Koch roubou a bola no início do jogo, viu o goleiro adiantado e chutou marcando do meio campo, quando não havia nem uma gota de suor em campo ainda, sendo apenas o quinto toque na bola. O jogo terminou 2 a 0 para o St. Pauli. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

CPV volta em projeto acústico Dedo na Quina


Para quem sente falta da banda maringaense bacana Copacabana Pé Vermelho tem um bom programa no próximo domingo (18). A atração cultural da feira do Clube do Vinil, que faz sua quarta edição no Mercadão de Maringá, será a banda Dedo na Quina. É a estreia de um projeto reunindo músicos da finada Copacabana Pé Vermelho.A nova banda se apresentará como um trio num set acústico tendo Coy Morais (violão), Éder Rosa (violão) e Celsinho (cajon). Um outro ex-CPV, Fábio Pereira, chegou a ensaiar, mas não poderá tocar. O set terá músicas do CPV e influencias como Velvet Underground e Neil Young.

A feira do Clube do Vinil de Maringá será das 9h às 14h. O Dedo na Quina deve começar a tocar por volta das 10h. A entrada é gratuita. O Mercadão fica na avenida Prudente de Morais, 601, em frente ao estádio Willie Davids.
* Saiba mais sobre o Clube do Vinil de Maringá. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

The Bambi Molesters apresenta tour com surf music bem sucedida

Bambi Molesters 040810
As duas bandas mais bem sucedidas da surf music contemporânea mundial são a americana Man or Astroman? e a croata The Bambi Molesters. Curiosamente, as duas tocam no Brasil nos próximos 35 dias. O Projeto Zombilly entrevistou a segunda, que vem ao Brasil pela primeira vez com muita expectativa de fazer o público brasileiro fã de música instrumental se divertir bastante.
The Bambi Molesters foi formada em 1994 em Sisak, na Crácia. A banda tem influencia de garage rock a surf music clássica da década de 1960. Em apenas quatro discos entre 1998 e 2010, a banda saiu de uma restrita cena de surf music croata para conquistar fãs em todo o mundo com uma sonoridade melódica e shows bem agitados. O que acabou rendendo sempre boas resenhas na imprensa musical mainstream. Um grande impulso na carreira foi abrir shows da tour do REM em 1999. Outra abertura de destaque na história da banda foi para The Cramps, uma de suas influencias e cujo vocalista Luz Interior era fã declarado dos croatas.
The Bambi Molesters foi aumentando seu público com tantas boas referencias e chegando a situações não muito comuns a bandas de rock undeground. Como ter músicas nas trilhas da novela brasileira “Bang Bang” e na serie televisiva “Breaking Bad”. Além de ter participado de um tributo ao mestre Link Wray.
O Projeto Zombilly bateu um papo com o guitarrista Dinko Tomljanovic (foto abaixo), que falou sobre a expectativa de tocar no Brasil pela primeira vez, comentou como está a surf music em alguns locais, anunciou que a banda deve ter inspiração brasileira no disco novo e, lamentavelmente, que a banda vem desfalcada para a tour no Brasil.
A tour brasileira terá nove shows entre 14 e 24 de janeiro. A banda avisa que terá para vender nos shows os discos que estão em catálogo, como como “As the Dark Wave Swells”, “Sonic Bullets”, “Intensity” e “Dumb Loud Hollow Twang Deluxe”, nas versões CD e vinil, e também o DVD "A night in Zagreb". O Projeto Zombilly fará a cobertura do show em Londrina (PR), no dia 17 de janeiro, que também terá as bandas The Mullet Monster Mafia, Búfalos d´Água e Maníaticos do Reverb.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Vocês tocam em festivais em diferentes. Como está a surf music hoje, quais países tem bons bares, bandas e público para esse gênero?
DINKO TOMLJANOVIC
- Temos tocado principalmente em torno da Europa e nas cidades maiores ainda há muitas bandas boas, clubes e público para este tipo de música se manter viva. Especialmente na Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra. Isso continua a tradição dos anos 60 quando a cena de música instrumental e garage era realmente forte.
Como é a cena para a surf music na Croácia?
Antes de começarmos a nossa banda esse tipo de música era praticamente esquecida. Até poucos anos atrás, éramos a única banda a fazer este tipo de som. Agora há algumas bandas também tocando. E pode ser, em parte, por nossa causa. É claro que, durante o começo da década de 1960 a cena instrumental, embora não exatamente surf, era forte na Croácia. Principalmente por causa da enorme influência do The Shadows. Havia bandas como Bijele Strijele, Atomi criando então uma nova explosão de guitarras na juventude. Mas essa cena terminou em meados dos anos sessenta. Nós começamos em 1994, ouvindo a velha surf music americana e tentando fazer a nossa própria versão da mesma.
Quais são as suas expectativas para tocar no Brasil?
Sempre que tocamos, tentamos levar emoção e bons momentos para o nosso público. Por isso, esperamos fazer o mesmo no Brasil. Fazemos muitos shows grandes na frente do público totalmente novo e desconhecido. E, na maioria das vezes, conquistamos o público no final do show. E sempre somos chamados de volta para tocar um pouco mais. Então, esperamos ter muita diversão no Brasil, mesmo que essa seja a primeira vez.
bambi molesters02
O Bambi Molesters vai fazer uma turnê no Brasil. O que é muito difícil de fazer com bandas do seu estilo... mesmo as bandas brasileiras tem dificuldade de fazer tours aqui ... vocês não se importam em tocar em lugares pequenos?
Não importa quão grande ou pequeno o público ou o clube é. Vamos tentar fazer o nosso melhor para divertir. Começamos tocando em pequenos clubes. Por isso, estamos acostumados a isso. Embora, nos últimos anos, nós tocamos em lugares maiores. Na maioria destes pequenos clubes o público é muito receptivo, o ambiente é ótimo para tocar e alguns dos nossos maiores shows aconteceram em tais situações.
Qual será a formação na turnê brasileira?
Infelizmente, nossa amada baixista Lada quebrou a mão há alguns dias. Portanto, nosso amigo multitalentoso Luka Bencic, da excelente banda croata My Buddy Moose, vai tocar conosco nessa tour. Ele já tocou baixo com a gente antes. Ele sabe o que faz e temos certeza que ele se sairá bem. O resto de nós é: Dalibor na guitarra, Dinko na guitarra e Hrvoje na bateria.
Como será o set do Bambi Molesters na turnê brasileira?
Vamos tocar o nosso set list habitual com nossas maiores canções e alguns covers cuidadosamente escolhidos. O que agradou o nosso público e a nós também ao longo dos anos. Esperamos que público brasileiro goste.
O Brasil tem muitas bandas de surf music ... você sabe algo sobre as bandas brasileiras?
Como estamos indo pela primeira vez, realmente não conhecemos bandas brasileiras de surf. Mas, a julgar pelo grande história de todos os tipos de música brasileira, não haverá surpresa se nós encontrarmos grandes bandas de surf no Brasil.
Todas as bandas brasileiras de surf music vivem no underground e não tem espaço na mídia, não vendem muitos discos ... isso é uma coisa comum para esse gênero?
Como em qualquer lugar, neste momento, em comparação com outros gêneros, surf music é relativamente menor. Mas, nós provamos que, se dedicando muito, ainda podemos viver disso. É apenas um gênero musical como qualquer outro tipo de música. Mas, é claro que é preciso boas composições, inspiração e persistência em sua própria banda para realmente sobreviver. Começamos a nossa banda por amor pela música. Provavelmente todas as outras bandas fazem o mesmo. Sem o amor pela música, não haveria nada. Todas as outras coisas como cobertura da mídia e vendas, virão para você, se você colocar o seu coração nela.
Você tem algum interesse específico em ver no Brasil, como praias, conhecer pessoas, bandas...
É claro que, além de tocar, estamos muito contentes que nós conheceremos pessoas no Brasil. Queremos ver um pouco da bela paisagem brasileira, pelo que o Brasil é famoso. O que só vi em fotos até agora. Esperamos também experimentar a boa comida e as bebidas brasileiras. E, pelo menos, mergulhar os pés no oceano Atlântico.
Você sabe que em 2004 uma canção do Bambi Molesters foi usada em uma trilha sonora de uma novela, uma serie popular na TV, com muito drama e romance, e que nunca bandas de rock com o som de vocês conseguem esse espaço?
Sim, nós ficamos muito emocionados e agradavelmente surpreendidos quando a nossa música foi escolhida para ser tema em "Bang Bang". A exposição na mídia como esta é um grande apoio, um reconhecimento que nos faz continuar e a certeza de que estamos fazendo a coisa certa.
O que está previsto para o futuro do Bambi Molesters?
Nós pretendemos fazer um novo disco em breve. Se o tempo permitir, provavelmente este ano. Temos a certeza que teremos boas lembranças desta turnê no Brasil e vamos usar isso como inspiração para compor algumas boas novas melodias.
bambi molesters-tour
DISCOGRAFIA DO BAMBI MOLESTERS:
“Dumb Loud Hollow Twang” (1998)
“Intensity!” (1999)
“Sonic Bullets: 13 from the Hip” (2001)
“Dumb Loud Hollow Twang-Deluxe” (2004)
 “As the Dark Wave Swells” (2010).



TOUR BRASILEIRA:
14 de janeiro – no SESC,  em Bauru (SP)
15 de janeiro – no SESC, em Piracicaba (SP)
16 de janeiro – no 92Graus, em Curitiba (PR)
17 de janeiro – no Hush Pub, em Londrina (PR)
19 de janeiro – no SESC Consolação, em São Paulo (SP)
20 de janeiro – programa Metrópolis, TV Cultura
22 de janeiro – no SESC, em Rio Preto (SP)
23 de janeiro – no SESC, em Santos (SP)
24 de janeiro – no Espaço Plínio Marcos, em Ilha Comprida (SP)
Fotos: Peshovski /Divulgação

sábado, 10 de janeiro de 2015

As Diabatz apresentam músicas inéditas no Psycho Carnival

diabatz2
O Projeto Zombilly inicia a tradicional serie anual de entrevistas sobre o festival Psycho Carnival com a volta de uma brasileira que está morando na Alemanha e está bem ansiosa para tocar no festival curitibano novamente. Batemos um papo com a guitarrista e vocalista da banda As Diabatz, Carol “Baby Rebel” (foto). Ela falou sobre voltar ao Brasil depois de dois anos e como está o contato com as outras meninas da banda preparando o set para o Psycho Carnival. E também comentou sobre seu novo projeto musical na Alemanha.
Antes do Pyscho Carnival 2015, As Diabatz tocarão no badalado festival “Rockabilly Psychosis”, na Bélgica, no dia 7 de fevereiro, dividindo o palco com Demented Are Go, The Monsters, Spellbound, entre outras bandas. “Vamos tentar umas músicas novas, com menos versões dessa vez”, anunciou Baby Rebel. “Mas, temos que ver se vai rolar primeiro no Rockabilly Psychosis pra depois ver se tocamos as músicas no Psycho Carnival”. Além de músicas inéditas, As Diabatz também trabalham numa tour europeia para setembro desse ano.
ACÚSTICO - Carol Rebel está morando em Mönchengladbach, no Noroeste da Alemanha, cidade com aproximadamente 260 mil habitantes e onde ela dá aula de inglês. E é onde ela começou um novo projeto musical junto com o namorado. A The Halfwits tem Carol Baby Rebbel no violão e voz e Paddy Evans no baixo acústico. Eles fazem um som acústico misturando country, rockabilly e psychobilly. A banda tem tocado clássicos desses gêneros (como sons de Hank III, Demented Are Go e Frenzy) e em breve divulgará repertório próprio.
As Diabatz tocarão no Psycho Carnival no dia 14 de fevereiro, sábado, no Espaço Cult.
Foto: Andye Iore

logo02

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Polêmica com “A entrevista” é uma bobagem

O filme “A entrevista” estreou no final dezembro passado nos cinemas americanos e tem estreia prevista para o Brasil no dia 29 de janeiro. A confusão foi grande em alguns países com muita polêmica sobre a exibição ou não da comédia que é a quinta colaboração dos atores Seth Rogen e James Franco juntos.
Tudo porque o novo filme indica o assassinato do líder da Coréia do Norte, Jong-un Kim. Com isso, o governo nortecoreano se manifestou oficialmente contra o filme alegando ser uma ofensa à nação e o estúdio Sony foi alvo de hackers. Ainda houve ameaças aos cinemas que exibissem o filme. A princípio, a estreia foi cancelada, mas depois o governo americano anunciou apoio aos produtores e “A entrevista” foi lançado.

Ver essa “comédia” é confirmar que toda a polêmica é uma grande bobagem porque o filme é ruim e não merecia esse destaque na mídia. Por outro lado, pode se tornar um grande fracasso financeiro, já que custou US$ 44 milhões e arrecadou somente US$ 1 milhão em seu final de semana de estreia nos EUA e com uma semana em exibição fez pouco mais de US$ 4 milhões. Um fiasco de bilheteria.

ENREDO - A história mostra um afetado apresentador de televisão e um produtor ganancioso que exploram o sensacionalismo e baixarias em entrevistas. Até que eles tem a ideia de entrevistar o ditador Jong-um Kim que, curiosamente, é fã do programa. Antes da viagem, agentes da CIA visitam a dupla e ordenam que eles matem o líder coreano. Eles partem para a Coréia do Norte e se envolvem em muitas confusões. O que rende poucas risadas, se tratando de uma comédia. 

Talvez, esse seja um dos piores filmes do bobo Seth Rogen (que também assinou a direção e produção), cuja carreira carece de um bom filme de sucesso. E que caminha para se tornar um dos piores atores de comédia americanos.
Para piorar, já que não dá para levar Hollywood a serio, Seth Rogen trabalha em outros seis filmes a estrearem até 2016.

SERVIÇO
FILME: “A entrevista”
GÊNERO: comédia
DURAÇÃO: 1H42
DIREÇÃO: Evan Goldberg, Seth Rogen
ELENCO: Seth Rogen, James Franco, Randall Park
ESTRÉIA NO BRASIL: 29 de janeiro

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Marco Butcher lança disco de novos projetos nos EUA

marco - luna03
O músico Marco Butcher está morando nos Estados Unidos onde começou novos projetos roqueiros. Ele já gravou discos e finaliza outros projetos que serão lançados em breve. O que deve sair primeiro é o disco novo do Jesus & The Groupies, que ele tem com Luís Tissot. O novo álbum conta com a participação de Walter Daniels, experiente gaitista americano que tem grande atuação no cenário undeground do punk, blues e garage desde a década de 1980. O disco do Jesus & The Groupies recebeu o título de “Weapons Nature Provided” e será lançado em abril de 2015.

Marco Butcher mora em Winston Salem, na Carolina do Norte. E um dos projetos que mais tem animado o músico é outro duo.  É o Luna Death Trails (foto), com a artista experimental Friquita Francis, de New Orleans, cuja voz é uma mistura de PJ Harvey com Lydia Lunch. “É uma espécie de cabaret sound track pra um filme imaginário, meio spooky”, comenta Butcher sobre a sonoridade do projeto. “Tem um pouco de blues, mas traz outras referências também”. A banda tem uma sonoridade crua, com guitarras, violão slide e vocais somente.
O trabalho nos Estados Unidos está fluindo tanto que ele e a nova parceira musical também criaram um selo para lançar vinis. O primeiro lançamento da Mongrel Man Records será o “Weapons Nature Provided”, do Jesus & The Groupies.
Como se tudo isso já não fosse bacana o suficiente, ainda tem mais. Um outro projeto que toma forma é o Boston Molasses Disaster. É outro duo de delta blues com Allegra Phillips no vocal e gaita e Marco Butcher tocando como onemanband e cantando. Eles já gravaram quatro músicas, mas ainda não há previsão de lançamento.
Foto: Hampton Van Meter
marco - luna01